11 abril, 2007

Ophelia de Millais

Ofélia suicida-se depois do seu amado Hamlet ter matado o seu pai…

Na margem de um regato, havia um salgueiro cujas folhas se refletiam nas águas claras, Ophélia chega às margens do riacho com uma grinalda entrelaçada por margaridas e folhas.

Seu semblante é dor sem alento, ao subir no salgueiro para pendurar a grinalda, o galho se parte e ela cai dentro da água com a grinalda e uma braçada de flores. Durante algum tempo, as roupas impediram que se afogasse. Deslizando pela corrente, coberta de flores, ela murmurava trechos de velhas canções, como uma nereida que passeasse em seu reino líquido. Com a saia e as anáguas encharcadas, foi arrastada para o fundo do rio e a morte afinal sufocou-lhe a última canção.

Tudo o que a rodeia no rio tem um significado simbólico:

O salgueiro representa amor sem esperança;
as urtigas a dor;
as margaridas perto da sua mão a inocência;
as violetas no pescoço a fidelidade, a castidade e a morte precoce;
a papoula a morte;
as outras flores estão ligadas à tristeza;
e o miosótis na margem para que não seja esquecida…

Este quadro chama-se Ophelia e foi pintado por John Everett Millais
em 1852.

John Everett Millais, juntamente a William Holman e Dante Gabriel Rossetti foram os membros fundadores de um grupo de artistas chamados "Pré-Rafaelitas", de 1848. Eles rejeitaram a arte do renascimento em favor da arte anterior a de Raphael, de Michelangelo e de Leonardo (15-16 séculos). O Pré-Rafaelitas focavam assuntos sérios e significativos e foram mais conhecidos por pintarem cenas da vida moderna e da literatura, freqüentemente usando trajes antigos. Pintavam diretamente da natureza, com tanta veracidade quanto possível e com incrível atenção ao detalhe.

Ophelia é um dos trabalhos mais populares dos Pré-Rafaelitas. As obras de Shakespeare foram uma fonte freqüente da inspiração para pintores Vitorianos. A imagem de Millais, da morte trágica de Ophelia, após cair no rio e se afogar, é uma das ilustrações as mais conhecidas da peça Hamlet, de Shakespeare.

Após um período, Millais suavizou o colorido brilhante e o estilo pormenorizado de seus traços e começou a produzir quadros mais sentimentais. No final de sua carreira, tornou-se um pintor retratista respeitado e muito requisitado pelas figuras mais importantes da sociedade. Foi nomeado presidente da Royal Academy, em 1896. Millais morreu em Londres no dia 13 de agosto de 1896.

Ophelias
Esta é de Eugène Delacroix, pintor francês (1789/1863)
Paul Delaroche, francês (1797/1856)
Ernest Hébert, francês (1817/1908)
George Frederick Watts, inglês (1817/1904)
Thomas Francis Dicksee, inglês 1819/1895
Alexandre Cabanel, pintor francês 1823/1889
Dante Gabriel Rossetti, 1828/1882
William Gorman Wils, irlandês 1828/1891
John Everet Milais, inglês 1829/1896
Arthur Hughes, inglês 1832/1915Hughes
Jules-Joseph Lefebvre, francês 1836/1911
Pierre Auguste Cot, francês 1837/1883
Odilon Redon, pintor francês 1840/1916
George Clairin, francês 1843/1919
ClairinJohn William Waterhouse, inglês 1849/1917Waterhouse
Henri Gerveux, pintor francês 1852/1929
Henrietta Rae, inglesa 1859/1928
Margaret McDonald, inglesa 1863/1933
Lucien Lèvy Dhurmer, francês 1865/1953
Paul Albert Steck, francês 1866/1924

10 abril, 2007

Über Gato


Ele é quase perfeito, o último estágio da evolução dos tipos masculinos, daí a palavra alemã über, que significa "top", "acima" ou, como dizem as mulheres, "tudo de bom", "tudo de Bloom".
Miauuu!!!

07 abril, 2007

Homens e seus Gêneros II - NA CAMA COM O HOMEM AÇÃO E AVENTURA,



UMA MISSÃO PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL

Se sobrar algum tempo na agenda deleé até capaz dele te levar para a cama.

Ele faz academia, escalada, caminhada... Ele esquia na água, na neve... Ele nada, ele mergulha, ele veleja, ele joga tênis, gamão, golfe, xadrez... Ele faz alpinismo, ele pesca, ele surfa, ele luta Taekondô, Caratê, Judô, boxe, curte balonismo, iatismo e aeromodelismo.

