23 outubro, 2011
28 dezembro, 2009
O amor de Butterfly
"Pinkerton regressou aos Estados Unidos;
prometeu, porém, que voltaria “quando os pintarroxos fizerem os seus ninhos.” Já se passaram três anos. Butterfly chora, e Suzuki reza o tempo inteiro, ajoelhada diante da imagem do Buda. Suzuki diz a Butterfly que suspeita que seu marido não voltará mais. “Cala a boca, ou te mato!”, responde Butterfly. Ela chora, mas não perde a esperança: Un bel dì vedremo - um belo dia veremos um fio de fumaça no horizonte - o navio de Pinkerton!"
Momento de eterna beleza, um amor inocente e confiante, ainda não machucado pela realidade sórdida de Pinkerton. Fica de presente para vocês, com um beijo.
Un bel dì, vedremo
levarsi un fil di fumo sull’estremo
confin del mare.
E poi la nave appare.
Poi la nave bianca
entra nel porto, romba il suo saluto.
Vedi? È venuto!
Io non gli scendo incontro. Io no. Mi metto
là sul ciglio del colle e aspetto, e aspetto
gran tempo e non mi pesa,
la lunga attesa.
E… uscito dalla folla cittadina
un uomo, un picciol punto
s’avvia per la collina.
Chi sarà? chi sarà?
E come sarà giunto
che dirà? che dirà?
Chiamerà Butterfly dalla lontana.
Io senza dar risposta
me ne starò nascosta
un po’ per celia e un po’ per non morire
al primo incontro, ed egli alquanto in pena
chiamerà, chiamerà:
Piccina mogliettina
olezzo di verbena,
i nomi che mi dava al suo venire.
[a Suzuki]
Tutto questo avverrà, te lo prometto.
Tienti la tua paura, io con sicura
fede l’aspetto.
18 outubro, 2009
Pipoca, Guaraná e Ação
Tem para todos os gostos: histórias de amor bonitas, dramáticas, engraçadas, tristes e felizes, claro.
O campo é vasto e o espaço curto, daria até tema para um novo blog (mais um!!). Não posso agradar a todos e nem a mim mesma, portanto escolhi algumas que foram sucesso de bilheteria e audiência.
Dessas que seguem, as minhas favoritas são as três primeiras. Muita gente vai concordar comigo!
As Pontes de Madison (1995) - Com delicadeza, o filme narra a história de um amor proibido. Clint Eastwood, que também assina a direção, é Robert Kincaid, fotógrafo da National Geographic que ruma para Iowa com o objetivo de capturar imagens das famosas pontes de Madison. Lá, ele conhece a dona de casa Francesca Johnson (Meryl Streep) e, por alguns dias, vivem um intenso romance.
Meu Primeiro Amor (1991) - A ingenuidade do primeiro amor é retratada a partir da história de Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garotinha carente apaixonada por um professor mais velho, e Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), seu melhor amigo. Os dois vão descobrir juntos o que é amar. Ela descobrirá sozinha o que é perder.
O Curioso Caso de Benjamin Button (2008) - Baseado em um conto de F. Scott Fitzgerald, o filme de David Fincher (Clube da Luta) nos apresenta a excêntrica história de Benjamin (Brad Pitt), que nasce bebê, porém, com as características de idoso e, com o passar dos anos, vai rejuvenescendo. No meio do caminho de sua existência, ele conhece a adorável Daisy (Cate Blanchett) e os dois vivem um amor, ao mesmo tempo, melancólico e belo.
Foi Apenas Um Sonho (2008) - Pela primeira vez juntos em cena após o sucesso de Titanic, Kate Winslet e Leonardo DiCaprio são dirigidos por Sam Mendes (Beleza Americana) no longa que narra a vida de um casal aparentemente feliz. April e Frank moram em um subúrbio norte-americano, mas é na França que desejam descobrir quem de fato são, entretanto, de repente e não mais que de repente, surgem as frustrações.
Uma Linda Mulher (1990) - Julia Roberts e Richard Gere certamente protagonizaram uma das histórias de amor mais famosas do cinema. Ela era Vivian, uma garota de programa. Ele, Edward, um magnata que a contrata para acompanhá-lo em alguns eventos sociais. A convivência não fica apenas nas aparências e ambos acabam se apaixonando.
