Coisas de amor largadas na noite





anjo IV







Lágrimas de anjo viram jujubas. Vermelhas, as de paixão. Que são as mais saborosas, apesar de mancharem o travesseiro. Nosso anjo viu os olhos azuis de uma anja e neles encontrou o reflexo d’Ele. Antes que me pergunte, anjos trepam. Anjos não têm sexo. Mesmo assim, fazem. Amor de anjo é puro, mas o caminho para Vênus anda cheio de meteoritos que machucam as asas. No depois, não fumam. Balançam os pezinhos, e agitam os bracinhos, e assim fazem aquela brisa que sentimos no começo da manhã. Toda brisa que bate no rosto das gentes numa manhã de sol é orgasmo de anjo. Sorria para as brisas! Mas nosso anjo, sempre um tanto quanto desbocado, ensaca jujubas roxas. “Merda!”. Jujubas roxas são lágrimas que anjos derramam quando sentem saudades.





André Gonçalves é nascido em Niterói, teve passagem por Belo Horizonte, e hoje vive em Teresina. Encontre-o aqui: www.farinhada.blogspot.com.

A Louca de Chaillot


Já faz uns trinta anos que assisti ao filme a Louca de Chaillot, e desde então tenho procurado esse filme nas locadoras para ver de novo e não encontro.

O filme é baseado na peça homônima do escritor francês Hypolite Jean Giraudoux e dirigido pelo ator, produtor, diretor e roteirista inglês Bryan Forbes, com Katharine Hepburn e Yul Brynner nos papéis principais.

É a história de uma velha condessa, pertencente à aristocracia francesa arruinada, que ainda conserva a sua velha casa, suas jóias, sua pose, suas lembranças e seu vestuário. Ela costuma freqüentar um café de Paris, onde se encontra com outras figuras, igualmente empobrecidas, remanescentes da velha aristocracia, que agora vivem de lembranças, e com as quais se reúne, às vezes, para tomar um chá em sua casa.

Indignada com a avidez dos que querem transformar a cidade de Paris num imenso campo de prospecção de petróleo, ela e seus amigos começam a montar um tribunal secreto, no porão da casa, onde serão julgados os maus empreendedores.

Para isso, envia correspondências a todos eles, informando-os de que, no subsolo de sua mansão, existe um poço de petróleo, e os convida para visitarem o local.

Enquanto isso, convida uma velha amiga, juíza aposentada, a presidir o tribunal, e a outros antigos membros da nobreza, hoje transformados em mendigos, trapeiros e papeleiros, para desempenharem papéis de advogados de acusação e defesa. E assim têm abertura os trabalhos, onde cada político ou empresário inescrupuloso é julgado por seus crimes.

Na medida em que os convidados (réus) vão chegando, depois de proferidas suas sentenças prévias, são conduzidos ao subsolo, sob o pretexto de visitarem ali uma suposta jazida de petróleo.

Depois que todos os convidados são previamente julgados, sentenciados e executados, isto é encerrados para sempre no escuro subterrâneo revestido de pedras de sua casa, para onde cada um deles é convidado a descer por uma escada, então a porta é fechada, definitivamente, e a condessa e seus auxiliares dão por encerrada a sessão daquele tribunal improvisado.

Em linhas gerais a história é essa, mas o filme não se resume nisso. É uma verdadeira pérola cinematográfica, do princípio ao fim, com o seu roteiro, seus diálogos, sua filosofia e sua realidade.

A velha condessa, chamada de louca por sua excentricidade, e seus amigos, promovem o ato de justiça a um estado ideal de eficácia e imparcialidade.



Cazuza


Filho do produtor fonográfico João Araújo e da dona-de-casa Maria Lúcia Araújo, Cazuza sempre teve contato com a música, influenciado desde pequeno pelos fortes valores da música brasileira, ele tinha preferência pelas músicas dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, e Maysa. Começou a escrever letras e poemas por volta de 1965.

Em 1980 trabalhou com o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Lá, foi observado pelo então novato cantor/compositor Léo Jaime que o apresentou a uma banda de rock que procurava por um vocalista, o Barão Vermelho. Com o Barão Vermelho, Cazuza iniciou sua carreira de cantor.




Em 1985, Cazuza se apresentou no Rock in Rio com o Barão Vermelho. Nesse período Caetano Veloso declarou que Cazuza era o grande poeta de sua geração. Foi nesse mesmo ano que Cazuza foi infectado pelo vírus da AIDS, precipitando seu desejo em deixar a banda a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musicalmente e poeticamente.

Contrariando a sensação de fracasso que sempre acompanham artistas que abandonam suas bandas de origem para um carreia solo, Cazuza surpreende em seus álbuns solo, dos quais os sucessos de maior repercussão no público foram, sem dúvida, "Exagerado", "O tempo não pára" e "Ideologia".

A sua luta contra o HIV que veio de seu estilo de vida conturbado, trouxe o fantasma da morte para perto dele. Cazuza gravou diversas músicas quando já estava quase impossibilitado pelas complicações da doença. Ele foi o primeiro artista brasileiro a declarar publicamente ser soropositivo.

Seu último disco foi Burguesia (1989), gravado com o cantor numa cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia vendeu 250 mil cópias. Cazuza recebeu o Prêmio Sharp póstumo de melhor música com "Cobaias de Deus".

No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. No seu enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. Sobre seu túmulo está inscrito o epitáfio: "O Tempo Não Pára".

Em apenas 8 anos de carreira, Cazuza deixou 222 músicas gravadas, mais 60 inéditas, 34 para outros interpretes. Após a morte de Cazuza, seus pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza em 1990. A Sociedade Viva Cazuza tem como intenção proporcionar uma vida melhor à crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer.

Álbuns carreira solo
1985 - Exagerado
1987 - Só Se For A Dois
1988 - Ideologia
1988 - O Tempo Não Pára (ao vivo)
1989 - Burguesia
1991 - Por Aí (póstumo)
2005 - O Poeta Está Vivo - Ao Vivo no Teatro Ipanema em 1987 (póstumo)

Álbuns com o Barão Vermelho
1982 - Barão Vermelho
1983 - Barão Vermelho 2
1984 - Tema do filme Bete Balanço (Compacto)
1984 - Maior Abandonado
1992 - Barão Vermelho Ao Vivo (No "Rock In Rio I")



Casa Arrumada


Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drumond de Andrade

Pablo Neruda

Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ...

Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ...

Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ...

São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada ...

Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos ...

Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas .Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo ...

Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas...

Por onde passavam a terra ficava arrasada...

Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma.

Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro...

Levaram tudo e nos deixaram tudo...

Deixaram-nos as palavras.

Hoje é assim que sinto


"Como tirar a própria roupa num dia de frio, ou derramar vinagre numa ferida, é cantar com o coração entristecido"(Provérbios 25:20).

Corridinho


Também ando assim, querendo ir para longe dos lugares e das pessoas que julguei me fariam feliz. Tudo o que vejo me mostra um buraco, só enxergo o que não está ali. Calada como quando se deve estar calada, hoje a única poesia que me serve é a poesia seca e altiva de Adélia Prado.
Fica registrada aqui por nos sentirmos tão iguais.
Corridinho -
A.Prado
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelâ.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.

Cássia Eller


Nascida no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1962 e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 2001

Cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa, caracterizou-se por sua voz grave e pelo seu ecletismo musical. Interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Beatles e Nirvana.

Teve uma trajetória musical bastante variada, porém curta, em torno de dez álbuns próprios no decorrer de 12 anos de carreira. Com uma presença de palco bastante intensa, Cássia Eller assumia a sua preferência por álbuns gravados ao vivo e era constantemente convidada para participações especiais e interpretações encomendadas.

Outra característica importante é o fato de ela ter composto apenas duas canções das que gravou — “Eles” e “O marginal” —, ou seja, intérprete declarada. Vale lembrar que ela chegou a gravar dois álbuns em homenagem a Cazuza, sendo um deles apenas com músicas dele e o outro com a maioria.

Homossexual, morava com sua parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco. Teve grandes problemas com álcool e drogas. Faleceu em 29 de dezembro de 2001 por parada cardiorrespiratória, possivelmente decorrente de estresse. A hipótese de overdose como causa de sua morte, apontada inicialmente, foi descartada pelos laudos periciais do IML do Rio de Janeiro. Foi apontada então morte por erro médico, mas o inquérito foi arquivado pelo Ministério Público.
Referência: Wikipédia

Discografia:
1990 Cássia Eller
1992 O Marginal
1994 Cássia Eller
1996 Cássia Eller Ao Vivo
1997 Veneno AntiMonotonia
1998 Veneno Vivo
1999 Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo
2001 Acústico MTV
2002 Dez de Dezembro (Póstumo)
2006 Rock In Rio Ao Vivo




Bruxinha e as maldades de Sorumbática



Bruxinha e Baixinho, que moram num casarão com suas três tias. Naná, uma de suas tias contou-lhes que hoje era o dia da Noite da Maldade e que nessa noite as bruxas malvadas, comandadas pela bruxa Sorumbática, saíam para a rua e cometiam as maiores crueldades.

Ao anoitecer, Sorumbática consegue entrar no casarão, transforma as tias em estátuas e rouba o cristal azul da sorte de Naná. Bruxinha e Baixinho estavam escondidos e nada sofreram e agora precisavam arrumar um jeito de desfazer aquele terrível feitiço.

Bruxinha e Baixinho descobrem que o único que poderia ajudá-los era Drauf, um sábio gnomo, que morava na floresta. Bruxinha cheia de coragem pega sua varinha e eles saem em direção à floresta. Depois de passarem por diversos perigos conseguem, enfim, encontrar o gnomo e pedir-lhe ajuda. O gnomo diz a eles, que deveriam ir até o castelo de Sorumbática, pois a única forma de desfazer o feitiço era pegar de volta o cristal azul da sorte que estava com ela

Quando chegam ao castelo se deparam com um dragão enorme e muito mal-humorado, pois estava há mil anos sem dormir. Então Baixinho lembra-se dos conselhos do gnomo e começam a cantar uma cantiga de ninar e o dragão pega no sono.

Ao entrarem no castelo, encontram sete bruxas que começam a cantarolar charadas e ameaçam jogá-los no caldeirão, se eles não souberem as respostas. Após pensarem, com inteligência e sabedoria, conseguem decifrar as setes charadas e, anotando-as em um pedaço de papel, mostram as respostas e as bruxas vão embora

De repente, a sala escurece e se ouve uma gargalhada terrível: era Sorumbática. Bruxinha e Baixinho lembram-se então do segundo conselho que o gnomo lhes deu e mostram o papel com as respostas das charadas e como as bruxas podem ver no escuro Sorumbática lê o papel e desmaia. Os dois, mais que depressa pegam o cristal e saem correndo, pois ao nascer do sol, as tias virariam geléia. Lembram-se então do terceiro conselho e ao verem Xispi, o coelho mais veloz da floresta, pegam uma carona e conseguem chegar em casa antes do nascer do sol

Bruxinha coloca o cristal no pescoço de sua tia e o feitiço se desfaz. Todos se abraçam muito.
E Sorumbática até hoje não se lembra de nada que aconteceu

E no papel? O que estava escrito que fez com que Sorumbática desmaiasse? NÓS AMAMOS SORUMBÁTICA, ELA É MUITO LEGAL. As bruxas são assim mesmo: quando ouvem palavras de carinho e amor, não sabem o que fazer e então desmaiam.

"BRUXINHA E AS MALDADES DE SORUMBÁTICA
Eva Funari

O Piano






Na época vitoriana, quando a Nova Zelândia estava há pouco tempo sendo colonizada, para lá se muda Ada McGrath (Holly Hunter), um mulher que quando tinha seis anos de idade resolveu parar de falar. Ela vai na companhia de sua filha, Flora (Anna Paquin). O motivo de ter ido para lá é que Ada se casou com Stewart (Sam Neill) em um casamento arranjado, já que ela nem conhecia seu noivo.








Ada imediatamente antipatiza com Stewart quando ele se recusa a transportar seu amado piano. Stewart negocia o instrumento e o passa para George Baines (Harvey Keitel), um administrador da região. Atraído por Ada, Baines concorda em devolver o piano em troca de algumas lições no instrumento, que Ada daria para ele. Mas estas "aulas" se tornam encontros sexuais cada vez mais intensos, onde Baines pagava Ada com uma ou mais teclas do piano, sendo que o pagamento estava relacionado à intensidade de intimidade proporcionada. Porém, logo esta situação sai do controle, gerando trágicas conseqüências.O Piano 2010-05-22 Francisco Título original: (The Piano)

Lançamento: 1993 (Nova Zelândia)

Direção: Jane Campion

Atores: Holly Hunter, Harvey Keitel, Sam Neill, Anna Paquin.

