14 março, 2007

Minas tem...



Tem queijinho de Minas, com a tal da goiabada é morrer pedindo mais
Tem cachaça exportação, arre égua trem bão;
Não tem mar, mas tem as montanhas de Itabira e nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade;
Tem pão de queijo e Guimarães Rosa,
Tem Aleijadinho e muita história;
Do Grupo Corpo a Milton Nascimento, tem um monte de mineirinho fazendo a nossa cabeça no clube da esquina;

Tem Skank, é preciso dizer mais alguma coisa?


Site Oficial: Skank

11 março, 2007

Tem Gato na Tela - Aldemir Martins

Aldemir Martins nasceu em 1922, em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará, e aos 8 anos de idade, com pedaços de tijolo e carvão, já fazia seus desenhos.

Participou de exposições, fez ilustrações que enriqueceram jornais e livros diversos e, em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro onde participou de coletivas e, um ano depois, transferiu-se definitivamente para São Paulo, onde aconteceu sua primeira exposição individual. Desde então, Aldemir Martins é figura de destaque no cenário artístico brasileiro.

Recebeu inúmeros prêmios, nacionais e internacionais, e suas pinturas, além de enriquecer capas de livros como "Terras do Sem Fim" e "Gabriela, Cravo e Canela", de autoria de Jorge Amado, foram reproduzidas nos mais variados produtos industriais, como pratos, bandejas, xícaras, tecidos e embalagens.

A carreira de Aldemir Martins conta com mais de 150 exposições coletivas e individuais. É em seu gostoso e espaçoso ateliê no bairro do Sumaré que ele se recolhe todas as tardes para dar liberdade ao seu talento e cores à sua imaginação.

Tem gato na tela

O primeiro gato nasceu em 1950.

Na época, o quadro foi adquirido pelo fotógrafo Chico Albuquerque, amigo do tempo em que Aldemir Martins vivia em Recife. Pouco antes de falecer, no final do ano passado, ele avisou a família que queria que o quadro fosse devolvido ao artista.

No começo de abril deste ano (2001), o seu desejo foi cumprido pelas mãos de um dos filhos de Chico Albuquerque.

Enquanto pinta, às vezes, para retirar o excesso de tinta do pincel, Aldemir passa-o pelas bordas ou pelo tampo da mesa, tornando-a uma festa de cores.

O tamanho das telas de Aldemir Martins obedece à tabela de pintores acadêmicos. Existe um padrão de variação de tamanhos para Figura, Paisagem e Marinha que é, inclusive, numerada.

Histórias de Aldemir

A propósito dos seus pincéis preferidos, que só possuem as cerdas centrais:

"O pincel é diferente da mulher. Quanto mais usado, melhor. Tem que pegar o vício da mão, da posição, do jeito de pegar a tinta e a água.
As cerdas centrais vão ficando e as das bordas vão se acabando".


Como resposta ao comentário sobre a mágica de saber criar mesclas e combinar cores:

"O pintor é químico, filósofo e pensador. Químico porque tem que saber e entender de misturas. Filósofo porque tem que trabalhar com a vida. E pensador porque o pintor fica muito sozinho enquanto cria. Produzo muito melhor quando estou feliz.

A pintura é um ato de amor que não tem receptor. Não tem quem o contradiga. O pintor faz a felicidade do quadro de acordo com aquilo que tem para dar".

Sobre a necessidade de pintar:

"Não sei fazer nada sem desenhar. Meus bilhetes, recados, são todos sempre desenhados. Isso desde os 8 anos de idade, quando comecei desenhando com tijolo e carvão".