Titanic (1997) - O tremendo fenômeno que foi o filme na época de sua estreia, comprovou que muita gente não resiste a uma triste história de amor. Durante a viagem inaugural do transatlântico Titanic, Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio), jovens de classes sociais distintas, apaixonam-se perdidamente. No entanto, quando o navio bate em um iceberg gigante a história ganha ares de tragédia.
Como Perder Um Homem em 10 Dias (2003) - Na comédia, a jornalista Andie (Kate Hudson) está fazendo uma matéria sobre como perder um homem em 10 dias. Como vítima da tarefa, ela escolhe o publicitário Ben (Matthew McConaughey) e começa a, de certa forma, infernizar sua vida. Ironicamente, para uma campanha, o rapaz apostou que consegue conquistar uma mulher pelo mesmo período. É óbvio que virou amor.
Gilmore Girls (2000 - 2007) - A falante e cômica Lorelai Gilmore (Lauren Graham) tinha no austero Luke (Scott Patterson) um ombro amigo para qualquer situação. Um belo dia, a relação entre os dois passou de amizade colorida para um romance ioiô cheio de humor, que garantiu um charme a mais à série.
Friends (1994 - 2004) - Este célebre grupo de amigos arrancava muitas gargalhadas dos telespectadores com suas malucas confusões. Quase que de brincadeirinha, dois membros do sexteto, Monica (Courteney Cox) e Chandler (Matthew Perry), resolveram dar um passo a mais na amizade e meio que sem querer, mas querendo muito, perceberam que estavam apaixonados e não é que deu até em casamento!
05 julho, 2009
Sentimentos
Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros.
Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem; ele então falou:
_ Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
Todos correram e pegaram seu barquinho, para irem a um morro bem alto. Só o amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais na ilha.
Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.
Estava passando a riqueza e ele disse:
- Riqueza, leve-me com você.
Ela respondeu:
- Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber.
Passou então a vaidade e ele pediu:
- Oh! Vaidade, leve-me com você.
- Não posso você vai sujar o meu barco.
Logo atrás vinha a tristeza.
- Tristeza, posso ir com você?
— Ah! Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou a alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Já desesperado, achando que ia ficar só, o amor começou a chorar.
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho.
- Sobe, amor que eu te levo.
O amor ficou tão radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando no morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou à sabedoria:
- Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe aqui?
Ela respondeu:
- O tempo.
- O tempo? Mas, por que só o tempo me trouxe aqui?
- Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.
17 fevereiro, 2009
Bêbado e A Equilibrista
Uma boa história de amor, porquê não?
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco
O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil
Prá noite do Bra...sil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete
Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram marias e clarisses no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente
A espe...rança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car
Azar, a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar
João Bosco & Aldir Blanc
21 dezembro, 2008
Lewis Carrol e Alice Liddel
Alguns biógrafos dizem que ele chegou a pedir a mão da menina em casamento (na época ele tinha 31 anos e ela, 11), o que enfureceu a mãe e os afastou definitivamente. Alice no País das Maravilhas é uma obra repleta de fantasias oníricas e lúdicas acerca da realidade e da linguagem.
São simbolizações e alegorias que, a um primeiro parecer, contestam a lógica e o senso comum, primando pelo nonsense, pelo absurdo. Contudo, revelam metáforas lúcidas a respeito do mundo e da sociedade. Metáforas que, a exemplo das obras de escritores como Kafka e Clarice Lispector, permitem múltiplas interpretações. Assim como o amor de Lewis por Alice.
25 novembro, 2008
Sherazade e Shahryar
Sherazade casou-se com o rei Shahryar e ordenou à sua irmã que se sentasse ao pé de seu leito nupcial e lhe pedisse para contar, ao término de seu defloramento, uma história de ninar. Nessa época, Shahryar e Shahzaman já respondiam por duas mil, duzentas e treze mortes. Só onze dos mortos eram homens.
Shahryar, logo após desposar Sherazade e cativado por suas histórias, parou de matar mulheres. Shahzaman, não refreado pela literatura, prosseguiu em sua obra vingativa, abatendo de manhã a virgem que ele estuprara à noite, uma demonstração do poderio dos homens sobre as mulheres, da facilidade masculina para distinguir amor de fornicação e da inevitável conjunção, no que se refere ao sexo feminino, de morte e sexualidade.