Duração: 121 min

Gênero: Drama

O segredo



Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela….

Um dia nós percebemos que as mulheres tem instinto “caçador” e fazem qualquer homem sofrer…

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável…

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples…

Um dia percebemos que o comum não nos atrai…

Um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom…

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você…

Um dia saberemos a importância da frase:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas…”

Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso…

Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí­ já é tarde demais…

Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito naquele momento.

Não existe hora certa para dizer o que sentimos se quem estiver te ouvindo não te compreender, não te merecer…

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras…

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

“Cada um que passa em nossa vida passa só, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram por acaso…”

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas…
É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Mário Quintana

Brincar de Casinha



Quando era pequena uma das brincadeiras preferidas das meninas era brincar de casinha, nãoa minha favorita mas era muito bom.



A diversão era a cozinha da tal casinha, não sei porque não chamavam de brincar de comidinha, fazia mais sentido.



Uma beleza! Nós "comiamos" de tudo que era feito. Simulavamos algumas briguinhas, tal e qual acontecia em cada casa, mas tudo era resolvido sem grandes problemas e sem a interferência de um "pai", pois esse sempre estava no trabalho. Afinal os meninos estavam sempre disputando uma "pelada" no campinho de várzea que ficava próximo.



E pensar que o tal "campinho" virou uma praça por onde passam milhares de pessoas todos os dias que trafegam pelos luxuosos escritórios que al foram erguidos nos últimos anos.



Aquela brincadeira inocente de criança virou realidade e não é nada fácil brincar de casinha de verdade!

Tem alguém querendo jogar queimada,brincar de pique-esconde ou pega-pega?

confia no teu coração...



"confia no teu coração
se os mares se incendeiam
(e vive pelo amor
embora as estrelas para trás andem)"
E. E. Cummings

Rosinha, minha canoa


Ganhei o livro quando tinha 8 anos porque a minha professora achava que eu precisava ler mais e falar menos pois assim me concentraria mais nas aulas e blá, blá, blás que encheriam páginas.

Confesso que na época o que me lembro do livro era de adormecer antes do segundo parágrafo e dos bilhetes que minha mãe recebia da professora que a deixavam muito zangada comigo. Ah, e das surras, disso eu lembro!

Anos depois, uma outra professora, que gostava das minhas redações e da forma como eu contava histórias me indicou alguns livros, entre eles: Rosinha, minha canoa.

Lembro foi nessa época que meu amor pela leitura começou a florescer de maneira singular. Um primeiro olhar inviesado, depois outro e se acontecesse o "clic" acabariamos por nos apaixonar (eu e os livros). Caso contrário, não passariamos de uma única leitura e ponto final no relacionamento.

Rosinha, minha canoa, foi e é amor para a vida toda. Tantas vezes lido e relido, para mim mesma e para meus filhos. É desses livros que todos deveriam ler, ao menos é a minha opinião.

Rosinha, meu amor!

"- AH! Dona Chuva, estou com tanto medo de nascer...
- Bobagem... Vamos, eu ajudo!
Sua angústia renasceu e sua voz saiu meio trémula:
- Mas eu não sei nascer...
Os dedos de Dona Chuva apalparam o dorso e pararam em determinado ponto.
- Deve ser aqui. A casca está bem fininha: vou amolecer mais e você fará também um esforço...
Não disse mais nada. Foi contendo a respiração. Mais e mais. E ainda mais. Sentia que ia estourar. Devia estar quase roxa de tanto esforço. Alguma coisa se lhe abalava por dentro; deviam ser os bracinhos da folha.
A chuva disse novamente:
- Tente outra vez.
Forçou o ar de dentro e uma grande dor a estremeceu.
Parecia que se rachava a casca, de alto abaixo. A ponta de um dos seus braços projectou-se para fora.
- Ai que dor!...Ui! Que frio!...
A chuva riu grosso:
- É assim mesmo. Agora o outro bracinho.
Foi puxando o outro braço da folha e dessa vez já não sentiu doer tanto. E, mesmo, a vida fora da casca assemelhava-se a uma nova aventura: sentiu, então, curiosa sensação.
(...)
- Viu minha filha? Não é assim tão difícil nascer.
- Mas dói um pouco...
Se não doesse, a vida não teria preço. Agora trate de caminhar. Você precisa sair, andar, perfurar a distância que existe até ao outro lado. E você não tem prática, vai levar todo o resto desta noite.
(...)

José Mauro de Vasconcelos

Spleen



Spleen

Quando o cinzento céu, como pesada tampa,
Carrega sobre nós, e nossa alma atormenta,
E a sua fria cor sobre a terra se estampa,
O dia transformado em noite pardacenta;

Quando se muda a terra em húmida enxovia
D'onde a Esperança, qual morcego espavorido,
Foge, roçando ao muro a sua asa sombria,
Com a cabeça a dar no tecto apodrecido;

Quando a chuva, caindo a cântaros, parece
D'uma prisão enorme os sinistros varões,
E em nossa mente em frebre a aranha fia e tece,
Com paciente labor, fantásticas visões,

- Ouve-se o bimbalhar dos sinos retumbantes,
Lançando para os céus um brado furibundo,
Como os doridos ais de espíritos errantes
Que a chorrar e a carpir se arrastam pelo mundo;

Soturnos funerais deslizam tristemente
Em minh'alma sombria. A sucumbida Esp'rança,
Lamenta-se, chorando; e a Angústia, cruelmente,
Seu negro pavilhão sobre os meus ombros lança!

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
Tradução de Delfim Guimarães


O Spleen é um termo de origem inglesa que a literatura francesa incorporou no século XVIII para indicar uma sensação de fastio sem motivo.

Segundo estudo do português José Fernando Guimarães:

“Será que essa dor - nas palavras de Baudelaire, melancolia, desespero, spleen - deriva do olhar do poeta ou, pelo contrário, é intrínseca ao próprio tempo em que vive, em que sente, em que pensa?

Formulada assim, a questão torna-se falaciosa (capaz de interpretações onde pode predominar o psicologismo e/ou o historicismo) - quando, para mais, qualquer olhar artístico decorre, irremediavelmente, do seu tempo, é o seu tempo.

Coloque-se, então, a questão de outra maneira: será que tal presente foi capaz de marcar dolorosamente o olhar de Baudelaire? A resposta é, em toda a sua extensão, afirmativa.