Se você já cansou só de ler, imagine o que não é acompanhar esse bofe?
Você tem que ser pra lá de "preparada" e não estamos falando aqui das preparadas do Tigrão. Você tem que ser uma Fernanda Keller para encarar esse bofe. Bom, isso se sobrar algum tempo pra você.

Claro, ou você acha que ele vai carregá-la pra cima e pra baixo? Cansa sabia? Se você quiser ir uma ou outra vez até que tudo bem, mas não pense que vai ser fácil. Ele é do tipo que nada ao lado da lancha enquanto os outros casais malham gostoso no doce balanço do mar. Se você não for uma Nicole, pule fora. Vale lembrar que até ela pulou.


Gênero: Ação e Aventura
Duração: Se você o tranco o resto vai que é uma beleza
Trilha: Ele não pode ver uma que já pega a bicicleta
Em cartaz: Ele está presente em todos os lugares e em qualquer um deles estará em constante atividade física.
Na cama: Na cama há quem jure que são bem mais atletas do que competentes.

06 abril, 2007

05 abril, 2007

A Via Láctea


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz

Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor

Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa

Amanhã é um outro dia
Não é?

Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção

Mas obrigado por pensar em mim

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá

Foto: http://www.paragrama.net/observacao.php?id=1

03 abril, 2007

Pedro e Inês

D. Pedro, conheceu e se apaixonou por D. Inês de Castro, aia de D. Constança, princesa espanhola com quem se casou, iniciando-se assim uma relação amorosa condenada por D. Afonso e toda a corte portuguesa.

De início, D. Afonso tentou afastá-los, proibindo D. Inês de viver em Portugal. Mas isto não adiantou nada porque os dois foram morar na fronteira de Portugal e Espanha e continuaram a se encontrar.

O rei estava muito preocupado porque via que o povo tinha medo da influência de D. Inês, além do mais não estava nada contente com as guerras e a fome que se viviam no reino. Assim se explica a decisão de D. Afonso IV de condenar D. Inês de Castro à morte, influenciado por dois conselheiros.

Depois da execução de D. Inês de Castro, D. Pedro revoltou-se contra o pai e declarou-lhe guerra. Felizmente, a paz voltou graças à rainha-mãe, que evitou o encontro militar entre pai e filho.

Quando D. Pedro subiu ao trono uma das primeiras coisas que fez foi vingar a morte de D. Inês de Castro executando de modo cruel os ex-conselheiros do pai: mandou arrancar-lhes o coração! Dizia que era assim que se sentia desde que D. Inês tinha morrido.

O mais sinistro de toda a história é que D. Pedro elevou D. Inês de Castro a rainha já depois de morta e obrigou toda a corte a beijar-lhe a mão, ou o que restava dela (porque D. Inês já tinha morrido há dois anos).


Tempos depois, mandou construir o mosteiro de Alcobaça, onde fez um belo túmulo para D. Inês de Castro, e em frente mandou construir o seu, onde foi enterrado em 1367. Diz-se que estão nesta posição para que, quando acordarem no dia do Juízo Final, olhem imediatamente um para o outro.

31 março, 2007

Gilda...



A Insustentável Leveza do Ser

A Insustentável Leveza do Ser

Teresa bate à porta de Tomas com uma única e pesadíssima mala. Partiu em busca de Tomas, um mulherengo que havia terminado recentemente uma tumultuosa relação com a ex-mulher, que a acolhe. Assim se inicia a história que ao longo do livro vai sendo recontada pelas diversas pessoas nela envolvidas. Em cada versão, a história muda totalmente. Em segundo plano vamos sendo introduzidos no clima de perseguições políticas e de opressão russo-comunista.

Existem vários níveis na história - a história, o contexto, a reflexão da personagem e a reflexão externa como de um observador. A simbologia surge como um outro modo de expressar sentimentos ou pensamentos, mas sem uma pesada carga filosófica, sem uma extenuante análise frásica até aos significados últimos.

A reflexão existe, mas não para limitar os nossos pensamentos ou juizos de valor, mas para abrir novos horizontes e proporcionar novas maneiras de pensar.
De realçar o modo como ao longo do livro nos damos conta do diferente significado de uma mesma coisa para diferentes pessoas.

