"Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos – um poço fitando o Céu."
Bernardo Soares, in "Livro do Desassossego"

Pasión - Rodrigo Leão



No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino

Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.

Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasión
sos mi amor sincero

Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos

Eu ouvi antes de dormir

Holding back the years
Thinking of the fear I've had so long
When somebody hears
Listen to the fear that's gone
Strangled by the wishes of Pater
Hoping for the arms of Mater
Get to meet her sooner or later
I'll keep holding on
I'll keep holding on
Holding back the years
Chance for me escape from all I've known
Holding back the tears
Cause nothing here has grown
I've wasted all my tears
Wasted all those years
And nothing had the chance to be good
Nothing ever could
I'll keep holding on
I'll keep holding on
I'll keep holding on
I'll keep holding on
That's all I have today
That's all I have to say

Mike de Mosqueiro Tcha nana nanana



Indicação de Gilka*

Pecados Intimos

O filme começa curiosamente, avança arrojadamente e termina magistralmente. A utilização de um narrador (Will Lyman) logo de início, provoca um inconsciente torcer de nariz, mas se mostra providencial, visto que não está a mais, nem comenta o óbvio, mas dedica-se a aumentar o nosso conhecimento das personagens, e é deliciosa também pela linguagem que utiliza enquanto cumpre essa missão.

Dentro da típica vidinha dos subúrbios, há duas almas insatisfeitas. Um homem e uma mulher. São ambos casados com outras pessoas, mas ao conhecerem-se por acaso (passeiam os filhos no mesmo parque infantil) ela sugere-lhe que a abrace para chocar as outras mães, criaturas fúteis e hipócritas que os espreitam de longe, e ele beija-a na boca. Está plantada a semente da mudança.

É uma história de adultério e intimidade, de sonhos perdidos e vontades prementes. É um filme de fugas para a frente e fugas para trás, é um filme onde nem sempre as fugas chegam a decolar.

E o casal adúltero mencionado não é a única linha de vida seguida. Seguimos também o itinerário de um psicopata sexual que se expôs uma vez a uma criança e regressou, após anos de internamento. E há um policial que gere uma milícia de bairro, de pais preocupados, cujo passado não é tão cristalino que lhe permita atirar a primeira pedra. Ninguém se comporta como deveria, ninguém tem um armário sem esqueletos, ninguém está satisfeito ou tem o que quer.

“Pecados Íntimos” é a desilusão da realidade, que faz mostrar o que poderia ser, mas não chega a ser. A coragem de se insinuar da prancha mais alta da piscina é desmentida quando volta a descer os degraus em vez de mergulhar. Mas não se pode criticar, as pessoas são assim mesmo.

Dona Baratinha

ra uma vez uma linda Baratinha.

Gostava de tudo muito limpo e arrumado.


Um belo dia, Dona Baratinha varria o jardim de sua casa quando encontrou uma moedinha. Ficou muito feliz!

Rapidamente, tomou um banho, colocou um vestidinho bem bonito, uma fita no cabelo e ficou na janela da sala de sua casa cantando assim:


"Quem quer casar com a Dona Baratinha,
que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
ogo, logo começaram a chegar os pretendentes.

O primeiro que passou foi o Senhor Boi, muito bem vestido.

Dona Baratinha perguntou então para ele:
- Que barulho o senhor faz quando dorme? E ele respondeu:

- Quando eu durmo, o meu ronco é assim - MUUUUU...........

- Saia já daqui! O Senhor me assusta com todo esse barulho!
Dona Baratinha voltou para sua janela, cantando a mesma canção.

"Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
Um tempo depois passou um jumento todo arrumadinho e falante, dizendo:

- Eu serei o marido ideal para a Senhora.


quando o senhor dorme, como é o barulho que o senhor faz?
- Eu faço assim - Ióh..Ioh...Ióh...Ióhooooooo.........
Assustada Dona Baratinha mandou que ele saísse e nunca mais passasse por lá para assustá-la novamente.


Depois de algum tempo,já desanimada, Dona Baratinha recebeu uma visita inesperada. Era o Senhor Ratão, muito falante e animado:


- Senhora Baratinha, estou muito apaixonado pela senhora e pretendo me casar logo, logo.

A senhora aceita?
Mais uma vez,Dona Baratinha perguntou:
- "Como o senhor faz para dormir?"
Senhor Ratão disse:
- Eu sou muito discreto em tudo que faço.