É-o, por um lado, por causa da paixão pela sua mãe - uma paixão dolorosa, como qualquer paixão, mas, mesmo assim, constantemente espicaçada, reavivada pela palavra poética.

É-o, por outro lado, por causa de Poe - nele Baudelaire revê a sua biografia, pelo menos a axial (a família, sempre a família, com o cortejo de um pai ausente, da mãe desejada e da(s) amante(s), dolorosa teia capaz da mais feroz melancolia); tal como a partir dos textos de Poe (sobre a sua vida e obra escreveu um longo ensaio, para além de ter traduzido os seus contos), faz colagens, desidentifica-os para deles se apropriar, para os voltar a marcar, agora com a sua assinatura.”

Dead can dance







eu levo o seu coração comigo





e. e. cummings


eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)

tenho medo

que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)


(Tradução: Regina Werneck)

Conte uma história




Como encontrar pérolas num mar de histórias... Como fazer textos e imaginação saírem dos livros...

Ser um bom ouvinte de si mesmo, do mundo e de outras pessoas. Sensível para ouvir e falar. Contar simplesmente porque gosta de contar pois o mais importante é a história.

Crianças, adultos, não importa, no fundo todos gostam de ouvir uma boa história.

Na Ilha De Lia, No Barco De Rosa




Chico Buarque

Quando adormecia na ilha de Lia
Meu Deus, eu só vivia a sonhar
Que passava ao largo no barco de Rosa
E queria aquela ilha abordar
Pra dormir com Lia que via que eu ia sonhar
Dentro do barco de Rosa
Rosa que se ria e dizia nem coisa com coisa

Era uma armadilha de Lia com Rosa
Com Lia, eu não podia escapar
Girava num barco, num lago, no centro da ilha
Num moinho do mar
Era estar com Rosa nos braços de Lia
Era Lia com balanço de Rosa
Era tão real, era devaneio, era meio a meio
Meio Rosa, meio Lia
Meio Rosa, meio dia
Meia lua, meio Lia, meio...

Era uma partilha de Rosa
Com Lia, com Rosa, eu não podia esperar
Na feira do porto, meu corpo, minh'alma
Meus sonhos vinham negociar
Era poesia nos pratos de Rosa
Era prosa, na balança de Lia
Era tão real, era devaneio, era meio a meio
Meio Lia, meio Rosa, meio...

Na ilha de Lia, de Lia, de Lia
No barco de Rosa, de Rosa, de Rosa









Capital Inicial




Dinho Ouro Preto (Vocal), Flávio Lemos (Baixo), Fê Lemos (Bateria) e Yves Passarel (Guitarra)

O Capital Inicial surgiu em 1982, formado pelos irmãos Fê Lemos (bateria) e Flávio Lemos (baixo), ex-integrantes do Aborto Elétrico, ao lado de Renato Russo, e Loro Jones (guitarra), oriundo da banda Blitz 64.

Em 1983, Dinho Ouro Preto, após um estágio como baixista da banda "dado e o reino animal" (assim mesmo, com letras minúsculas), onde também tocavam Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, entra para os vocais. Em julho estréiam em Brasília, tocando em seguida em São Paulo (SESC Pompéia) e no Rio de Janeiro (Circo Voador). Aliás, esta foi uma das características marcantes do início da carreira: as constantes viagens e apresentações nos principais palcos do underground do rock brasileiro.

Em 1984, assinam seu primeiro contrato fonográfico, com a CBS (atual Sony), e se mudam para São Paulo no inicio de 1985. Logo em seguida lançam seu primeiro registro em vinil, o compacto duplo "Descendo o Rio Nilo/Leve Desespero". Eletricidade, lançado em 1991, marca o início de mudanças no Capital Inicial, começando pela gravadora. O álbum, lançado pela BMG, trazia uma versão para "The Passenger", de Iggy Pop, batizada de "O Passageiro", e composições como "Kamikaze" e "Todas as noites". Neste mesmo ano, participam da segunda edição do festival Rock in Rio.

Em 1992, Bozzo Barretti deixa o grupo, e em 1993, divergências musicais e pessoais levam o vocalista Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo. Em 1998 seus quatro integrantes originais decidem voltar aos palcos. Dinho Ouro Preto, Loro Jones, Fê Lemos e Flávio Lemos voltam à estrada com um novo show, uma comemoração aos 15 anos da banda e aos 20 anos do nascimento do rock candango. O repertório traz sucessos, faixas pouco conhecidas e composições de bandas que fizeram parte da cena de Brasília nos anos 80, como Plebe Rude, Legião Urbana e Finis Africae.

O último ano do século 20 começa com a banda se preparando para a gravação do Acústico MTV, que acaba ocorrendo em março. O disco é lançado dia 26 de Maio, e a primeira tiragem rapidamente se esgota nas principais lojas do Brasil. A primeira música escolhida para tocar nas rádios, "Tudo que vai", de Alvin L. e Dado Villa-Lobos, é amplamente executada em todo o país, e a banda vê reconhecido o seu empenho em fazer um disco acústico de rock simples, despojado, mas com a mesma atitude dos seus melhores discos. Isso fica claro em 2001, quando o sucesso "Natasha" explode entre as músicas mais executadas nas rádios de todo o Brasil e faz com que as vendas do disco alcançassem mais de 1 milhão de cópias, colocando assim o Capital Inicial como uma das maiores bandas do rock brasileiro.

Eu Nunca Disse Adeus é lançado em 2007, com uma sonoridade diferente, tanto melódica quanto vocal, onde Dinho Ouro Preto faz uso de seu timbre grave, não abusando dos gritos que permearam Gigante e o Especial do Aborto Elétrico.
Referência: Wikipédia






Discografia:
1986 - Capital Inicial
1987 - Independência
1989 - Você Não Precisa Entender
1990 - Todos os Lados
1991 - Eletricidade
1994 - O Melhor do Capital Inicial
1995 - Rua 47
1996 - Capital Inicial: Ao Vivo
1998 - Atrás dos Olhos
1998 - Remixes
2000 - Acústico MTV
2002 - Rosas e Vinho Tinto
2004 - Gigante
2005 - MTV Especial: Aborto Elétrico
2007 - Eu Nunca Disse Adeus

Uma questão de criatividade

Somente com a nossa poderosa língua coisas como essa são possíveis...


"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém,pouco praticou, pois Padre Pafúncio pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos,porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, pois pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam,permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se. Profundas privações passou Pedro Paulo.Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes.
- Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo - parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.

Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..."
Permitam-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...