A carnificina em Samarcanda continuou pelo menos por mil e uma noites, porque só no fim da narrativa de Sherazade, quando ela, a grande contadora de histórias, implorou para que o rei a poupasse, não em reconhecimento a suas aptidões, mas pelo bem dos três filhos que ela lhe dera naqueles anos fabulosos, e quando Shahryar confessou seu amor por ela, a última de suas mil e noventa e oito esposas, e abriu mão de todas as suas aspirações assassinas, é que a desforra de Shahzaman também chega ao fim. Purgado finalmente de seus desejos sanguinários, Shahzaman se casa com a doce Dunyazade.
16 outubro, 2008
Robin e Lady Marian
Robin Hood foi um herói lendário que roubava aos ricos para dar aos pobres. Com o seu bando de homens, Robin vivia na floresta de Sherwood, onde se escondia do xerife de Nottingham, que os tentava capturar sem êxito.
Pano de fundo da lenda a Inglaterra medieval, quando o rei Ricardo Coração de Leão estava nas Cruzadas e o reino entregue ao príncipe João.
Lady Marian é apresentada de forma diferente em várias baladas e histórias sobre Robin Hood.
Em algumas delas é uma saxonica que conhecera Robin durante toda a sua vida, noutras dizem que é uma dama da nobreza ou a pupila do xerife de Nottingham, que o espiava e contava os segredos a Robin.
Por vezes é uma donzela em apuros, outras é uma hábil espadachim ou o cérebro por trás do bando de Robin... No entanto, em qualquer uma delas, Lady Marian é sempre o verdadeiro amor de Robin.
De acordo com as lendas locais, eles se casaram na igreja de St. Mary, em Edwinstowe, e permaneceram juntos o resto das suas vidas.
Imagem: Errol Flynn & Olivia de Havilland as Robin Hood
and Maid Marian
01 setembro, 2008
Cleópatra e Marco Antonio
Uma paixão que mudou o curso da história A relação proibida do triúnviro romano Marco Antônio com Cleópatra,marcada por festas suntuosas, desencadeou uma guerra civil com milhares de mortos.Uma das mais famosas mulheres da História, Cleópatra VII, que viveu de 68 a.C. a 30 a.C., foi o último "faraó" do Egito.
Apesar de ser descrita como uma sedutora, Cleópatra era muito religiosa e chegou a iniciar os estudos para ser sacerdotisa.
Sabia Matemática e falava muito bem nove línguas, além de ser boa governante e muito popular entre o seu povo.
Casou com o seu irmão mais novo, Ptolomeu, e tornou-se a amante do general romano Júlio César. Depois da morte deste, outro general romano, Marco Antônio, partiu para o Egito para
Os dois se apaixonaram esse romance escandalizou toda a sociedade romana, além de causar preocupação aos seus políticos que temiam perder poder que tinham sobre o Egito.
No entanto, Marco António e Cleópatra casaram-se e planejaram a conquista de Roma. No ano 31 a.C., o general romano Octávio destruiu as forças militares do casal na batalha do Actium.
Na noite que precedeu a morte de Marco Antônio, os clamores de uma multidão em regozijo e os sons harmoniosos de instrumentos de música espalharam-se por Alexandria. Essa multidão invisível atravessava a cidade e o barulho se estendia de ponta a ponta. "É o sinal", comentavam os alexandrinos, "de que Dioniso abandonou Marco Antônio, que sempre quis se assemelhar a ele."
Pela manhã, Cleópatra refugiou-se com duas de suas amas no mausoléu. Ordenou que trancassem a porta e dissessem a Marco Antônio que se matara. O general entendeu que ele também devia morrer. Atingiu o ventre, mas não faleceu de imediato. Neste momento, chegou o secretário de Cleópatra anunciando que ela continuava em vida. Marco Antônio, agonizante, pediu para ser levado ao mausoléu. "Cleópatra apareceu à janela", contou um servo, "mas não conseguiu abrir a porta. Pela janela, desceu uma corda à qual amarramos Marco Antônio. As três mulheres, puxando a corda com as mãos, alçaram com muita dificuldade nosso general moribundo e coberto de sangue."