Até para dormir, meu ronquinho é muito baixinho e dificilmente eu ronco!

É assim:

- iiiihhhhiiiiihhhhhh.......


- Que maravilha! disse Dona Baratinha! Esse barulho não me assusta, até parece uma suave melodia. Com você eu quero me casar e tenho certeza que seremos felizes para sempre!!!!


Logo foram marcando a data do casamento e preparando a festa.

Dona Baratinha pediu para suas amigas Abelhas, Formigas e Borboletas prepararem uma gostosa feijoada, sucos de diferentes frutas e muitos doces!

No dia marcado, a noiva já estava esperando na igreja toda preocupada, porque todos os convidados estavam lá também, só faltava o querido noivo.


Corre daqui, pergunta dali e nada! Ninguém sabia do paradeiro do distinto cavalheiro.O que será que tinha acontecido com ele? Todos se perguntavam....

Acontece que Senhor Ratão era muito guloso.Não resistiu esperar pela surpresa da festa que a noiva havia lhe preparado. Então, aproveitando que todos já estavam na igreja ele foi até a casa das amigas de sua noiva onde tudo estava prontinho e arrumadinho e foi investigar os comes e bebes.

Quando sentiu o cheirinho apetitoso da feijoada, resolveu subir na panela e experimentar um pouquinho....
Acontece que Senhor Ratão perdeu o equilíbrio e caiu na panela do feijão! Como não tinha ninguém em casa ele não se salvou, morreu afogado dentro da gostosa feijoada!!!
uando soube do acontecido, Dona Baratinha triste ficou.

Voltou para sua casa e continuou a vidinha de sempre.

Bem sabia, experimentaria enfim

... em pleno a dor do mundo. E a sua própria dor de criatura mortal, a dor que aprendera a não sentir. Mas também seria por vezes tomada de um êxtase de prazer puro e legítimo que ela mal podia adivinhar. Aliás já estava adivinhando porque se sentiu sorrindo e também sentiu uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande de mais.

Sempre se retinha um pouco como se retivesse as rédeas de um cavalo que poderia galopar e levá-la sabe Deus aonde. Ela se guardava. Por que e para quê? Para o que estava ela se poupando? Era um certo medo de sua capacidade, pequena ou grande. Talvez se contivesse por medo de não saber os limites de uma pessoa.

E quando notou que aceitava em pleno o amor, sua alegria foi tão grande que o coração lhe batia por todo o corpo, parecia-lhe que mil corações batiam-lhe nas profundezas de sua pessoa. Um direito-de-ser tomou-a, como se ela tivesse acabado de chorar ao nascer.

Como? Como prolongar o nascimento pela vida inteira? Foi depressa ao espelho para saber quem era Loreley e para saber se podia ser amada. Mas assustou-se ao se ver. Eu existo, estou vendo, mas quem sou eu? E ela teve medo.

Roda-Viva

Trilha sonora do filme Cabra-cega de Toni Venturi/2004
arte respirando, dançando, vivendo arte.
Puro ser poesia do príncipio ao fim que não tem fim.



Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá


(Chico Buarque)


A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer

Sem fé, ouso pensar a vida como uma errância absurda a caminho da morte, certa. Não me coube em herança qualquer deus, nem ponto fixo sobre a terra de onde algum pudesse ver-me. Tão pouco me legaram o disfarçado furor do céptico, a astúcia do racionalista ou a ardente candura do ateu. Não ouso por isso acusar os que só acreditam naquilo de que duvido, nem os que fazem o culto da própria dúvida, como se não estivesse, também esta, rodeada de trevas. Seria eu, também, o acusado, pois de uma coisa estou certo: o ser humano tem uma necessidade de consolo impossível de satisfazer.
Como posso, assim, viver a felicidade?
Procuro o que me pode consolar como o caçador persegue a caça, atirando sem hesitar sempre que algo se mexe na floresta. Quase sempre atinjo o vazio, mas, de tempos a tempos, não deixa de me tombar aos pés uma presa. Célere, corro a apoderar-me dela, pois sei quão fugaz é o consolo, sopro dum vento que mal sobe pela árvore.
Debruço-me.
Tenho-a! Mas tenho o quê, entre estes dedos?
Se sou solitário - uma mulher amada, um desditoso companheiro de viagem. Se sou poeta ou prisioneiro - um arco de palavras que com assombro reteso, uma súbita suspeita de liberdade. Se sou ameaçado pela morte ou pelo mar - um animal vivo e quente, coração que pulsa sarcástico; um recife de granito bem sólido.
Sendo tudo isso, é sempre escasso o que tenho!
[…..}
Stig Dagerman, A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer - Fenda ed.1995

