O Pulso
Os Cegos do Castelo
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as crianças saíram em busca de todos os amigos da princesa. Quando Pedrinho contou ao Arco-íris o que tinha acontecido, ele logo quis ajudar. E Pedrinho começou a pintar todas as coisas, e as cores vinham vindo e, à medida que as coisas foram ficando coloridas, os alegres amigos da princesa começaram a aparecer.
s flores se abriram e soltaram seus perfumes. Os pássaros, as danças, todos vieram!
E quando a vontade-de-cantar chegou junto com a Liberdade, todos se juntaram em volta da torre e começaram a cantar:
Gênio espiou lá de cima, muito ressabiado:
- Vão embora! Não me amolem, não quero vocês aqui!
- Só vamos se você soltar a princesinha!
- Não solto, não solto e não solto!
Nesse momento, de trás da multidão, começou a vir uma risadinha, depois uma risada, depois um riso grosso:
- Hi, hi, hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho!
Era a Vontade-de-dar-risada, que vinha chegando e todos começaram a rir.
E ela chegou bem perto da torre e só ficou olhando pro Gênio.
O Gênio fez uma cara horrível e resistiu o mais que pôde. Mas não agüentou muito. E começou a rir que não parava mais.
- Hi, hi,hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho!
E as portas da torre se abriram e a princesinha saiu. Todos se abraçaram, contentes, e o Gênio, que estava muito desmoralizado, foi embora e não
oltou nunca mais.
Salvador Dali já desenhava a figura de Gala antes mesmo de conhecê-la. Em vários quadros aparece o corpo daquela que um dia seria o seu grande amor.
A musa de toda uma vida, Elena Ivanovna Diakonova, nascida em Kazan, Tartária, Rússia, conhecida como Gala Éluard era casada com o poeta Paul Eluard quando conheceu Dali.
Sempre que a via Dali era tomado por um riso incontrolável e não conseguia falar-lhe. Foi preciso que ela o acalmasse para conseguir uma declaração de amor. E ela veio, penosa e gaguejada, pela dificuldade de Dali controlar-se, depois de um passeio pelo campo.
Dali cobriu-se de excrementos para provar a Gala o seu amor. Ela viu nisso uma declaração e se deixou tocar pela loucura dele, ou seja, os dois não eram lá muito inseridos nos padrões normais de comportamento.
Em 1934 Dalí e Gala, que já viviam juntos deste 1929, casaram-se numa cerimônia civil.
Mas nem tudo eram rosas, e os últimos anos de vida com Gala foram muito turbulentos e catastróficos. Numa tentativa de o tornar mais enérgico e capaz de pintar mais quadros, “a velha e gananciosa” – como era conhecida -, Gala fazia com que Dalí tomasse perigosos cocktails de antidepressivos e calmantes em doses maciças, o que haveria de danificar irremediavelmente o sistema nervoso e levá-lo à incapacidade total. Gala morreu em Port Lligat na madrugada de 10 de Junho de 1982 (o corpo foi transportado às escondidas para Pubol). Desde então, Dalí ficou profundamente deprimido e desorientado, perdendo toda a vontade de viver. Recusava-se a comer, ficando desidratado — talvez numa tentativa de suicídio, ou talvez tentando colocar-se num estado de animação suspensa, como lera que alguns animais microscópicos conseguiam fazer. Teve de ser alimentado por uma sonda nasal.
Gala foi uma incentivadora do gênero meio enlouquecido do artista e foi a grande comandante da vida de Salvador Dalí. Ele provavelmente não teria sido o que foi sem a ajuda e a inspiração emprestada por Gala. O fato é que daí veio uma duradoura história de amor. Dali jamais teve outra mulher e mesmo depois da morte de Gala nada mais ocupou o seu lugar.
Tela: Gala como Leda y el Cisne
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| Segredo de Brokeback Mountain, O |
| (Brokeback Mountain, 2005) |
| Gênero: Drama - Romance Duração: 130 min Origem: EUA Estúdio: Focus Features Direção: Ang Lee Roteiro:DianaOssana,Larry McMurtry Produção:DavidLinde,James Schamus |