21 agosto, 2009
20 agosto, 2009
Panis et circences
- na minha opinião a melhor fase da interprete Marisa Monte. A música fluindo na expressão corporal. Impecável.
A letra e música dispensam c0mentários. É uma das melhores criações da MPB até hoje. Gosto não se discute e ponto.
05 agosto, 2009
O Pequeno Príncipe

Não é um livro para crianças, também não é um livro para se ler uma ou duas vezes. Piegas?
- Talvez...
Acontece que sempre releio esse livro, e já fazem 40 anos desde que o li pela primeira vez. Lembro-me perfeitamente do que me atraiu. Nada do que estava escrito, ao contrário, fiquei fascinada pelas ilustrações. Especialmente aquela em que ele é levado por pássaros viajando pelos planetas.
Depois comecei a entender as mensagens do livro, cada uma delas de forma diferente ao longo desses anos. De todos os personagens do livro, a Raposa sempre me encantou de forma singular.
Gosto de pensar em seus rituais e na forma como ela se cala, observa por longo tempo e finalmente verbaliza seu desejo de ser cativada... Por favor... cativa-me! Cativa-me!
Pecados Intimos
Ambos casados com outras pessoas, mas ao conhecerem-se por acaso (passeiam os filhos no mesmo parque infantil) ela sugere que ele a abrace para chocar as outras mães; criaturas fúteis e hipócritas que espreitam de longe. Ele a beija na boca.
Está plantada a semente da mudança.

É uma história de adultério e intimidade, de sonhos perdidos e vontades prementes. É um filme de fugas para a frente e fugas para trás, é um filme onde nem sempre as fugas chegam a decolar.
E o casal adúltero mencionado não é a única linha de vida seguida. Seguimos também o itinerário de um psicopata sexual que regressou após anos de internamento. Um policial que comanda uma milícia de bairro composta de pais preocupados, cujo passado não é tão cristalino que lhe permita atirar a primeira pedra. Ninguém se comporta como deveria, ninguém tem um armário sem esqueletos e fantasmas, ninguém está satisfeito ou tem o que quer.
“Pecados Íntimos” lembra “Beleza Americana” de Sam Mendes (escrito por Allan Ball, o mesmo de “Sete Palmos de Terra”) e “Happiness”, escrito e realizado por Todd Solondz. É a desilusão da realidade que mostra o que poderia ser mas não chega a ser.
A coragem de se insinuar da prancha mais alta da piscina é desmentida quando desce os degraus em vez de mergulhar.
Não cabem criticas porque as pessoas são assim mesmo. A vontade de ultrapassar os limites e sair da mesmice é tarefa árdua que poucos conseguem realizar por falta de coragem. A rotina, com o passar do tempo, acaba por se tornar um porto seguro de onde raramente zarpamos rumo ao mar.
O Pensamento Infantil
"Este é o planeta e as estrelas. E estas são estrelas também. E o astronauta." Yolanda
"Tem uma Lua ajuntada (cheia) que parece uma bola e tem uma outra que é sem ajuntada." Yolanda
"Sem ajuntada é quando ela tá sumindo. Quando ela tá ajuntada é quando é meia-noite." Julia
"Aí, não é. Quando tá meia-noite, a gente tá dormindo. Então a Lua não tá ajuntada." Yolanda
15 julho, 2009
A vida é tão rara...
Deixe o tempo - sempre o bendito tempo - num cantinho e sinta o nó fluir. Que nó?
- Oras, aquele tipo de nó que todas as primeiras palpitações geradas por emoções que despertaram boas lembranças e algumas saudades fizeram o sanguem bombear mais rápido.
Lembra como eram?
Há quanto tempo você não deixa que emoções de "dar nó" no peito te abracem sem questionamentos?
Isso agora não vem ao caso, ouça e se leve pela música.
- Receba esta prenda.
05 julho, 2009
Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Somos o Que Podemos Ser
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Engenheiros do Hawaii
Sentimentos
Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros.
Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem; ele então falou:
_ Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
Todos correram e pegaram seu barquinho, para irem a um morro bem alto. Só o amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais na ilha.
Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.
Estava passando a riqueza e ele disse:
- Riqueza, leve-me com você.
Ela respondeu:
- Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber.
Passou então a vaidade e ele pediu:
- Oh! Vaidade, leve-me com você.
- Não posso você vai sujar o meu barco.
Logo atrás vinha a tristeza.
- Tristeza, posso ir com você?
— Ah! Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou a alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Já desesperado, achando que ia ficar só, o amor começou a chorar.
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho.
- Sobe, amor que eu te levo.
O amor ficou tão radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando no morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou à sabedoria:
- Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe aqui?
Ela respondeu:
- O tempo.
- O tempo? Mas, por que só o tempo me trouxe aqui?
- Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.