Ben Barnes









Alguém se lembra das Crônicas de Nárnia? Sim, não, deixa eu ver...
Alguém se lembra do Príncipe Caspian?
- Hummmmmm, sério? É ele? Ahhhh!!! Tá brincando, jura?
- Não acreditooooo, só pode estar de lero com a nossa cara. Imagina se aquele príncipe mal saído da pré-adolescência é tudo isso...
Ok, não querem acreditar, aciona o bendito google e se informem, afff!
(diálogo entre Eu, Eu mesma e meu botões, transcrito na íntegra para este post - gente teimosa!)
Que tal rever o filme com um olhar mais atento e critico, vale a penaaaaaa.

Vermelho


"Em breve caireis na terra amada, e nínguem saberá o vosso nome"
Eurípides, As Troianas

Pipoca, Guaraná e Ação

A cabeça precisando de um far nient? Um filme que conte uma história de amor leve e doce. Se for absolutamente necessário que o fim não seja um "felizes para sempre", algumas pitadas de lágrimas pela mocinha ou mocinho que terminará a história com um amor para ser lembrado por toda a vida.

Tem para todos os gostos: histórias de amor bonitas, dramáticas, engraçadas, tristes e felizes, claro.

O campo é vasto e o espaço curto, daria até tema para um novo blog (mais um!!). Não posso agradar a todos e nem a mim mesma, portanto escolhi algumas que foram sucesso de bilheteria e audiência.

Dessas que seguem, as minhas favoritas são as três primeiras. Muita gente vai concordar comigo!

As Pontes de Madison - divulgação

As Pontes de Madison (1995) - Com delicadeza, o filme narra a história de um amor proibido. Clint Eastwood, que também assina a direção, é Robert Kincaid, fotógrafo da National Geographic que ruma para Iowa com o objetivo de capturar imagens das famosas pontes de Madison. Lá, ele conhece a dona de casa Francesca Johnson (Meryl Streep) e, por alguns dias, vivem um intenso romance.

Meu Primeiro Amor - divulgação

Meu Primeiro Amor (1991) - A ingenuidade do primeiro amor é retratada a partir da história de Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garotinha carente apaixonada por um professor mais velho, e Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), seu melhor amigo. Os dois vão descobrir juntos o que é amar. Ela descobrirá sozinha o que é perder.

O Curioso Caso de Benjamin Button - divulgação

O Curioso Caso de Benjamin Button (2008) - Baseado em um conto de F. Scott Fitzgerald, o filme de David Fincher (Clube da Luta) nos apresenta a excêntrica história de Benjamin (Brad Pitt), que nasce bebê, porém, com as características de idoso e, com o passar dos anos, vai rejuvenescendo. No meio do caminho de sua existência, ele conhece a adorável Daisy (Cate Blanchett) e os dois vivem um amor, ao mesmo tempo, melancólico e belo.

Foi Apenas Um Sonho - divulgação

Foi Apenas Um Sonho (2008) - Pela primeira vez juntos em cena após o sucesso de Titanic, Kate Winslet e Leonardo DiCaprio são dirigidos por Sam Mendes (Beleza Americana) no longa que narra a vida de um casal aparentemente feliz. April e Frank moram em um subúrbio norte-americano, mas é na França que desejam descobrir quem de fato são, entretanto, de repente e não mais que de repente, surgem as frustrações.

Uma Linda Mulher - divulgação

Uma Linda Mulher (1990) - Julia Roberts e Richard Gere certamente protagonizaram uma das histórias de amor mais famosas do cinema. Ela era Vivian, uma garota de programa. Ele, Edward, um magnata que a contrata para acompanhá-lo em alguns eventos sociais. A convivência não fica apenas nas aparências e ambos acabam se apaixonando.

Titanic - divulgação

Titanic (1997) - O tremendo fenômeno que foi o filme na época de sua estreia, comprovou que muita gente não resiste a uma triste história de amor. Durante a viagem inaugural do transatlântico Titanic, Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio), jovens de classes sociais distintas, apaixonam-se perdidamente. No entanto, quando o navio bate em um iceberg gigante a história ganha ares de tragédia.