(autor desconhecido)

Minerim e a Vaca Louca





A reporter começa a gravar:

"Boa noite, senhor. Nós estamos aqui para ouvir sua opinião.

Qual o Sr. acha que é a razão principal das vacas terem apanhado esta doença, "Vacas Louca"?"

O minerim olhou para a moça e respondeu:
"Ocê sabia que o touro come a vaca somente uma vez por ano?"

A repórter, visivelmente embaraçada, disse:
"Bem, senhor, eu não sabia.... informação interessante, mas o que isto tem a ver com a doença?"

"Ocê sabia que as vaca são ordenhada quatro veiz por dia?"

"Senhor, novamente agradeço a informação, mas porque não vamos diretamente ao ponto central da minha pergunta: a que o sr. atribui o fenômeno da vaca louca?"

O fazendeiro, já irritado, responde:
"Uai!!! Imagine se eu ficasse brincando
com suas tetinha quatro veiz por dia, e só trepasse cocê uma vez por ano, ocê tamém não ficaria louca???"

Casamento


TUDO É LINDO NO AMOR, a começar pela paquera entre os pombinhos, a fase do namoro, do noivado e finalmente o CASAMENTO , quando os noivos (e suas famílias) fazem de tudo para que a festança seja de primeira e prova disso é o exagero de alguns casais que optam por cerimônias exóticas (seria prá chamar a atenção?) como por exemplo os noivos que resolveram se casar no fundo de um aquário, ou então aquele casal que se dirigiu para a Igreja à bordo de um tanque de guerra e assim por diante…




Justamente por ver esta foto do tanque de guerra é que me lembrei de que já vi este filme antes, ou seja, muitos casamentos são lindos, criativos, emocionantes e etc, mas no final das contas acabam virando um campo de concentração, cuja definição mais adequada seria como se fosse uma espécie de um jogo especial, onde não se tem vencedor, nem perdedor, e muito menos se cogita um empate entre os cônjuges.


A verdade é que o resultado do jogo do casamento é, e sempre será, na base de OU GANHAM OS DOIS, OU PERDEM OS DOIS”.




Claro que nem todos os casamentos podem ser comparados ao tabuleiro de um xadrez…


ENTRETANTO, uma boa parte deles viram motivo de piada!!!

Ah, o amor!























































Tutu Marambá



Provavelmente oriundo da voz kimbunda kitutú (que quer dizer “papão”, conforme Cordeiro da Matta), o tutú, seja significando o espantalho de crianças, seja designando um mandão ou valentão (ou ameaça de violência), seja, enfim, indicando uma comida comum a maior parte do Brasil, divulgou-se por todo o nosso país, certamente graças a influência africana.

Pelo estudo que dele fez Valle Cabral, em suas preciosas “Achegas ao estudo do folk-lore brasileiro” (Gazeta Literaria”, 1884, págs. 346-350), sabe-se que na Bahia foi corporificado num porco-do-mato (caitetú ou catitú), talvez pela semelhança desse nome tupico com o vocábulo kimbundo.

Recebeu, quer ali, quer em outros pontos do Brasil, onde penetrou, vários acréscimos, que figuram em poesias populares, da Bahia (98) e de alhures. Assim é que passou a ser tutú-zambê ou tutú-cambê, tutú-marambaia, tutú-do-mato ou bicho-do-mato. Bicho, com efeito, no mais restrito dos seus sentidos de aplicação a seres fantásticos, é sinônimo de tutú.
Todos gostaram da história.



Tutu Marambá
Cantigas Populares
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar (repete)

Durma nenem, que a Cuca logo vem
Papai está na roça e Mamãezinha em Belém

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar (repete)

Os Bruzundangas







Bruzundanga era um país onde a nobreza se dividia de duas formas. Uma constituída pelos chamados doutores. Aqueles que tinham feito medicina, direito, engenharia e de todos que tinham tal pseudo. A outra era formada por novos ricos que de forma incomum adquiriam títulos. Iam à Europa e voltavam como conde, príncipes, princesas, lordes e todo o resto.

A política nesse país era cômica. Políticos eram nomeados pelo voto, mas quem votava não tinha a mínima idéia do que estava fazendo. O presidente tratado por Mandachuva e engajado na política através do sogro que o queria em bom cargo para as filhas, chegou à presidência graças à sua ignorância e logo que se viu empossado se cercou de sua “clientela”. Cargos eram entregues devido à beleza dos candidatos que deveriam saber dançar, cumprimentar e sorrir para impressionar os estrangeiros, sendo que esses eram de grande valor para os bruzundangas.

Nas escolas as crianças aprendiam que Bruzundanga era um país cheio de riquezas naturais, o que de fato era. No entanto, tais riquezas não eram aproveitadas. O que se podia produzir o povo comprava pronto.
A constituição da Bruzundanga foi feita por um pequeno grupo que se inspirou na constituição de Brobdining, o país dos gigantes. Porém, ela se afastou de tal princípio e passou a ser determinada a favor dos que estavam na “situação”, ou seja, os políticos e a constituição passaram a seguir favorecendo seus parentes e conhecidos.

A Força Armada era gentil, humana e pacifista. A sociedade era formada por médicos ricos, advogados, tabeliões, políticos, altos funcionários e daqueles cheios de empregos públicos. Ainda havia as filhas e mulheres dos que se enriqueciam pela indústria e pelo comércio, porém, esses industriais e comerciantes junto com suas famílias não constituíam a sociedade, sendo que essa nem se podia dizer existente devido sua inconstância. E de forma geral ela era medíocre.

Exemplos de heróis de Bruzundanga foi uma moça que se uniu a um estrangeiro que unido a rebeldes buscava a independência de uma província, outro herói foi um de seus mandachuvas que burlava a constituição e a declarava imprestável, outro herói foi o Visconde de Pacome que conhecendo a história e a geografia do país julgou conhecê-lo e trabalhava apenas em prol da imagem da Bruzundanga no exterior.

Vendo o comércio do país entregue nas mãos dos estrangeiros o sentimento de nacionalismo apoderou-se dos bruzundangas que tomaram o ensino prático, onde a prática era o ideal central, também a modernidade era importante. Os jovens eram inscritos em coisas como o curso de venda ambulante de fósforos e de venda ambulante de gazetas onde eles tinham que apresentar documentos comprovando que sabiam pegar bondes em movimento.