Telas:
Integração do Brasil na Cidade de São Paulo

Gato Vermelho
Macunaíma
Bumba Meu Boi

Mais Aldemir


Baiana - 1980

Bumba meu Boi - 1962

Violeiro - 1956

Cangaceiro - 1980

Cangaceiro - 1977

Bumba meu Boi - 1981

Gato - 1982

Gato - 1975

Mariana - 1976

Perfil de Mulher - 1967

Mulher Rendeira - 1977

Rendeira - 1967

Vaso de Flores - 1949
Galo 1987Gato 2003
Paisagem 2004
Peixe 2003
Frutas 1995

Gato @ Gata - Garfield











10 março, 2007

No começo, foi o beijo


O primeiro beijo dado foi o sutil Sopro Vital do Criador; que com amor, através da Respiração Divina, nos deu o Sublime Beijo criando nossas almas e nossas vidas (Gn. 2:7).

Quem é que não gosta de um beijo, daqueles de tirar o fôlego e que faz o coração bater mais forte? Com certeza, esses segundinhos (ou minutinhos) arrebatadores já fizeram você esquecer o resto do mundo. O beijo, que aparenta ser um ato simples, é responsável por uma avalanche de sentimentos e reações no organismo humano. E sem essa manifestação de carinho é impossível namorar ou amar alguém de verdade

09 março, 2007

Homens e seus Gêneros I - NA CAMA COM O HOMEM DRAMA

Quem não conhece aquele bofe que vive fazendo gênero? Pois é!!! Impossível passar pela vida sem esbarrar em boas dúzias deles. Pior quando adotamos algum apenas para testar se a teoria é igual a prática.

Não adianta, por mais que a gente se esforce não dá para fugir dos tipinhos e seus gêneros. Temos o metido a besta, os pobres mais limpinhos, os bonitinhos mais ordinários, etc... Impossível passar pela vida e não percebe-los.

Agora no espaço "O Riso da Bruxa",vou apresentar os tipinhos e qualquer sensação de deJávi, não é mera impressão...


À ESPERA, ATÉ CANSAR, DE UM MILAGRE

Você quer segurança, quer sentir-se amada, adorada, lembrada, importante mesmo? Então é bom não se envolver com o Homem Drama. Não que ele possa lhe proporcionar os prazeres acima citados, mas é que ele não vai ter tempo para demonstrar o que sente por você. Sabe o que é? Ele está sempre ocupado demais com os problemas dele (sofrendo), com o rodízio da placa do carro dele (sofrendo por que terá que pegar um táxi), com a viagem dele de páscoa (sofrendo porque terá que usar o cartão de crédito dele), com o chefe dele (que está o fazendo sofrer porque exige muito dele), com a ex dele (por quem ele ainda sente alguma coisinha), com a mãe dele (que está sofrendo de labirintite), o cachorro dele (que manchou o tapete da sala), etc...
Infelizmente a vida é assim para o Homem Drama e de nada vai adiantar esperar que ele mude.

Ficha Técnica

Gênero: Drama
Duração: -
Trilha: Bolerão
Em cartaz: Facilmente encontrado em exposições de fotografia, Bienais e lançamentos de livros. Claro, ou você acha que se ele não gostasse de sofrer estaria ali.
Na cama: Eles são bons de cama, mas só depois de discutir a relação umas duas horas.

07 março, 2007

Dia da Mulher é TODO DIA

O milênio foi essencialmente masculino. Até o século XX, havia esposas e filhas - figurantes forçadas ao silêncio num roteiro protagonizado por homens. Só então, enquanto modificavam trajes e atitudes, elas começaram a conquistar direitos que conferiram dignidade à condição feminina.

A libertação feminina

Elegância

A estilista francesa Coco Chanel (1883-1971) salvou a mulher da opressão do espartilho. O tailleur, seu grande invento, é a peça mais copiada da história da moda. Com a bolsa a tiracolo, ela libertou as mãos femininas.


Pioneirismo

A luta pelo direito de votar levou a socialista inglesa Sylvia Pankhurst à cadeia. As urnas na Inglaterra foram abertas à participação da mulher em 1918.


Lady Godiva

No início do século XI, ela circulou nua em cima de um cavalo para exigir do marido, administrador de um condado, a redução dos impostos.


Voz

Em 1933, o mundo descobre o timbre rouco e etílico de Billie Holiday, a diva negra do blues.