Cleópatra recebeu-o e, estendendo-o ao solo, rasgou suas roupas, arranhou seu peito e suas faces, abraçou o moribundo chamando-o de seu senhor, seu esposo e seu imperador. Marco Antônio pediu uma taça de vinho, bebeu e, num último suspiro, aconselhou a Cleópatra que salvasse sua vida se pudesse fazê-lo de maneira honrada.
Otávio, imediatamente informado da morte de Marco Antônio, temia que Cleópatra ateasse fogo
Entre aqueles que primeiro entraram na tumba, estava Olympos, médico particular de Cleópatra: "Eu sabia", confiou, "que já há várias semanas nossa rainha decidira morrer. Em minha presença, testou, nos condenados à morte, várias espécies de veneno. Queria encontrar aquele capaz de provocar uma morte rápida, suave e sem alteração do corpo. Quando entrei no mausoléu, ela repousava sobre um leito de ouro, vestida com seus hábitos reais e carregando nas mãos as insígnias de poder macedônias e egípcias. A seus pés, Iras, a cabeleireira, expirava, e Charmion arranjava o diadema de sua senhora antes de morrer ela também.
Não pude determinar a causa do falecimento das três mulheres, mas vi no braço de Cleópatra duas pequenas picadas. Sabia que a rainha sempre levava no cabelo um alfinete contendo veneno. Pensei também na mordida de uma víbora. Com efeito, um guarda me contou que, durante a refeição, um camponês veio trazer à rainha uma cesta de figos que podiam, talvez, ocultar uma serpente. Mas eu não encontrei nesse local hermeticamente fechado nem alfinete de cabelo nem víbora alguma".
Cleópatra tinha 39 anos quando escolheu ir ao encontro do amado na morte. Compungido com sua fidelidade, Otávio autorizou seu enterro junto a Marco Antônio no mausoléu real. Uma só sepultura reuniu para a eternidade esses dois terríveis amantes, cujo romance transformou o curso da história do mundo romano.
Imagem: Morte de Cleópatra, 1881
Quadro de Juan Lura (1857-1899), pintor filipino
17 junho, 2008
Romeu e Julieta de Sarajevo.

Sarajevo, Maio de 1993. Bosko Brkic e Admira Ismic conheceram-se na escola quando ambos tinham 16 anos. Ele era sérvio, ela muçulmana, quando é o amor que dita as regras, a única regra que existe é precisamente a inexistência de quaisquer regras.
Este não era contudo o seu tempo, ao contrário era o tempo da guerra. A pior de todasas guerras, a guerra civil, a mãe que lança indiscriminada e inadivertidamente sobre seus filhos suas unhas e dentes rasgando, sugando o sangue, amputando a civilidade e ceifando a vida de seus filhos.
No caminhos: ódio e morte...
Quando os sérvios começaram a fugir da cidade, Bosko recusou-se a partir. E quando a situação se tornou insustentável planejaram a fuga. Chegaram a um acordo com os contatos sérvios e muçulmanos. Asseguraram-lhes que poderiam partir de Sarajevo em segurança.
A ponte de Vrbanja separava o território muçulmano do território sérvio, daí seguiriam para Grbavica cidade controlada pelos sérvios em direção a Belgrado onde esperavam recomeçar uma nova vida.
Haviam atiradores por toda parte, instalados nos prédios vizinhos à ponte, de um lado e do outro da barricada. As travessias eram arriscadas e feitas sobretudo à noite, Bosko e Admira, estavam confiantes nas promessas de uma passagem segura, e dirigiram-se à ponte em plena luz do dia. Bosko foi o primeiro a ser atingido e morreu na hora, Admira apesar de ferida ainda conseguiu se arrastar até ao corpo do seu amor e abraçá-lo, antes de ser novamente atingida.
Os seus corpos ficaram prostrados naquele descampado durante oito dias, até que as tropas sérvias os retiraram do local e os enterraram em Lukavica, na época uma base militar. A foto com os corpos dos amantes percorreu mundo, e a imprensa referiu-se ao casal como Romeu e Julieta de Sarajevo.