A religião predominante era a católica apostólica romana. Existindo muitos frade e monjas que, no entanto eram estrangeiros.
A província mais exaltada ali era a de kaphet. Onde a vaidade e o culto ao dinheiro eram gigantescos. Suas exposições de arte apenas mostravam reproduções de grandes artistas. Afirmavam que suas escolas tinham o melhor ensino. Apregoavam que a arte de escrever só cabia ao chics e ricos. Os artistas que pintavam eram extremamente ruins e não havia arquitetos bons.

Em Bruzundanga havia apenas uma representação teatral idêntica em todos os aspectos. Os sábios eram os que sabiam citar mais obras estrangeiras e aqueles que escreviam livros onde copiavam opiniões. Os médicos também eram considerados sábios e só escreviam em sânscrito. A música pertencia às mulheres. A indústria comprava a matéria prima do exterior e cobrava altos preços do povo. Assim era a República dos Estados Unidos da Bruzundanga.

Lima Barreto

Tipinhos


HOMEM- ABRE ALAS
Sabe o cara que quer porque quer te convencer a expandir seus horizontes? É o Abre alas. Ele faz você se sentir uma garota careta, provinciana para conseguir o que realmente quer. Ele quer ampliar seus domínios na seara do sexo. Se no começo ele te fez mulher com carinho e ternura, hoje ele te chama de lagartixa, mas isso não é o suficiente pro Abre alas. Ele quer sempre mais e só vai ficar satisfeito no dia em que você abrir geral. Ele quer tudo. Até aí tudo bem, se você for o tipo da Garota-quero ver a mangueira entrar, mas uma vez que ele consiga o que quer, o céu é o limite, aí o buraco fica bem mais embaixo e o Homem-abre alas pode virar um Homem-he man, bombado, de cabelinho louro sambando no Bloco das piranhas.



O HOMEM-CARMEM MIRANDA
Simpático e animado, o Homem-Carmem Miranda, também conhecido por Carminha é bastante óbvio para deixar dúvidas. Não, ele não deixa nenhuma e anda pra todo lado com cortes de tecidos cintilantes, muita pluma, muito paetê e retalhos de chita coloridas. O Carminha é uma ótima companhia para Bailes em cidades pequenas, onde tudo que você quer é alguém pra rodar o salão enquanto procura um “Homem-pierrô pra te beijar e te abraçar, meu amor”. Vai uma banana aí? Ele tem. Abacaxi? Ele tem. Vatapá? Oi Caruru? Ô se tem.

Jardim


Pois você não sabe que os jardins falam?

Quem diz isto é o Guimarães Rosa: "São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam. Os pássaros dos ventos do céu - constantes trazem recados. Você ainda não sabe. Sempre à beira do mais belo. Este é o Jardim da Evanira. Pode haver, no mesmo agora, outro, um grande jardim com meninas. Onde uma Meninazinha, banguelinha, brinca de se fazer Fada... Um dia você terá saudades... Vocês, então, saberão..."

É preciso ter saudades para saber. Somente quem tem saudades entende os recados dos jardins.
A natureza revela então a sua exuberância num desperdício que transborda em variações que não se esgotam nunca, em perfumes que penetram o corpo por canais invisíveis, em ruídos de fontes ou folhas... O jardim é um agrado no corpo. Nele a natureza se revela amante... E como é bom!

Mas não era bem isto que eu queria. Queria o jardim dos meus sonhos, aquele que existia dentro de mim como saudade. O que eu buscava não era a estética dos espaços de fora; era a poética dos espaços de dentro. Eu queria fazer ressuscitar o encanto de jardins passados, de felicidades perdidas, de alegrias já idas. Em busca do tempo perdido...

Uma pessoa, comentando este meu jeito de ser, escreveu: "Coitado do Rubem! Ficou melancólico. Dele não mais se pode esperar coisa alguma..." Não entendeu. Pois melancolia é justamente o oposto: ficar chorando as alegrias perdidas, num luto permanente, sem a esperança de que elas possam ser de novo criadas. Aceitar como palavra final o veredicto da realidade, do terreno baldio, do deserto.

Saudade é a dor que se sente quando se percebe a distância que existe entre o sonho e a realidade. Mais do que isto: é compreender que a felicidade só voltará quando a realidade for transformada pelo sonho, quando o sonho se transformar em realidade. Entendem agora por que um paisagista seria inútil? Para fazer o meu jardim ele teria que ser capaz de sonhar os meus sonhos...

Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera... Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios... E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas... Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio... E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:


Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar.

Este pequeno poema de Cecília Meireles me encanta, é o resumo de uma cosmologia, uma teologia condensada, a revelação do nosso lugar e do nosso destino:

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta."

Metáfora: somos a borboleta. Nosso mundo, destino, um jardim. Resumo de uma utopia. Programa para uma política. Pois política é isto: a arte da jardinagem aplicada ao mundo inteiro. Todo político deveria ser jardineiro. Ou, quem sabe, o contrário: todo jardineiro deveria ser político. Pois existe apenas um programa político digno de consideração. E ele pode ser resumido nas palavras de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso." (O retorno eterno, p 65).

Rubem Alves

Canção do vento em minha vida


O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.

O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

Manuel Bandeira

Te morrirás primero

Te morirás primero, ya lo sé.
No creas que me importa.
Me vestiré de gala,
con los tacones altos miraré las estrellas
y andaré por las plazas como si fuera fiesta.
Ya verás,
cuando te mueras
irán nuestros amigos al entierro.

Habrá ramos, ofrendas,
un latido de pájaro golpeará las ventanas
y el altar se hará añicos durante el ofertorio.
Yo me pondré las gafas de no querer mirarte,
las de mirar el mar y verlo a mi manera.
Escucharé tus versos,
aquellos que escribiste antes de yo leerlos,
seguiré las estatuas
y me vendrá tu llanto y el amor que no tuve.

¿Te imaginas, amor?,

tú allí, muerto, tan solemne y tan quieto,
y yo un bullir de rosas en los bancos del fondo.
Yo, de rojo vestida, trenzas negras mi pelo
y las manos muy blancas acariciando espejos
por donde te has mirado.
Sin una sola lágrima.
Oculta por la pena que siempre fuera mía.

Pensando en tus caricias
y el júbilo perfecto de una siesta de sol
que nunca llegaría.
¿Te imaginas, amor?
Tus nietos, tus parientes,
y en el último asiento una hermosa muchacha
iluminado el arco de sus blancas axilas
por la luz de tus ojos.