Pensamento

O Segundo Sexo (1949), livro da feminista francesa Simone de Beauvoir, bagunçou os alicerces da sociedade machista.


Protesto

A platéia, só de homens, apoiou unânime o gesto da moça quando ela decidiu tirar o sutiã, antes de queimá-lo. A revolução feminista dos anos 60 já não podia ser freada.


Coragem

O barrigão à mostra de Leila Diniz, em agosto de 1971, na Praia de Ipanema, alforriou as grávidas que tinham receio de mostrar o corpo durante a gestação.


Da castidade à pílula
Objetos que marcaram a vida da mulher, desde a opressão da Idade Média até a liberdade do século XX
Século XI Cinto de castidade

1733

Carrinho de bebê
1901 Aspirador de pó

1913

Sutiã
1937 Absorvente interno
1942 Tupperware

1946

Biquíni
1960 Pílula anticoncepcional


Fotos: Reprodução;
AP; Joel Maia/Arquivo

A Bailarina


Bailarina - Degas

Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças
e também quer dormir, como as outras crianças.

Cecília Meireles

05 março, 2007

O teu silêncio

           é uma nau com tôdas as velas pandas...
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas
Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraiso...

Meu coração é uma ânfora que cai e que se parte...
O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido, a um canto...
Minha idéia de ti é um cadáver que o mar traz à praia..., e
entanto
Tu és a tela irreal em que erro em côr a minha arte...

Abre tôdas as portas e que o vento varra a idéia
Que temos de que um fumo perfuma de ócio os salões...
Minha alma é uma caverna enchida p'la maré cheia,
E a minha idéia de te sonhar uma caravana de histriões...

Chove ouro baço, mas não no lá-fora...É em mim...Sou a Hora,
E a Hora é de assombros e tôda ela escombros dela...
Na minha atenção há uma viúva pobre que nunca chora...
No meu céu interior nunca houve uma única estrela...

Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca chegar a um pôrto...
A chuva miúda é vazia...A Hora sabe a ter sido...
Não haver qualquer coisa como leitos para as naus!...Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem sentido...

Tôdas as minhas horas são feitas de jaspe negro,
Minhas ânsias tôdas talhadas num mármore que não há,
Não é alegria nem dor esta dor com que me alegro,
E a minha bondade inversa não é nem boa nem má...

Os feixes dos lictores abriram-se à beira dos caminhos...
Os pendões das vitórias medievais nem chegaram às cruzadas...
Puseram in-fólios úteis entre as pedras das barricadas...
E a erva cresceu nas vias férreas com viços daninhos...

Ah, como esta hora é velha!... E tôdas as naus partiram!
Na praia só um cabo morto e uns restos de vela falam
De longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até para si calam...

O palácio está em ruínas... Dói ver no parque o abandono
Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o olhar da estrada
E sente saudade de si ante aquêle lugar-outono...
Esta paisagem é um manuscrito com a frase mais bela cortada...

A doida partiu todos os candelabros glabros,
Sujou de humano o lago com cartas rasgadas, muitas...
E a minha alma é aquela luz que não mais haverá nos
candelabros...
E que querem ao lago aziago minhas ânsias, brisas fortuitas?...

Por que me aflijo e me enfermo?...Deitam-se nuas ao luar
Tôdas as ninfas... Veio o sol e já tinham partido...
O teu silêncio que me embala é a idéia de naufragar,
E a idéia de a tua voz soar a lira dum Apolo fingido...

Já não há caudas de pavões tôdas olhos nos jardins de outrora...
As próprias sombras estão mais tristes...Ainda
Há rastros de vestes de aias (parece) no chão, e ainda chora
Um como que eco de passos pela alamêda que eis finda...

Todos os ocasos fundiram-se na minha alma...
As relvas de todos os prados foram frescas sob meus pés frios...
Secou em teu olhar a idéia de te julgares calma,
E eu ver isso em ti é um pôrto sem navios...

