mi Jane, iu Tarzan

Ah! O Objeto de paixão. Porque não a paixão entre Tarzan e Jane, que sempre se apresentou em diversas versões. Nada como escolher a versão que mais agrada e não cair na rotina.

A História de Tarzan é a de uma criança, criada por uma macaca, após a morte de seus pais. Tarzan acredita ser um macaco, e sofre por ser diferente dos outros. Depois de matar o lider dos macacos, que havia matado sua mãe adotiva, Tarzan torna-se lider da tribo de macacos.

A heroína inglesa, filha única do naturalista Arquimedes Porter vem a África para estudar os grandes gorilas. Envolve-se em uma confusão com os babuínos nativos e acaba sendo salva por Tarzan por quem se apaixona.

Já aconteceu de Jane ser a companheira exigida pelos padrões sociais (mesma espécie, gênero feminino etc.) e a macaca Xita, a parceira de aventuras, a “amiga” presente. Nesses casos de Tarzan, o que se percebe é que ele não nutre, digamos assim, uma paixão avassaladora por Jane, ela é só uma peça componente que se julgou importante no conjunto da produção.

Leia-se que em Space Ghost, um pequeno mico bastou como parceiro. Um Tarzan da era espacial. Space Ghost não existiria sem o seu mico como ajudante. Sem Jane, Tarzan poderia sobreviver, porém, sem a Xita ele não seria mais Tarzan.Tudo muito simples, sem conflitos e estress.

Os tempos evoluem, o romantismo toma conta e nascem as versões em que Jane, finalmente, é o interesse amoroso e, mais tarde, a esposa de Tarzan e mãe de seu filho, Korak. Seu personagem evolui da convencional mocinha que estava sempre em perigo para uma aventureira audaz e capaz de se defender sozinha nas selvas da África.

E o amor eterno entre Tarzã e Jane chega aos tempos modernos, mas como ele nunca deixou de ser um troglodita, quando se encontrava diante do menor risco de se discutir a relação, o rei da selva já punha um ponto final na questão com apenas quatro palavras e uma vírgula: me Tarzan, you Jane. E não se falava mais nisso.

O herói de tanga e punhal preso à cintura tinha, afinal, uma floresta inteira para administrar e não podia perder muito tempo com blá-blá-blá dentro de quatro paredes de madeira equilibradas em cima de alguma árvore.

Além disso, o rei sabia que sua cota de carinho deveria ainda contemplar as exigências e chantagens de Chita, que vinham disfarçadas em forma de um sorriso amarelo e escancarado, mas sempre imperativo.

E como todo casal que se preze tem que ter a famosa "nossa" canção até que o divórcio os separe, aqui estão algumas que foram compostas para os protagonistas desta história de amor:

Originais do Samba cantam de bonsucesso, J. Carioca e Bidi, a divertida “Aniversário do Tarzan”:

Quando entrei na mata
Bebi água na cascata
Era uma linda manhã
Os macacos pulavam em festa
Era aniversário do Tarzan.
O Príncipe Lotar e o Mandrake
Chegaram com o fantasma Voador
Tudo era alegria
O Zorro chegou beijando o Sargento Garcia
A Mônica com aquele jeitinho que só ela tem
Bateu no Cascão e no Anjinho também
E fez Cebolinha cantar parabéns.

e

Julio Barroso apresentou “Perdidos na Selva “uma salada tropicalista (com orangotango e tudo!):

Perdidos na selva
Orangotangos de tanga no tango
Tigresa em pele botando a mesa
Papagaios, bem-te-vis e araras
Revoando flores, folhas e varas
Ah! Que calor tropical
É sururu, carnaval
Deu febre na floresta inteira
Quando o avião deu a pane
Eu já previa tudinho
Vem Tarzan e a Jane
Incendiando muros neste matinho.




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