Como Perder um Homem em 10 Dias - foto/divulgação

Como Perder Um Homem em 10 Dias (2003) - Na comédia, a jornalista Andie (Kate Hudson) está fazendo uma matéria sobre como perder um homem em 10 dias. Como vítima da tarefa, ela escolhe o publicitário Ben (Matthew McConaughey) e começa a, de certa forma, infernizar sua vida. Ironicamente, para uma campanha, o rapaz apostou que consegue conquistar uma mulher pelo mesmo período. É óbvio que virou amor.

Gilmore Girls - divulgação

Gilmore Girls (2000 - 2007) - A falante e cômica Lorelai Gilmore (Lauren Graham) tinha no austero Luke (Scott Patterson) um ombro amigo para qualquer situação. Um belo dia, a relação entre os dois passou de amizade colorida para um romance ioiô cheio de humor, que garantiu um charme a mais à série.

Casamento Monica e Chandler - Friends - divulgação

Friends (1994 - 2004) - Este célebre grupo de amigos arrancava muitas gargalhadas dos telespectadores com suas malucas confusões. Quase que de brincadeirinha, dois membros do sexteto, Monica (Courteney Cox) e Chandler (Matthew Perry), resolveram dar um passo a mais na amizade e meio que sem querer, mas querendo muito, perceberam que estavam apaixonados e não é que deu até em casamento!

Figaro



Figaro é o gato arteiro de Gepeto,
o criador e vô do Pinóquio.
Ele é pequeno, preto e branco e
com olhos amarelos.
Sempre está atrás do peixinho dourado
que fica na oficina do seu dono.

Brincar de "casinha"

Quando era pequena uma das brincadeiras preferidas das meninas era brincar de casinha, nãoa minha favorita mas era muito bom.

A diversão era a cozinha da tal casinha, não sei porque não chamavam de brincar de comidinha, fazia mais sentido.

Uma beleza! Nós "comiamos" de tudo que era feito. Simulavamos algumas briguinhas, tal e qual acontecia em cada casa, mas tudo era resolvido sem grandes problemas e sem a interferência de um "pai", pois esse sempre estava no trabalho. Afinal os meninos estavam sempre disputando uma "pelada" no campinho de várzea que ficava próximo.

E pensar que o tal "campinho" virou uma praça por onde passam milhares de pessoas todos os dias que trafegam pelos luxuosos escritórios que al foram erguidos nos últimos anos.

Aquela brincadeira inocentede criança virou realidade e não é nada fácil brincar de casinha de verdade!

Tem alguém querendo jogar queimada,brincar de pique-esconde ou pega-pega?

Cansei de brincar de casinha!

Si Tu No Vuelves

A música veio num momento estranho, porque eras o lugar concreto onde procurava colocar os pés no chão, e mantê-los firmes mesmo quando o sonho me seduzia. Eras
a noite de sono profundo, o abrigo seguro, a hora de acordar, o tempo que não seguia, o tempo em que não durava senão um dia inteiro pensando em ti.





Si tú no vuelves
Se secarán todos los mares
Y esperaré sin ti
Tapiado al fondo de algún recuerdo

Si tú no vuelves
Mi voluntad se hará paqueña
Me quedaré aquí
Junto a mi perro espiando horizontes

Si tú no vuelves
No quedarán más que desiertos
Y escucharé por si
Algún latido le queda a ésta tierra

Que era tan serena
Cuándo me querías
Había un perfume fresco que yo respiraba
Era tan bonita, era así de grande
No tenía fin

Y cada noche vendrá una estrella a hacerme compañía
Que te cuente cómo estoy y sepas lo que hay
Dime amor, amor, amor
Estoy aqui, no ves?
Si no vuelves no habrá vida
No sé lo que haré

Si tú no vuelves
No habrá esperanza ni habrá nada
Caminaré sin tí
Con mi tristeza bebiendo lluvia

Que era tan serena
Cuándo me querías
Había un perfume fresco que yo respiraba
Era tan bonita, era así de grande
No tenía fin

Y cada noche vendrá una estrella a hacerme compañía
Que te cuente cómo estoy y sepas lo que hay
Dime amor, amor, amor
Estoy aqui, no ves?
Si no vuelves no habrá vida
No sé lo que haré

No sé lo que haré, no sé lo que haré
Si no vuelves no habrá vida, no sé lo que haré

Matança de focas

…observe a foto abaixo.