Ergueram-se a um tempo todos os remos...pelo ouro das searas
Passou uma saudade de não serem o mar...Em frente
Ao meu trono de alheamento há gestos com pedras raras...
Minha alma é uma lâmpada que se apagou e ainda está quente...

Ah, e o teu silêncio é um perfil de píncaro ao sol!
Tôdas as princesas sentiram o seio oprimido...
Da última janela do castelo só um girassol
Se vê, e o sonhar que há outros põe brumas no nosso sentido...

Sermos, e não sermos mais!... Ó leões nascidos na jaula!...
Repique de sinos para além, no Outro Vale... Perto?...
Arde o colégio e uma criança ficou fechada na aula...
Por que não há de ser o Norte e Sul?... O que está descoberto?...

E eu deliro... De repente pauso no que penso...Fito-te...
E o teu silêncio é uma cegueira minha...Fito-te e sonho...
Há coisas rubras e cobras no modo como medito-te,
E a tua idéia sabe à lembrança de um sabor de medonho...

Para que não ter por ti desprêzo? Por que não perdê-lo?...
Ah, deixa que eu te ignore...O teu silêncio é um leque ---
Um leque fechado, um leque que aberto seria tão belo, tão belo,
Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora não peque...

Gelaram tôdas as mãos cruzadas sôbre todos os peitos....
Murcharam mais flôres do que as que havia no jardim...
O meu amar-te é uma catedral de silêncio eleitos,
E os meus sonhos uma escada sem princípio mas com fim...

Alguém vai entrar pela porta...Sente-se o ar sorrir...
Tecedeiras viúvas gozam as mortalhas de virgens que tecem...
Ah, o teu tédio é uma estátua de uma mulher que há de vir,
O perfume que os crisântemos teriam, se o tivessem...

É preciso destruir o propósito de tôdas as pontes,
Vestir de alheamento as paisagens de tôdas as terras,
Endireitar à fôrça a curva dos horizontes,
E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras...

Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!...
Saber que continuará a haver o mesmo mundo amanhã --- como

nos desalegra!...
Que o meu ouvir o teu silêncio não seja nuvens que atristem
O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio, auréola negra...

Suave, como ter mãe e irmãs, a tarde rica desce...
Não chove já, e o vasto céu é um grande sorriso imperfeito...
A minha consciência de ter consciência de ti é uma prece,
E o meu saber-te a sorrir é uma flor murcha a meu peito...

Ah, se fôssemos duas figuras num longínquo vitral!...
Ah, se fôssemos as duas côres de uma bandeira de glória!...
Estátua acéfala posta a um canto, poeirenta pia batismal,
Pendão de vencidos tendo escrito ao centro êste lema --- Vitória!

O que é que me tortura?... Se até a tua face calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...
Não sei...Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos...

Fernando Pessoa

4-7-1913

04 março, 2007

Otelo e Desdemona


A ação se passa no século XV. Otelo, general mouro do exército de Veneza, volta triunfante para casa, após derrotar os muçulmanos.

Um de seus adjuntos, Iago, procura comprometer um rival, Cassio, forjando contra ele a acusação de manter um caso amoroso com Desdemona.
Ela é mulher de Otelo. Este, por sua vez, deixa-se corroer pela dúvida, pela depressão obsessiva.

A suposta afronta à sua honra precisa ser vingada. E é induzido pela palavra mordaz de Iago, que Otelo arquiteta e executa a morte de sua mulher, com as próprias mãos. Mas, como a verdade sempre vem à tona, Otelo fica sabendo da trama movida por seu lugar-tenente.

Muito tarde, porém, para remediar o mal que praticara, instrumentalizado pelos sentimentos de vingança. A técnica utilizada por Iago surtira seu efeito. Agindo com a experiência de quem tem o feeling apurado das fraquezas humanas, o personagem vai incutindo, veladamente, palavras e sentimentos na mente e no coração de Otelo.


O ciúme se intensifica e culmina com o assassinato de Desdêmona pelo marido. Uma acuada Desdêmona não pode também fugir a seu destino, como Otelo não pode fugir do crime e de sua autodestruição.

