Fiz o melhor possivel dadas as condições do livro pois já vão umas 2 décadas nas costas e a tarefa de scanear página por página que acabam deixando uma pessoa tonta com tantos sorrisos não é fácil.
A propósito, o livro eu comprei para o meu Luis quando ele era um bebê. A diferença entre o sorriso dele (meu) e o do livro é que um se escreve com S (o meu) e o outro (o livro) com Z.
Também e principalmente, deixando esse sentimento de mãe possessiva, o sorriso do meu Luis sempre foi farto de amigos e sorrisos retribuindo a arte do sorriso fácil que ele conhece tão bem.
E quando ele é beijinho se chama "Pi"...
(mãe coruja é CHata com CH maiúsculo, pra não escrever Ph(oda)).
Nasceu em São Paulo (SP), dia 14 de setembro de 1980.Ana começou cantando na noite e foi descoberta mostrando a voz nos bares All of Jazz e Baretto, em São Paulo, quando o diretor artístico da Sony BMG foi prestigiá-la e logo partiram para as negociações. Carismática, a cantora é uma das musas recentes da MPB, sua interpretação é um dos atrativos durante os shows, formada em artes cênicas, Ana tem boa desenvoltura e cativa o público.Seu primeiro CD Amor e Caos foi lançado em novembro de 2007, sendo sete, das dez faixas do disco de autoria própria. Os arranjos ficaram por conta de Fabá Jimenez e Alexandre Fontanetti, parceiros de Ana nas composições. Além das autorais, três regravações foram escolhidas: “Coração vagabundo” de Caetano Veloso, “Super mulher”, de Jorge Mautner, que conta com a percussão de Naná Vasconcelos e “Rainy day women”, de Bob Dylan.Já antes do lançamento do disco, a música “Devolve moço” foi escolhida como uma das 50 melhores músicas de 2007, pela Revista Rolling Stones e a sua versão para “Coração vagabundo” é tema da novela Beleza Pura da Rede Globo e foi elogiada por nomes como Jorge Mautner, Nelson Motta e Chico Buarque.Em 2008, Ana foi finalista no prêmio Multishow, na categoria revelação junto com Vanguart, Diogo Nogueira, Scracho e o grupo Strike, ganhador do prêmio. Discografia:
Não, não sou eu, é alguém mais que sofre. Eu não teria podido. Panos negros de lã cubramO que se passou, E levem embora os lampiões................................Noite.
Ao voltar da "espairecida" recebi esta história, qualquer semelhança com o virtual é mera consequência.
Ah! O autor veio de férias lá da Patagônia. Ou fugido dos enroscos sentimentais. Vai saber.
O roteiro da nova prosopopéia fez a bruxa se esburrachar de rir.
Imaginem um Pinguim 100 juízo querendo fazer churrasco de bruxa. Num poooode!
"Pingüim diz:
Bruxa, Por onde vc anda? Que convenção das "Feiticeiras DasAméricas" é essa, que nunca termina?? Já estou ficando preocupado! Na realidade, pra ser sincero, pq os Pingüins são sempre sinceros, sinto sua falta, Anna Lee... Portugal, sem a sua presença "fingidora", é apenas...Portugal...não tem graça...
Carência minha, vc pode alegar, então, que seja! Mas, vc tem que voltar logo, pq vc tem um compromisso com essa minha carência de vc...
Reza a lenda, que uma bruxa que adquiri um Pingüim Gelado de geladeira, passa a ter uma ligação Narcisista, afetiva, Kármica com esse "enfeite"... Ele passa a ser um espelho apaixonado pra essa bruxa, sempre a elogiando, ovacionando, realizando prazerosamente a função de reflexo apaixonado, sem compromisso com a verdade, se ela não for, a verdade do Pingüim "Espelho"Gelado...