Olhe só para esse lindo bebe foca, tão inocente,
tão puro, tão indefeso…
Se você for parar para pensar é como um bebe
humano, tão pequeno e tão lindinho…

Aí está aquele lindo e doce bebe foca depois

de seu encontro com o homem…

Mas ele não está sozinho!juntamente com

ele outros milhares de bebes focas são mortos

a cada ano no Canadá!

Ainda assim muita gente não liga para essa

deplorável situação, a que ponto chegou

a insanidade humana?

Muitas pessoas apenas ign


Se a situação fosse essa…todos lutariam contra…

Se você está cansado dessa situação deprimente, então junte-se as pessoas que protestam contra esses atos infames!Apenas click no link abaixo e assine a petição contra a matança de focas no Canadá.

http://www.altarriba.org/peticion-focas.php

Algo para se guardar


Poder crescer e ser coração. Nunca eesquecer a lembrança de um beijo , mesmo
que seja aquele dado tarde demais

O Mapinguari


Se nossos medos mais ocultos se tornam representações alegóricas vivas, compreender esses temores, nos faculta então a cura dos medos.O Mapinguari é o mais popular dos monstros da Amazônia. Seu domínio estende-se pelo Pará, Amazonas, Acre, vivificado pelo medo de uma população meio nômade que mora nas matas, subindo os rios, acampando nas margens desertas dos grandes lagos e lagoas sem nome.

caçadores e trabalhadores de todos os ofícios citam Mapinguari como um verdadeiro demônio do Mal. Não tem utilidades ou vícios cuja satisfação determine aliança momentânea com os religiosos cristãos. Mata sempre, infalivelmente, obstinadamente, quem encontra pela frente. Mata para comer.

Descrevem-no como um homem agigantado, negro pelos cabelos longos que recobrem seu corpo como um manto, de mãos compridas, unhas em garra, fome insaciável, ou "canina" como é conhecida uma fome de tamanha envergadura. Só é vulnerável no umbigo. É crença universal a existência da vulnerabilidade umbilical dos monstros. Indica também que um dia nasceu de outro nascido, que é um ser vivente como todos os outros que habitam a terra, apenas pertencente a uma linhagem pouco compreendida.

Algumas regiões, também o Lobisomem, pode ser abatido pelo umbigo. O Mapinguari, ao contrário de outras entidades fabulosas, não anda durante a noite. Durante a noite, dorme. O perigo é de dia, a penumbra no meio das florestas fechadas que mal deixam passar a luz do Sol. Na obscuridade dos troncos de muitas formas o Mapinguari se destaca, surge bruscamente, para atacar e ferir. Mas não avança silencioso como seria a lógica. Vem berrando alto, gritos soltos, curtos, horríveis, que deixam suas vítimas atordoadas, sem ação.

Longe os homens ouvem seus apelos terríveis. E fogem, sem olhar para trás. É como se o Mapinguari estivesse desafiando os carajosos para um encontro supremo, face a face. Esses gritos roucos e contínuos explicam os rumores naturais que a floresta produz e não se consegue de forma sensata explicá-los. Assim, sem uma explicação lógica para os muitos e difusos barulhos e murmúrios da densa e misteriosa mata, os homens logo atribuem ao Mapinguarital repertório sonoro.

Auto-Retrato inspirado em Adriana Calcanhoto !!! Vou falar de mim!

Eu amo Florbela Espanca, Cecília Meireles, Hirst, Plath, Coralina meu amor Ops! Drummond também. Adoro o coração selvagem de Clarice, a desconstrução de João Cabral de Melo Neto. Não esqueço Pessoa, me dói José Régio. Os ciclos do tempo e dos homens em Eugênio de Andrade A hora da partida de Sofia Melo. As modinhas de Vinícius. A modernice de Antunes (o Arnaldo).Não vou falar de poesia e poetas, faltaria espaço.

Às vezes, eu quero sair correndo de mim. Sou teimosa, acabo voltando. Tenho poucos amigos. Amo meus poucos amigos. Sou pontual. Não gosto de gente lenta. Não quero um príncipe encantado, gosto do meu sapo cheio de charme, das suas mãos longas e seu olhar fundo. Tenho orgulho de ser mãe. Tenho orgulho da minha mãe. Minha mãe acha que eu preciso fazer regime junto com ela. Emagreci muito quando parei de pensar nisso.