É o ciúme tema fundamental na tragédia, pois além do ciúme de Otelo por Desdêmona, temos o de Iago por Cássio , porque este tem um posto militar superior ao seu, e o de Rodrigo, cúmplice de Iago, por Otelo, porque está apaixonado por Desdêmona.

É em Otelo que se encontra a mais genial - e certamente a mais popular - definição de ciúme: ciúme é um monstro de olhos verdes (a green-eyed monster).

Tela: "Otelo e Desdemona em Veneza" por Théodore Chassériau (18191856)

02 março, 2007

Como era a vida mil anos atrás


Homens admiram o Cometa de Halley, que passou por aqui no fim do primeiro milênio
Num planeta sem Internet nem televisão, a vida no ano 1000 transcorria lentamente. A maioria dos 280 milhões de habitantes do mundo nascia, vivia e morria na mesma aldeia. Cada povo tinha sua cultura, e elas pouco se misturavam. Um bom retrato da vida naquele tempo são os desenhos da Tapeçaria Bayeux (reproduzidos aqui). Eles foram feitos em torno de 1080 e narram a invasão normanda da Inglaterra. A passagem do ano de 999 para o 1000 não foi sequer comemorada por todos. Os muçulmanos entrariam em 391, e os chineses no ano gengzi, dito da prosperidade.

Córdoba

Era a Nova York daqueles tempos. Tinha 1600 mesquitas, 900 banhos públicos, 70 bibliotecas e 80 mil casas comerciais. A Grande Mesquita, concluída em 994, ainda é a maior atração da cidade andaluz, na Espanha.

O homem do ano

O papa Silvestre II exerceu curto reinado, de 999 a 1003, mas deixou marcas na Igreja e na sociedade européia graças a seus ideais humanistas e seu respeito à ciência. Lutou contra o nepotismo e a corrupção no clero, mas nem sempre foi compreendido. Alguns o acusavam de feiticeiro e de ter feito pacto com o diabo. Foi o inventor do relógio de pêndulo.

Sexo

A Igreja era obcecada pelo tema e só o aprovava dentro do casamento (como hoje). Se a mulher estivesse grávida ou menstruada, nem pensar. Uma lei inglesa punia com multa de 5 xelins quem acariciasse sem permissão os seios de uma mulher. A castidade era reverenciada, mas pouco praticada. Na China, o homossexualismo era moda. Entre os povos bizantinos era comum os homens serem castrados.

Comida

Os banquetes eram o momento supremo da arte de comer, como se vê na imagem da Tapeçaria Bayeux (ao lado). As carnes, de preferência de veado e vaca, eram as iguarias mais apreciadas. Aves eram alimentos nobres, e as frutas desaconselhadas para bebês e doentes. Cada convidado devia levar a própria faca, único utensílio auxiliar das mãos na hora da mesa. Garfos e colheres não eram utilizados.

Saúde

O desconhecimento de hábitos de higiene encurtava a vida de nossos antepassados. Até o primeiro ano de vida, uma entre quatro crianças morria de infecções variadas. Os médicos usavam as trepanações - perfuração do crânio com broca de carpinteiro - para libertar as pessoas do demônio. A ilustração ao lado, A Extração da Pedra da Loucura, é do pintor Hieronymus Bosch (1450-1516).

Transporte

As viagens eram raras, a não ser para guerreiros e comerciantes, que se deslocavam em caravanas de camelos ou em frotas marítimas. Os vikings teriam chegado a Newfoundland (atualmente Canadá) a bordo de barcos de madeira. Árabes e chineses dominavam o Oceano Índico.




Reinos
Reino viking Império Song
Domínio Romano Reinos indianos
Terra dos magiares Califados islâmicos
Império Bizantino Rússia kievana

Fotos: reproduções

Fonte: O Ano 1000 - A Vida no Final
do Primeiro Milênio, de Robert Lacey
e Danny Danziger, Editora Campus

Santoro


Nem vou comentar, e nem precisa...


E mais esse:

A bailarina