Vendrán los oradores y hablarán de tu ingenio,
de tus muecas feroces,
de las horas amables en que ocupabas sitios,
lugares acordados.
Hablarán de tus gestos, de tu bufanda oscura,
del inconstante deleite de tu boca,
del mar que te ocupaba los momentos felices.
Llorarán los acólitos, las vírgenes de plomo,
los ángeles de cera.
Y nunca sabrá nadie que me he muerto contigo.

Elsa López

Cuidados




Tela: Nela Vicente
(click na imagem)



" Después de todo te amaré
Como si fuera siempre antes "
Pablo Neruba





Reguem as flores para que não murchem, sequem ou morram!
(Tal como o amor quando é deixado sem cuidados)

Medo de viver



(...) Uma madrugada sentiu-se tão incomodada, como se lhe faltasse um pedaço, que foi até o quarto de Das Dores, verificar se já tinha acordado.Encontrou a prima imersa, com a cabeça embaixo do cobertor.- Assim você sufoca! Precisa respirar bem, para poder descansar – avisou Anna, enquanto tomavam, apressadas, o café da manhã.Os olhos de Maria das Dores lacrimejaram.






Ela pareceu hesitar, mas diante da maneira franca de Anna, resolveu desabafar o que mantinha encerrado a sete chaves.- Eu tenho medo!- Medo? Como assim? De que?- Não sei... de tudo eu acho. É um problema sério. À noite, na escuridão, eu sinto pavor e só consigo fechar os olhos se me esconder embaixo do cobertor ...






Anna não respondeu, olhando a prima, surpresa com sua confissão.Das Dores deu os ombros.- Pois é isso! Já tentei de tudo, fiz análise por três anos, tomei todos os chás que me mandaram, tomo banho morno, nada adianta, não adianta! Até em terreiro eu já fui, porque disseram eu estava com encosto!- Mas você é tão corajosa em seu trabalho! Parece enfrentar muito bem os riscos!- É, eu sei...Fico possessa quando vejo a violência, homens que violentam e matam, crianças que são vítimas de tortura. Você sabia, Anna, que houve um caso em que a própria mãe jogou o bebê contra a parede, porque ele estava chorando?Parou, emocionada, procurando refazer-se.






Terminou de beber o café e encarou Anna.- Nesses momentos, eu me revolto e sou capaz de tudo mesmo e não tenho medo. Mas na hora em que estou só, no momento em que preciso dormir, eu sinto medo!Levantou-se e olhou através da pequena janela da cozinha.- Eu sinto que a maldade está tomando conta das pessoas, como se elas estivessem sendo pouco a pouco, incorporadas pelo mal. É como uma epidemia de vírus... pouco a pouco...está se espalhando!Virou para Anna, com a voz alterada.- A maldade está se espalhando! Não há limites para a dor e o medo. Por isso eu não posso parar para pensar. Porque eu sinto pavor dessa realidade...Não consigo dormir!Passou as mãos no rosto, onde uma lágrima havia escorrido.– Esta vida é uma merda, é por isso que não consigo dormir! Vida de merda, em um mundo de merda! E....






Ouviram batidas na parede da cozinha, feitas pelo vizinho.O rosto de Maria das Dores avermelhou-se.- Não tenho sequer uma vida minha, não há mais privacidade! – berrou, socando a parede e acrescentando que o mundo não passava de uma grande privada sem descarga. Saiu apressada, deixando Anna perplexa, espremida na pequena mesinha no canto da cozinha (...) ( Do livro "O Círculo" de Mirna Christhensen-MM)

Todo dia é dia de "bicho"



Quatro de outubro é o Dia dos Animais, a mesma data em que se festeja o dia de São Francisco de Assis.

E não é coincidência, pois esse santo é o protetor dos animais. Ele sempre se referia aos bichos como irmãos: irmão fera, irmã leoa.


"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade".
Leonardo da Vinci (1452-1519)


Declaração Universal dos Direitos do Animal


Art. 1º - Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.


Art. 2º - O homem, como a espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.


Art. 3º - Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.


Art. 4º - Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se; Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.


Art. 5º - Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e de liberdade que forem próprias de sua espécie; Toda modificação deste ritmo ou destas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.


Art. 6º - Todo animal escolhido pelo homem como companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural; Abandonar um animal é ação cruel e degradante.


Art. 7º - Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.


Art. 8º - A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade; As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.


Art. 9º - Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.


Art. 10º - Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem; As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.



Art. 11º - Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.


Art. 12º - Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie; A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.


Art. 13º - O animal morto deve ser tratado com respeito; As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos do animal.


Art. 14º - Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental;


Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.

Para fora dos palácios de ventos



"... I'm waiting for you — how long is a day in the dark, or a week? (...)
I know you will come and carry me out into the palace of winds. That's all I've wanted — to walk in such a place with you, with friends, on earth without maps."

Bumbum



A preferência nacional por parte deles, a gente já sabe e nem precisa dizer. E a preferência de beleza delas - ou uma das preferências -, ao que parece, são os esmaltes, certo? Juntemos as duas em um produto só. Pois é, essa foi a ideia de Mark O'Hara, presidente da Bootie Babe, marca de cosméticos de São Francisco (Estados Unidos) que tem como princípio básico se destacar em meio à multidão.


A linha de esmaltes tem 12 cores nada discretas em embalagens em forma de bumbum! A ideia é que as embalagens fujam do padrão "normal" de vidrinhos de esmaltes. No Brasil eles só podem ser comprados via online (US$ 9 cada).

As embalagens têm provocado uma polêmica: muitas blogueiras de beleza americanas andam protestando contra o produto, que promoveria a banalização do corpo da mulher. E vocês, meninas, o que acharam da novidade?

50 Maneiras de irritar uma mulher



Homens têm o dom de nos irritar quando querem...




1. As conversinhas paralelas nas redes socias, que ele sempre diz que “não tem nada a ver”.

2. A mania de deixar sempre tudo pra amanhã.

3. Nunca trazer coisas novas pro sexo e ainda se espantar quando trazemos algum acessório inusitado.

4. As brincadeiras bobas com os amigos, dignas uma criança de 8 anos.

5. Não prestar atenção em mais nada quando a TV está ligada.

6. Achar que churrasco é a melhor invenção gastronômica de todos os tempos, e por isso tem que fazer parte do cardápido TODO fim de semana.