Odeio pessoas que me dizem o que fazer mas não sabem como fazê-lo sozinhas. Tenho medo da morte, mas confesso que ela me fascina (...) A morte era uma coisa cinzenta, escura, sem a graça, sem a delicadeza e o calor, a força macia de um braço ou de uma coxa, a suave irradiação da pele de um corpo (...) Ruben Braga. O que é a morte? Minha única certeza.

Adoro meu amigo Urso, sinto saudades dele. Amo minha amiga de além mar, sinto falta dela. Um dia vou a França. Li Simone de Beauvoir aos 14 e Mile Bronté bem depois. Já era estranha aos 11. Fui uma moça quase bem comportada. Faltou tanto para o quase..

Penso na minha mãe e no que ela dizia: “Um dia você vai ser mãe e Deus te livre de ter um filho que seja rebelde como você”. - Deus me livrou, as 3 vezes. Ufa!!

Não ligo para dinheiro mas preciso dele. Tomo muito café e chá. Perco o sono por dois dias, durmo umas 6 horas no terceiro. Durmo bem menos do que gostaria. Ainda lembro de quando eu dormia 8 à 10 horas por noite. Estou precisando parar de pensar nisso.

Amo todo tipo de arte.

Amo o cinema e filmes antigos. Adoro dramas. Preciso aprender a estar só, e a vida está me ensinando isso. Amo meus filhos. Sou fiel a quem amo. Amo muito, poucos. Tenho dificuldades em dizer não, mas estou resolvendo isso. Cozinho muito bem. Gosto de rotina, . DETESTO fofoca, mas ela me persegue.

Adoro cores. Adoro tinta.

Amo escrever. Adoro flores, frutas e animais. Às vezes, me acho chata, principalmente uma vez por dia. Ando ficando insensível. Amo coisas antigas. Amo Klimt, V.Gogh e Matisse. Sou mais baixa do que gostaria. Já fui feliz. Agora vou ser muito mais feliz. Adoro preto. Adorei Diário de uma Paixão. Choro toda vez que vejo a foto da minha avó Vitória. Adoro meus olhos, olhos de ressaca. As pessoas gostam da minha voz, eu não gosto. Parece voz de travesseiro. Gosto dos meus cabelos, lisos e cheios. Sempre que estou furiosa corto bem curtinho.

Sou assim de maltratar o que e quem gosto quando viro bicho. Depois compenso. Quem me gosta sabe esperar, pois sempre vale à pena.

Estou sempre com saudades de alguém. Adoro dar presentes. Sou infantil. Amo desenhos e ainda os assisto. Cobrança me cansa. Burrice e chatice também. Eu escrevo como tomo água.

Eu gosto mais do fantasma da ópera e queria que ele tivesse ficado com Christine. Minha heroína é Amélie Poulain. Tenho bom humor, sou mais ironica do que gostaria. Uso óculos para ver Tv e dirigir. Gosto de vinho. Adoro CHOCOLATE. Prefiro a montanha, gosto do mar para sair da rotina. Tenho medo de altura.

Detesto gente pedante. Adoro surpresas. Gosto de ganhar livros. Ando meio decepcionada com as pessoas. Não me canso de quebrar a cara. Choro à noite escondida. Promessas não cumpridas partem meu coração. Sei conviver com a mentira, eu a aceito quando bem contada. Não suporto omissões e um(a) péssimo(a) mentiroso(a). Amo de paixão, incondicionalmente me entrego e me afasto. Não olho pra trás. Eu sigo em frente. Posso ficar muito tempo recolhendo meus pedaços, chorando cada dor, angustia, mágoa e saudades do que se perdeu. Mesmo assim e por isso mesmo, não penso duas vezes quando for hora de mergulhar novamente.

Um dia vou encontrar quem está me procurando. “EU Florbela Espanca Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada... a dolorida... Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino, amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida! Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber porquê... Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver E que nunca na vida me encontrou!”

Acho que já encontrei. Acho não, tenho certeza!


Feliz de quem me tem, feliz eu me dou.

São Banedito!

Clique na imagem para ler matéria na integra:

Panis et circences

Porque ouvir e rever.

