30 dezembro, 2006

Resoluções de fim de ano

Não vou ficar feito uma maluca pesquisando a cor da roupa que vou usar para dar um “empurrãozinho na sorte”; para ter paz, usar roupa branca; se eu não fizer a minha parte a paz acaba sendo apenas um conceito.
Para atrair dinheiro, ela deve ser amarela, se eu não batalhar ele não vai entrar pela janela já que nãojogo na mega sena.

Para ter muitas paixões, usar uma peça de roupa íntima vermelha, uma paixão já basta, pra quê muitas? Para conquistar um amor, cor-de-rosa é sua cor, e para manter esse amor qual e´a cor?
Ou na melhor das hipóteses (ou pior, sei lá), evitar usar roupa apertada na virada do ano, pois sugere um "ano-novo" com dificuldades, e se a roupa estiver apertada porque eu preciso perder peso, como fico?

Pensando bem, nem calcinha vou vestir.

Não vou enfrentar filas e mais filas de carros descendo a serra só pra pular sete ondinhas ou dar três pulinhos - com o pé direito, o esquerdo não vale, dizem ser sinal de má sorte (olha a discriminação social com os canhotos), com uma taça de champanhe na mão, sem derramar jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar, para deixar para trás tudo de ruim. Se alguém for atingido pelo champanhe terá sorte garantida o ano todo ou me partirá uma taça na cabeçae nem entro no mérito do que pode ser chamado de "coisas ruins", ficaria aqui muito tempo. Basta saber é que não existem coisas ruins e sim coisas boas e não tão boas.

Ao badalar da meia-noite, não vou comer as três colheradas da sopa de lentilhas, odeio sopa de lentilhas, portanto nada de mentalizar os três pedidos sentindo vontade de vomitar cada colherada entornada.

Não vou me acotovelar em algum supermercado ou enfrentar uma feira-livre atrás de romãs e acabar me estapeando com alguém pela última fruta da prateleira só porque se eu não comer fruta e colocar os três caroços que sobrarem na carteira, não vou ficar rica .
Tem gente que afirma que são 7 caroços e uma folha de louro. Vá saber!

As aves que sosseguem, não irei comê-las, não por estar preocupada com o fato de que ciscam para trás e isso pode me trazer má sorte; nada disso, não vou é ficar enfiada na cozinha assando as aves nobres debaixo desse calorão, sem chance.

Nada de separar o par de meias brancas que vou ter de usar durante três dias, a partir do dia 28. No quarto dia, colocar ao Sol do meio-dia a meia do pé direito e, em seguida, atirá-la longe, tomando cuidado para que não caia num lugar úmido. E a meia-noite do dia 31, colocar ao luar a meia do pé esquerdo dizendo as palavrinhas mágicas que me farão feliz para sempre.

O que vou fazer?
- Não sei...

Acho que vou alugar uns filmes, fazer uma bela salada com folhas e frutas, um chá mate gelado com limão e um mouse de chocolate que nunca sai das paradas de sucesso.
Vou dormir quando tiver sono, mas antes vou rezar e aproveito a conversa que terei com Ele no silêncio das minhas orações e pedirei saúde, paz e harmonia.
Depois vou continuar a leitura de um dos muitos livros que estão na mesa de cabeceira e como sempre adormecer embalada pela leitura...

Dia 1º de janeiro é apenas mais um dia dos 365 de 2007.

28 dezembro, 2006

Eliana Printes

Eliana Printes

Site Oficial: Eliana Printes

Impressão: Maravilhosa

Cotação: 1.000.000 de "ais" suspirados e juramentados

17 dezembro, 2006

Mensagens para os 365 dias de cada ano de nossas vidas
















A família, a sociedade e o Estado, tem o dever de amparar o idoso garantindo-lhe o direito à vida;
· Os filhos maiores tem o dever de ajudar a amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade;
· Poder público deve garantir ao idoso condições de vida apropriada;
· A família, a sociedade e o poder público, devem garantir ao idoso acesso aos bens culturais, participação e integração na comunidade;
·Idoso tem direito de viver preferencialmente junto a família;
· Idoso deve ter liberdade e autonomia.


Leia sobre o estatudo do Idoso: : http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/direitosdoidoso.htm

Mensagens para os 365 dias de cada ano de nossas vidas


















PRINCÍPIO 6ºToda criança deve crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário. O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.


Sobre a Declaração, pode ler-se aqui.

03 dezembro, 2006

Porque o blog...

Tem dias que nada nos compensa. Alguns dizem logo “- Ah! Só pode ser TPM”. Tão mais fácil atribuir culpas a pobre disfunção da vida moderna.
Nesses dias que chamaremos de ninguém- me- ama, a melhor e mais inteligente coisa a fazer é falar com seus botões.

Esse diálogo de si para consigo é um dos melhores que existe. Não haverá rangeres de dentes, portas batendo, gritos, atitudes escandalosas ou infantis do tipo: não falo mais com você, vou embora para casa da mamãe, se quiser dormir é no sofá, coisa meio americana?
Corta, apaga e refaz.
Espera. Se estiver falando com meus botões, a coisa fica do meu jeito.

Às vezes fico meio prosa. Mas só às vezes. Sou muito tímida para ser prosa. Poemar é mais fácil, as palavras fluem sem a pretensão de serem entendidas, são como sussurros que deixamos fluir e apenas alguns mais atentos acabam nos percebendo. Somos meio egoístas quando praticamos o verbo poemar, eu sou egoísta, sou acumulativa. Mas isso é uma outra história.

O fato é que fechei um blog para começar outro. Porque o fiz? Porque lá o objetivo era apenas poemar e eu estava ficando meio prosa, fugiu do contexto, perdeu o sentido...

Quando me vem alguma coisa a cabeça, seja prosa ou fragmentos de uns versos, lápis 2 a 4 b e uma velha agenda, adoro agendas que já perderam a função prática, acabam sendo de grande utilidade para mim.

O que importa é a idéia na cabeça. Eu sou assim: insisto, resisto, cismo, existo; eu me invento, não me explico

Posso ditar as regras aqui, afinal quem pode me contestar por ser politicamente incorreta? Meus botões?

- Ah! Mas esses não contam e nem contam a ninguém...

Dia de Domingo

A bailarina