Existe amor e traição, mas sem a tragédia de romance ou peça de teatro. Existe destino, definido não por grandes acontecimentos, mas por estranhas coincidências.

É um romance que não pretende contar uma grande história de amor, mas fazer-nos refletir sobre o mundo e os acasos da vida.

“No mundo do eterno retorno, todos os gestos têm o peso de uma insustentável responsabilidade”
“Tomas ainda não sabia que as metáforas são uma coisa perigosa. Com as metáforas não se brinca. O amor pode nascer de uma única metáfora.”
“Não era a vaidade que o atraía para o espelho, mas o espanto de lá descobrir o […]

29 março, 2007

Eles não disseram ...

As máximas têm uma função didática: ajudam a compreender a civilização. Citá-las é uma mania milenar. Transformá-las, de modo a adequá-las aos personagens e aos interesses históricos, tornou-se hábito. Menos comuns são as frases inventadas - mas elas também existem. No livro They Never Said It ("Eles nunca disseram isso"), Paul F. Boller Jr. e John George fazem uma coleção do dito e do não dito. Eis uma seleção:


"Um pequeno passo para o homem, um gigantesco passo para a humanidade."

Neil Armstrong, astronauta americano

Não foi exatamente essa a frase dita por Armstrong às 22h56 de 20 de julho de 1969. Assim que pôs os pés na Lua, o cosmonauta afirmou: "Um pequeno passo para um homem, um gigantesco passo para a humanidade". Devido à estática, a partícula a, em inglês ("um"), foi engolida. E o antológico comentário entrou para os anais de forma equivocada, ainda que a Nasa tenha distribuído uma nota corrigindo o erro.


"Elementar, meu caro Watson."

Sherlock Holmes, detetive inglês

Entre 1887 e 1927, o escritor Arthur Conan Doyle escreveu quatro novelas e 56 contos nos quais aparecem o detetive Sherlock Holmes e seu fiel parceiro, o médico John H. Watson. Holmes nunca disse as quatro palavras a Watson. Foi um ator britânico, Basil Rathbone, quem as soltou numa série de filmes feitos em Hollywood entre 1930 e 1940. A partir daí, tomou-se o "Elementar..." como real.



"Não tenho nada a oferecer a não ser sangue, suor e lágrimas."

Winston Churchill, ministro inglês

Quando Churchill se tornou primeiro-ministro britânico, seu discurso inaugural, em 13 de maio de 1940, trouxe a sentença famosa: "Não tenho nada a oferecer a não ser sangue, labuta, suor e lágrimas". Os assessores consideraram redundantes as expressões "labuta" e "suor". Decidiram suprimir a primeira.


"Desaprovo o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo."

Voltaire, filósofo francês

Em 1906, a escritora Evelyn Hall escreveu o livro Os Amigos de Voltaire. Numa passagem, referindo-se ao apoio de Voltaire a um contemporâneo que tivera seu livro condenado pelo papa, ela escreveu: "Desaprovo o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo, foi a atitude de Voltaire naquele momento". E assim nasceu a frase, como se fosse do filósofo.


"O Estado sou eu."

Luís XIV, monarca francês

"L'état c'est moi." Diz a lenda que o jovem Luís XIV (1638-1715) entrou abruptamente no Parlamento de Paris, vestido a caráter, interrompeu os debates e exclamou a diatribe, que virou um clássico.

Estudos recentes, contudo, mostram que não há registros históricos nos arquivos franceses da citação - embora ele certamente acreditasse no que teria dito.



"Que comam brioche."

Maria Antonieta, rainha francesa

Maria Antonieta (1755-1793) disse, sim, aos paisanos franceses que, já que não tinham pão, comessem brioche. Mas um historiador da Universidade Columbia descobriu que, muitos anos antes do nascimento dela, a frase já havia sido utilizada.

O filósofo Jean-Jacques Rousseau cita-a no livro Confissões, de 1778 - 11 anos antes da data em que Antonieta a teria proferido.



"Play it again, Sam."

Rick, personagem de Casablanca (1943)

O que aparece no filme é "Play it once, Sam... Play 'As Time Goes By'". Foi Ingrid Bergman (Ilsa), e não Humphrey Bogart (Rick), quem pediu ao pianista Dooley Wilson (Sam) que tocasse a música-tema do filme. Mas Dooley não tocou, apenas cantou - um profissional "dublou" o piano.


Fotos: AP; AP
Reprodução
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Divulgação

A bailarina