- na minha opinião a melhor fase da interprete Marisa Monte. A música fluindo na expressão corporal. Impecável.

A letra e música dispensam c0mentários. É uma das melhores criações da MPB até hoje. Gosto não se discute e ponto.

Te morirás primero

Te morirás primero, ya lo sé.
No creas que me importa.
Me vestiré de gala,
con los tacones altos miraré las estrellas
y andaré por las plazas como si fuera fiesta.
Ya verás,
cuando te mueras
irán nuestros amigos al entierro.

Habrá ramos, ofrendas,
un latido de pájaro golpeará las ventanas
y el altar se hará añicos durante el ofertorio.
Yo me pondré las gafas de no querer mirarte,
las de mirar el mar y verlo a mi manera.
Escucharé tus versos,
aquellos que escribiste antes de yo leerlos,
seguiré las estatuas
y me vendrá tu llanto y el amor que no tuve.

¿Te imaginas, amor?,

tú allí, muerto, tan solemne y tan quieto,
y yo un bullir de rosas en los bancos del fondo.
Yo, de rojo vestida, trenzas negras mi pelo
y las manos muy blancas acariciando espejos
por donde te has mirado.
Sin una sola lágrima.
Oculta por la pena que siempre fuera mía.

Pensando en tus caricias
y el júbilo perfecto de una siesta de sol
que nunca llegaría.
¿Te imaginas, amor?
Tus nietos, tus parientes,
y en el último asiento una hermosa muchacha
iluminado el arco de sus blancas axilas
por la luz de tus ojos.

Vendrán los oradores y hablarán de tu ingenio,
de tus muecas feroces,
de las horas amables en que ocupabas sitios,
lugares acordados.
Hablarán de tus gestos, de tu bufanda oscura,
del inconstante deleite de tu boca,
del mar que te ocupaba los momentos felices.
Llorarán los acólitos, las vírgenes de plomo,
los ángeles de cera.
Y nunca sabrá nadie que me he muerto contigo.

Elsa López

O Pequeno Príncipe


Não é um livro para crianças, também não é um livro para se ler uma ou duas vezes. Piegas?

- Talvez...

Acontece que sempre releio esse livro, e já fazem 40 anos desde que o li pela primeira vez. Lembro-me perfeitamente do que me atraiu. Nada do que estava escrito, ao contrário, fiquei fascinada pelas ilustrações. Especialmente aquela em que ele é levado por pássaros viajando pelos planetas.

Depois comecei a entender as mensagens do livro, cada uma delas de forma diferente ao longo desses anos. De todos os personagens do livro, a Raposa sempre me encantou de forma singular.

Gosto de pensar em seus rituais e na forma como ela se cala, observa por longo tempo e finalmente verbaliza seu desejo de ser cativada... Por favor... cativa-me! Cativa-me!


E foi então que apareceu a raposa.
__ Bom dia - disse a raposa.
__ Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a sua volta, nada viu.
__ Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
__ Quem és tu? - perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita...
__ Sou uma raposa - disse a raposa.
__ Vem brincar comigo - propôs ele. __ Estou tão triste...
__ Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. __ Não me cativaram ainda.
__ Ah! desculpa - disse o principezinho.
Mas após refletir, acrescentou:
__ O que quer dizer "cativar"?
__ Tu não és daqui - disse a raposa. __ Que procuras?
__ Procuro homens - disse o pequeno príncipe. __ Que quer dizer "cativar"?
__ Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
__ Não - disse o príncipe. __ Eu procuro amigos. __ Que quer dizer "cativar"?
__ É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. __ Significa "criar laços"...
__ Criar laços?
__ Exatamente - disse a raposa. __ Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E Não tenho necessidade de ti. E tu também não tem necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo...
__ Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. __ Existe uma flôr... eu creio que ela me cativou...
__ É possível - disse a raposa. __ Vê-se tanta coisa na Terra...
__ Oh! não foi na Terra - disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
__ Num outro planeta?
__ Sim.
__ Há caçadores nesse outro planeta?
__ Não.
__ Que bom! E galinhas?
__ Também não
__ Nada é perfeito - suspirou a raposa.
Mas a raposa retornou a seu raciocínio.
__ Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo... A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
__ Por favor... cativa-me! -disse ela.
__ Eu até gostaria -disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
__ A gente só conhece bem as coisas que cativou -disse a raposa. __ Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
__ O que é preciso fazer? -perguntou o pequeno príncipe.
__ É preciso ser paciente -respondeu a raposa. __ Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
__ Teria sido melhor se voltasses à mesma hora -disse a raposa. __ Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
__ Que é um "ritual"? -perguntou o principezinho.
__ É uma coisa muito esquecida também -disse a raposa. __ É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
__ Ah! Eu vou chorar.
__ A culpa é tua -disse o principezinho. __ Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
__ Quis -disse a raposa.
__ Mas tu vais chorar! -disse ele.
__ Vou - disse a raposa.
__ Então não terás ganho nada!
__ Terei, sim - disse a raposa __ por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
__ Vai rever as rosas. Assim, compreenderá que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
__ Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativaste ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
__ Sóis belas, mas vazias -continuou ele. __Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mas importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
__ Adeus... -disse ele.
__ Adeus -disse a raposa. __ Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
__ O essencial é invisível aos olhos -repetiu o principezinho, para não esquecer.
__ Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
__ Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... -repetiu ele, para não esquecer.
__ Os homens esqueceram essa verdade -disse ainda a raposa. __ Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
__ Eu sou responsável pela minha rosa... -repetiu o principezinho, para não esquecer.