Em 1996 após o fim da guerra o pai de Admira, conseguiu que transferissem os corpos dos amantes para o cemitério de Lion em Sarajevo, a terra onde se conheceram e se apaixonaram.
23 abril, 2008
Bonnie e Clyde
You've read the story of Jesse James,
of how he lived and died.
If you're still in the need
of something to read,
here's the story of Bonnie and Clyde
Bonnie Parker e Clyde Barrow foram os primeiros serial killers da América, o que os tornou desde logo ícones imortalizados, num país que tanto admira estes insólitos. Líderes da conhecida Barrow Gang nos anos 30, atravessaram os Estados Unidos deixando atrás de si um rasto de assaltos, violência e mortes. A “gang” do sangue frio.
Cometendo pequenos delitos que desrespeitavam a lei vão num crescendo de violência, não encontrando outra saída senão enfrentar a polícia. Assim as duas partes são levadas, cada vez mais, a usarem de força e violência.
A trilha de aventuras que eles seguiram desde a pequena localidade onde nasceram, só podia levar a experiência da morte. Não sobrou no íntimo, tempo para o amor... Bonnie Parker fumava charuto numa época em que as mulheres não usavam calças compridas. Clyde Barrow era um escroque texano.
Os dois formavam a mais temida dupla de ladrões dos Estados Unidos. No dia 23 de maio de 1934, foram assassinados numa emboscada depois de meses de perseguição.
Bonnie e Clyde fugiram a bordo de um carro modelo V8, da Ford. Antes da prisão, durante a fuga, Clyde enviou uma carta a Henry Ford:
"Enquanto ainda tenho ar em meus pulmões escrevo para dizer que carro elegante o senhor construiu. Nenhum outro automóvel sustenta tanta velocidade como o Ford e, se meu trabalho não é estritamente legal, também não ofendo ninguém ao dizer que magnífico veículo é o seu V8".
Nas telas Bonnie (Faye Dunaway) e Clyde (Warren Beatty) conheceram-se fortuitamente, pouco depois deste ter abandonado a prisão.
Ela, empregada de mesa, ansiosa por fugir do marasmo da sua vida quotidiana, viu essa hipótese na paixão à primeira vista pelo ex-presediário.
Amantes fogosos, apesar da relação deveras particular (Clyde seria homossexual e/ou impotente), alimentaram o fogo da paixão a gasolina, que crescia ao sabor da adranalina e da feromona, proporcional à onda de violência em que embarcaram.
No mesmo barco seguiu também o jovem C.W. Moss (Michael J. Pollard), o irmão de Clyde, Buck (Gene Hackman) e a insuportável esposa deste, Blanche (Estelle Parsons).Mas o filme, é para uma outra hora...
25 março, 2008
Romeu e Julieta

O enredo passa-se em Verona, Itália, por volta do ano 1500 e trata os amores de um casal de jovens (Romeu e Julieta), que apesar de serem provenientes de famílias rivais, se apaixonam um pelo outro.
Nesta história as lutas de espada, o disfarce, os equívocos, a tragédia , o humor e a linguagem da paixão simbolizam, no seu conjunto, o amor verdadeiro. Duas poderosas famílias (os Montagues e os Capulet) são inimigas há muitos anos. O velho Capulet,
pai de Julieta, dá uma grande festa para a qual convida todos os amigos da família.
Como é evidente, a família dos Montagues não faz parte da lista dos convidados. Entretanto, como Romeu Montagues anda interessado em Rosaline, uma jovem que foi convidada para a festa e arranja um plano para a poder ver durante essa festa. Assim, Romeu entra disfarçado na casa dos inimigos da sua família. Já lá dentro, a sua
atenção vai para Julieta, e não para Rosaline.
Apaixona-se de imediato e fica muito desiludido quando sabe que Julieta é uma
Capulet. Romeu também não passa despercebido a Julieta, mas ela não sabe que ele é um
Montagues. Mais tarde, depois de descobrir que o jovem por quem está apaixonada é o filho da família inimiga, Julieta vai para a varanda e conta às estrelas que tem um amor proibido. Romeu, escondido nuns arbustos por baixo da varanda, ouve as confissões de Julieta e não resiste.