7. Os silêncios absolutos.

8. As coçadas esporádicas no saco nos momentos mais impróprios.

9. Dar presentes sem cartão..

10. Quando ele não responde meus SMS ou emails.

11. Achar que sexo anal depende única e exclusivamente da minha boa vontade e não de como ele conduzirá o sexo.

12. Me repreender se como algo que engorda.

13. Quando veste conjunto de roupas esportivas (como jaqueta e calça Adidas) mesmo que não esteja indo pra academia.

14. Quando ele dorme imediatamente após o sexo



15. Ficar de cara feia quando tem que nos acompanhar em um envento com nossos amigos – mesmo que, na grande maioria das vezes, o acompanhemos com os seu amigos.

16. O ciúme que eles têm do vibrador.

17. Achar que qualquer sinal de carinho significa que queremos sexo.

18. As cuecas velhas/desbotadas/largas.

19. Quando esperam a gente terminar de contar algo (horas falando) e depois dizem: “Desculpa eu não tava prestando atenção.”

20. Fazer cafuné como se estivesse fazendo carinho num macaco.

21. Quando o homem não ouve o que a gente diz e depois quando tocamos no assunto ele diz que a gente NUNCA falou sobre aquilo.

22. Não levanter a tampa da privada, respingar xixi e não secar. Daí quando acordamos e vamos usar o banheiro morrendo de sono, sentimos as gotas molhando nossa perna.

23. Falar que está tudo bem, quando a briga está no auge, só pra não ter que ficar me ouvindo.

24. Pelos no sabonete e pasta de dente sem tampa.

25. Quando ele chama pra sair em cima da hora e não está nem aí se você é mulher e precisa de tempo pra se arrumar.

26. Desleixo. Não cortar a unha, não aparar os pelos, sair comigo de chinelo, de bermudão colorido e com uma camisa pólo (!!!!).

27. As olhadas descaradas para outras mulheres na rua.

28. Falta de interesse pelo sexo alegando excesso de trabalho, e quando somos “procuradas” temos que estar dispostas, depiladas, com a lingerie linda e perfeita.

29. Quando ele chega do trabalho, liga no computador e fica lá durantes horas e depois ainda vai deitar com o iPad no colo.

30. Quando ele goza rápido demais e eu ainda nem cheguei perto.

31. Medição de saia/vestido: “Amor, você vai com essa roupa? Não tá meio curta não?”

32. Pedir pra eu passar a roupa dele com a desculpa que “Você passa melhor!”.

33. Ficar com preguiça de tomar banho ou de escovar os dentes antes de dormir.

34. Quando voce é super parceira nos momentos difíceis e ele não é capaz de ser mais legal durante sua TPM.

35. Deixar cuecas e meias espalhadas pela casa invés de jogar no cesto de roupas que fica a 2 metros dali.

36. Ter que pedir carinho.



37. Quando ele quer dirigir, falar no celular e mudar a música do rádio ao mesmo tempo e quase bate o carro por isso.

38. Ele não aguentar esperar o comercial acabar e ficar trocando de canal insistentemente, até dar o tempo do programa voltar.

39. Não achar nada nunca – mesmo que a coisa esteja debaixo do seu nariz.

40. Ter o trabalhão de cozinhar pra ele e ter que ouvir: “Podia ter cozinhado menos o macarrão, está muito mole.”

41. O modo como são excessivamente calmos, mesmo quanto têm todos os motivos para estarem em pânico.

42. Quando ele diz que vai jogar 5 minutos de video game e volta 3 horas depois, todo manhoso querendo sexo.

43. Ficar dando palpite quando dirigimos.

44. Quando chega datas importantes tipo Dia dos Namorados ou meu aniversário e ele diz: “Amor, estava corrido essa semana. Prometo que segunda compro seu presente.” , sendo que sempre compramos os deles semanas antes pra não correr esse risco.

45. Ciúmes sem razão.

46. Quando a gente gasta horas escolhendo um langerie bonita e ele nem repara – já chega tirando e jogando no chão.

47. Ficar jogando a mãe dele contra mim com frases “Se me atrasei foi culpa dela” ou “Culpa ela por eu não ter te acompanhado na feira”.

48. Perceber que as preliminares são feitas por obrigação e não por vontade.

49. Quando eles aceitam nos acompanhar no shopping e, depois de 15 minutos, começam: “Não vai demorar muito não, vai?”

50. Quando ele vai dormir depois do almoço de família no domingo e me deixa fazendo social com a família dele.

Os Irmãos Grimm, de Terry Gilliam








Visão fantasiosa da vida dos autores da maior parte dos contos infantis que não podem ser atribuídos a Hans Cristian Andersen e a cujo baú a Disney foi buscar a sua inspiração para os maiores filmes de animação dos seus primeiros anos de criação.



Como se trata de um filme de Terry Gilliam, o animador (gráfico) de serviço dos Monty Python, ícones inultrapassáveis do humor britânico das décadas de 70 e 80, mais importante do que a história está a concepção visual e a abordagem mais fantasiosa possível ao material em mãos.



Lá se foram para o caldeirão todos os contos possíveis e imaginários dos Grimm (várias belas adormecidas, uma chapeuzinho vermelho, um lobo mau, uma floresta encantada, uma dúzia de sapatinhos de cristal, uma bruxa com uma maçã, uma rainha apaixonada pelo seu reflexo no espelho e com cabelos compridos como os de Rapunzel no topo de uma torre).



O resultado é um emaranhado das histórias que já conhecemos , como se fossem vividas pelos próprios irmãos Grimm, apresentados como trapaceiros que vivem às custas das crenças alheias, reconstituindo-as para depois extorquirem somas para a salvação das populações.



Os Grimm têm como missão desvendar o desaparecimento de várias donzelas, então, abordam a missão como uma de desmistificação, mas acabam envolvidos na maior aventura das suas vidas.



No cômputo, Gilliam pretende oferecer uma vez mais a eterna batalha entre o real e a fantasia, as teias que se tecem entre ambas, e a ameaça que constitui a censura da razão contra a fantasia. Mas estamos muito longe de “As Aventuras do Barão Munchausen”.



Matt Damon e Heath Ledger fazem o que podem com a confusão dos seus papeis e Peter Stormare está como peixe na água, sempre mais à vontade como idiota desmiolado (“Fargo” e “Armageddon”), do que noutros registos (péssimo Satanás em “Constantine”). Monica Bellucci está igual a si própria, habituada que está, a ser considerada a mulher mais bela do mundo em todos os filmes em que entra. Até este, ao menos!





Gostei? Sei lá, acabei dormindo...