Pecados Intimos

Dentro da típica vidinha dos subúrbios , um homem e uma mulher, duas almas insatisfeitas.
Ambos casados com outras pessoas, mas ao conhecerem-se por acaso (passeiam os filhos no mesmo parque infantil) ela sugere que ele a abrace para chocar as outras mães; criaturas fúteis e hipócritas que espreitam de longe. Ele a beija na boca.

Está plantada a semente da mudança.

É uma história de adultério e intimidade, de sonhos perdidos e vontades prementes. É um filme de fugas para a frente e fugas para trás, é um filme onde nem sempre as fugas chegam a decolar.

E o casal adúltero mencionado não é a única linha de vida seguida. Seguimos também o itinerário de um psicopata sexual que regressou após anos de internamento. Um policial que comanda uma milícia de bairro composta de pais preocupados, cujo passado não é tão cristalino que lhe permita atirar a primeira pedra. Ninguém se comporta como deveria, ninguém tem um armário sem esqueletos e fantasmas, ninguém está satisfeito ou tem o que quer.

“Pecados Íntimos” lembra “Beleza Americana” de Sam Mendes (escrito por Allan Ball, o mesmo de “Sete Palmos de Terra”) e “Happiness”, escrito e realizado por Todd Solondz. É a desilusão da realidade que mostra o que poderia ser mas não chega a ser.

A coragem de se insinuar da prancha mais alta da piscina é desmentida quando desce os degraus em vez de mergulhar.


Não cabem criticas porque as pessoas são assim mesmo. A vontade de ultrapassar os limites e sair da mesmice é tarefa árdua que poucos conseguem realizar por falta de coragem. A rotina, com o passar do tempo, acaba por se tornar um porto seguro de onde raramente zarpamos rumo ao mar.



O Pensamento Infantil


Quem se lembra de como explicava a maneira como via e entendia o mundo quando criança? Transcrevo alguns trechos sobre essa forma de "entender" alguns fenômenos.

"Este é o planeta e as estrelas. E estas são estrelas também. E o astronauta." Yolanda

"Tem uma Lua ajuntada (cheia) que parece uma bola e tem uma outra que é sem ajuntada." Yolanda

"Sem ajuntada é quando ela tá sumindo. Quando ela tá ajuntada é quando é meia-noite." Julia

"Aí, não é. Quando tá meia-noite, a gente tá dormindo. Então a Lua não tá ajuntada." Yolanda

A vida é tão rara...

Pare um pouco, ouça a música.

Deixe o tempo - sempre o bendito tempo - num cantinho e sinta o nó fluir. Que nó?

- Oras, aquele tipo de nó que todas as primeiras palpitações geradas por emoções que despertaram boas lembranças e algumas saudades fizeram o sanguem bombear mais rápido.

Lembra como eram?

Há quanto tempo você não deixa que emoções de "dar nó" no peito te abracem sem questionamentos?

Isso agora não vem ao caso, ouça e se leve pela música.

- Receba esta prenda.

Risos



risos, abracos, conversas
que foram desenhados no passado

Lágrimas ocultas


Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

Hugh Jackman





Falta o ar!

Não é preciso dizer mais nada!

Somos o Que Podemos Ser


Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Engenheiros do Hawaii