Apresenta-se a Julieta e diz-lhe que também está apaixonado por ela. Com a ajuda de um amigo de Romeu, Frei Lawrence-, Romeu e Julieta casam-se secretamente no dia seguinte.
Os desencontros, a tragédia e o desfecho todos já conhecem pois Shakespeare escreveria uma história de amor cruel entre os amantes impossíveis e a eles, amantes de Verona se juntaram vários compositores na tentativa de descrever musicalmente este drama.
Berlioz em Sinfonia Colossal mais tarde adaptada para o balé de Maurice Béjart, Gounod com uma Ópera em 5 atos, Tchaïkowski através de várias peças. Todas de amplidão bem diferentes. E finalmente, Prokofiev no século XX escreve a música para o balé.
No entanto não podemos nos esquecer de West Side Story, que é uma espécie de transcrição feita por Leonard Bernstein da obra Shakespereana dentro da vida americana, com Bernardo e Maria fazendo os papéis de Romeu e Julieta.
Bem, a história rendeu e rende frutos, mas isso é uma outra história...
Para mim, o mais... sei lá, o mais cheio de ais:
28 fevereiro, 2008
Sansão e Dalila
Há muito tempo atrás havia um judeu muito forte chamado Sansão que morava na cidade de Gaza, na Palestina. Naquela época a cidade era então governada pelos filisteus.
Sansão então conheceu uma filistéia de extrema beleza chamada Dalila. Sabendo que Sansão também se apaixonara por Dalila, os governadores filisteus propuseram a Dalila, que se ela descobrisse a origem da força descomunal desse judeu, eles a cobririam de jóias. Dalila aceitou a oferta desde de que nenhum homem pusesse as mãos em Sansão para feri-lo.
Dalila depois de muitas artimanhas descobriu que o força de Sansão provinha dos longos cabelos que Deus lhe deu. Então Dalila colocou um soporífero na bebida de Sansão, e cortou-os. Depois mandou chamou os guardas filisteus que não tiveram dificuldades em prender Sansão.
Visitando Sansão na cadeia, ela descobriu que ele estava cego. A explicação que foi dada para Dalila é que ninguém tocou em Sansão. Somente aproximaram um ferro em brasa próximo do rosto dele, e isso fez queimar as suas retinas, disseram os filisteus sorridentes.
Com o tempo os cabelos de Sansão voltaram a crescer. Numa das festas mais concorridas no templo pagão dos filisteus, Dalila guiou o seu amado para que ele pudesse localizar as colunas de sustentação do templo. Sansão percebeu que Deus novamente lhe deu a força necessária para se vingar dos deuses pagãos dos filisteus, e pede a Dalila que se afaste. Mas ela morre junto com o seu amado junto com as ruínas do templo filisteu.
X
comme s’ouvrent les fleurs
Aux baisers de l’aurore
Mais, o mon bien-aime,
pour mieux secher mes pleurs
Que ta voix parle encore
Dis-moi qu’a Dalila tu reviens pour jamais
Redis a ma tendresse
Les serments d’autrefois
Ces serments que j’aimais
Ah, reponds a ma tendresse
Verse-moi, verse-moi l’ivresse
Reponds a ma tendresse
Samson, Samson, je t’aime…..
(Mon coeur s’ouvre à ta voix, ária da ópera Sansão & Dalila, de Camille Saint-Saëns)
X
X
05 novembro, 2007
Ceci e Peri
D. Antonio de MAriz, fidalgo português, morava com sua família num castelo bem fortificado, no sertão. Sua família era constituída por D. Laureana, sua esposa, Cecília e D. Diogo, seus filhos, e Isabel, que muita gente dizia também ser sua filha. Ele possuía a seu serviço muitos aventureiros como era costume naquele tempo.
Havia um moço fidalgo, D. Alvaro, que amava Cecília. Isabel também amava D. Alvaro, porém, em segredo. Emcasa de D. Antonio havia também um índio, Peri, que se afeiçoara muito à Cecília. Peri, chamava a filha de D. Antonio, de Ceci. Uma vez Isabel e Peri ouviram quando D. Alvaro declarava seu amor à Cecília.
Entre os aventureiros que serviam D. Antonio estava Loredano, um antigo frade italiano. Loredano uma vez reuniu alguns aventureiros e prometendo-lhes dinheiro combinou matar a família de D. Antonio e raptar Cecília. Ele quis incendiar o castelo, mas Peri soube de tudo e evitou o incêndio.
Um dia Ceci disse a Peri que tinha vontade de possuir uma onça, viva. Peri foi à floresta, brigou com uma, amarrou-a e trouxe-a nas costas para oferecer de presente à Ceci. D. Laurenice ficou com muito medo e não quis que a onça ficasse no castelo.
Os índios atacaram e cercaram o castelo. Peri foi lutar sozinho contra eles e foi preso. Então, tomou um veneno porque si os índios o comessem morreriam. D. Alvaro e outros vendo Ceci penalisada foram salvá-lo e o conseguiram. Peri, então, bebeu o lóquido de uma árvore para tornar o veneno sem efeito.
Peri estava sempre vigiando para que não acontecesse alguma coisa à Ceci. Um dia, Loredano quis penetrar no quarto de Ceci, enquanto ela dormia. Peri viu tudo e atirou uma flecha que pregou a mão do italiano com a mão ferida.
D. Alvaro foi ferido num combate com os índios e morreu. Seus companheiros o levaram para o castelo. Isabel pediu a Peri que levasse o jovem para o seu quarto e o deitasse em sua cama. Peri atendeu ao pedido. Isabel fechou tudo, acendeu umas resinas perfumadas e a fumaça acabou por asfixiá-la. Isabel morreu, então, abraçada ao cadáver do jovem.
Como os índios cercassem o castelo, Peri verificou que não havia salvação para ninguém. Então ele arranjou uma canoa para D. Antonio fugir com Cecilia. O fidalgo porém não aceitou, pois ele mesmo vivia sempre no meio dos aventureiros, lutando contra os índios. Para que Cecília não percebesse a sua morte, D. Antonio deu-lhe um narcótico.
D. Antonio recusava todos os pedidos de Peri para fugir, salvando Ceci. D. Antonio disse-lhe um dia: que se ele, Peri, fosse cristão – coisa que ele nunca aceitaria – poderia levá-la a uns seus parentes que moravam lá para ourtas bandas. Então Peri respondeu: "Senhor. Quero ser cristão para salvar a senhora". D. Antonio fez Peri ajoelhar e tomando da sua cruz, batizou-o dando-lhe o nome de Antonio.
Então, Peri foi salvar Ceci. Enquanto os índios corriam para o castelo que estava já cercado, Peri tomou Ceci nos seus braços e fugiu com ela por cima de uma árvore agarrando-se nos troncos. Chegando à floresta, Peri colocou Ceci na canoa e quando ela acordou, Peri contou tudo.
Ceci já amava Peri. Várias noites eles andaram vagando naquela canoa. Um dia Peri foi apanhar umas frutas na floresta para Ceci comer. A moça então desamarrou a canoa que foi embora. Quando Peri chegou e perguntou pela canoa Ceci disse que fizera aquilo porque desejava viver com ele na floresta. Peri ficou muito contente porque ele amava muito a jovem branca.
Um dia, como uma enchente ameaçasse alagar tudo, Peri quebrou uma palmeira, colocou Ceci nela e enquanto a moça segurava nos seus ombros ele ia guiando a palmeira. Chegaram depois a um lugar firme. Ali se casaram, foram felizes e tiveram muitos filhos. E assim terminou a história de Peri e Ceci.
O Guarani
04 setembro, 2007
mi Jane, iu Tarzan
A História de Tarzan é a de uma criança, criada por uma macaca, após a morte de seus pais. Tarzan acredita ser um macaco, e sofre por ser diferente dos outros. Depois de matar o lider dos macacos, que havia matado sua mãe adotiva, Tarzan torna-se lider da tribo de macacos.
A heroína inglesa, filha única do naturalista Arquimedes Porter vem a África para estudar os grandes gorilas. Envolve-se em uma confusão com os babuínos nativos e acaba sendo salva por Tarzan por quem se apaixona.
Já aconteceu de Jane ser a companheira exigida pelos padrões sociais (mesma espécie, gênero feminino etc.) e a macaca Xita, a parceira de aventuras, a “amiga” presente. Nesses casos de Tarzan, o que se percebe é que ele não nutre, digamos assim, uma paixão avassaladora por Jane, ela é só uma peça componente que se julgou importante no conjunto da produção.
E o amor eterno entre Tarzã e Jane chega aos tempos modernos, mas como ele nunca deixou de ser um troglodita, quando se encontrava diante do menor risco de se discutir a relação, o rei da selva já punha um ponto final na questão com
O herói de tanga e punhal preso à cintura tinha, afinal, uma floresta inteira para administrar e não podia perder muito tempo com blá-blá-blá dentro de quatro paredes de madeira equilibradas em cima de alguma árvore.
Além disso, o rei sabia que sua cota de carinho deveria ainda contemplar as exigências e chantagens de Chita, que vinham disfarçadas em forma de um sorriso amarelo e escancarado, mas sempre imperativo.E como todo casal que se preze tem que ter a famosa "nossa" canção até que o divórcio os separe, aqui estão algumas que foram compostas para os protagonistas desta história de amor:
Originais do Samba cantam de bonsucesso, J. Carioca e Bidi, a divertida “Aniversário do Tarzan”:
Quando entrei na mata
Bebi água na cascata
Era uma linda manhã
Os macacos pulavam em festa
Era aniversário do Tarzan.
O Príncipe Lotar e o Mandrake
Chegaram com o fantasma Voador
Tudo era alegria
O Zorro chegou beijando o Sargento Garcia
A Mônica com aquele jeitinho que só ela tem
Bateu no Cascão e no Anjinho também
E fez Cebolinha cantar parabéns.
Julio Barroso apresentou “Perdidos na Selva “uma salada tropicalista (com orangotango e tudo!):
Perdidos na selva
Orangotangos de tanga no tango
Tigresa em pele botando a mesa
Papagaios, bem-te-vis e araras
Revoando flores, folhas e varas
Ah! Que calor tropical
É sururu, carnaval
Deu febre na floresta inteira
Quando o avião deu a pane
Eu já previa tudinho
Vem Tarzan e a Jane
Incendiando muros neste matinho.
24 junho, 2007
Helena e Páris
Descrita na Ilíada de Homero, a história de Helena de Tróia e a guerra que por ela se travou fazem parte das lendas gregas, combinando fatos com ficção.
A história de Helena é muito conturbada, cheia de paixões arrebatadoras e traições amorosas. Existem muitas versões da história, mas o que parece verdade é que ela era filha de um rei de Esparta chamado Tíndaro.
Helena tinha diversos pretendentes e o pai fez com que todos jurassem respeito à vontade da filha e ajudassem o seu escolhido. A sorte - ou o azar - coube a Menelau e os dois se casaram.
Páris, filho do rei Príamo de Tróia, apaixonou-se por ela no momento em que a viu e, não aguentando a paixão, raptou-a, levando-a para Tróia.
Parece que ela mesma colaborou com o rapto porque Paris era muito bonito e isso a seduziu completamente.Os gregos prepararam uma grande armada liderada pelo irmão de Menelau, Agamémnon, para recuperar a bela rainha. Mil barcos gregos partiram através do mar Egeu a caminho de Tróia.Durante nove anos a cidade manteve-se inexpugnável, até que os gregos construíram um enorme cavalo de madeira (oco por dentro), no interior do qual se esconderam vários guerreiros.
Os troianos aceitaram o cavalo e levaram-no para dentro da cidade.Toda a cidade festejou pensando que essa era a forma de Menelau se desculpar e retirar. A verdade é que, nessa mesma noite, enquanto toda a gente dormia, os guerreiros saíram de dentro do cavalo e abriram as portas ao restante exército que esperava.Tróia foi destruída e Paris morreu em combate.
Helena restituída a Esparta, casou-se então com Deífobo, que era cunhado de Menelau.
Existe ainda uma terceira versão que encontra Helena casada com Aquiles, vivendo tranqüilamente por muitos anos. Provavelmente tudo isso é a junção de muitas histórias contadas por Homero como uma só e tudo o que sabemos sobre a Guerra de Tróia e o rapto de Helena, é que provavelmente tudo seja muito mais fantasia do que realidade.