Vc quer um exemplo do que eu digo?? Pois bem: A bruxa da historinha da Branca de Neve e os Sete anões! O espelho, que era o, vamos dizer assim, ator coadjuvante, antes de ser espelho, ele era Pinguim de Geladeira, tbm!! A Bruxa o conquistou, aí ele, apaixonado, se entregou a esse
Pinguim diz:
Labor com imensa satisfação...Não quero que vc entenda isso como uma ameaça, mas, se vc relembrar a história, vc vai ver que a Bruxa passou a se "ferrar", "PHODER', quando o espelhinho Pinguim, não quis mais fazer o seu papel de reflexo enamorado, lembra??
Ninguém dá a ele, o Oscar de melhor ator auxiliar, mas, foi a partir da recusa dele, de continuar inebriando a Bruxa, que o conto infantil, deu um” Up “, vamos dizer assim! O cara, era "O CARA", agia nos bastidores, nas sombras, na "coxia"! Ele foi o grande "Manipulador", ele deu o pontapé inicial ao conto... Mas, e essa informação é extra-oficial, e muito confidencial, o que ninguém sabe, foi o motivo que levou oEspelho Pinguim a ter um "ataque de pelancas"...E, a partir de agora, Anna Lee, eu vou contar pra vc, o que gerou esse "drama", na vida da famigerada Bruxa.
Pinguim diz:
Parece mentira, eu sei, mas eles, o Pinguim Espelho, e A Bruxa Má, se conheceram numa sala de bate-papo, assim como aconteceu com a gente, lembra? Não me questione! Foi assim que eu fiquei sabendo, estou apenas retransmitindo o que me contaram! Bom...
Continuando: Não foi um encontro repleto de palavras amorosas, sentimentais, pelo menos por parte da Bruxa, pois o Pinguim era um carinha "bonachão", tranqüilo, sabe, mas a Feiticeira tinha uma personalidade difícil, conturbada... Diziam até que ela tava tomando anti-ansiolíticos e fazendo terapia, na época...
O Pinguim, de cara, se apaixonou por ela, mas não foi fácil ganhar a confiança da Bruxa... Elatinha esse problema de desconfiar até dos sapos, pernas de aranha, morcegos e afins, que faziam parte do cotidiano de qualquer feiticeira ainda na "ativa", e olha que esses sereszinhos são típicos animais de estimação das delas...Sendo assim, vc pode supor o que o Pinguim não penou pra ser incluído no rol de "ANIMAIS V.I.Ps" da Bruxa!! Pinguim não são bons pra esse tipo de relação, eles não têm a química necessária, não dão,
Pinguim diz:
podemos dizer assim, "liga", entendeu?
Pinguim diz:
Graças à tenacidade do cara, a relação fluiu... A paixão foi crescendo entre eles, e naturalmente, o Pinguim entrou num processo de mutação, transformando-se em um Espelho, pra refletir toda a beleza da Bruxa... Essa mutação, não foi um feitiço engendrado pela Bruxa, mas foi uma conseqüência natural, de um relacionamento apaixonado e atípico...Eles tiveram que vencer muitas barreiras, muitos preconceitos...
Formam um casal de vanguarda, revolucionário... Eles eram felizes, sabia? Ela quase foi expulsa do conselho Mundial das Bruxas, e ele foi renegado pelo "bando", mas nada disso fez com que os dois se separassem...Passaram por altos e baixos, mas sempre juntos, e apaixonados!
Pinguim diz:
Mas, como felicidade não dura pra sempre, a Bruxa vacilou com o Pinguim espelho... Começou a deixar o pobre relegado a função de um objeto inanimado, sem sentimentos, sem importância... Espezinhava, desprezava, bloqueava o MSN dele; quando ia viajar, ia sempre sem ele, de uns tempos pra cá...Ele tava ficando muito deprimido pelo fato do esquecimento da Bruxa... A mágoa foi crescendo, foi virando raiva, ele passou a sentir ciúmes, desconfiança, pelo fato dela tá sempre indo pra congressos, aonde ele não podia entrar... A coisa ficou feia! Ela, sem perceber, tava contraindo um Karma ruim com o Pinguim! Ele encasquetou que ela tava traindo ele com outro! A partir de momento, a sorte da Bruxa mudou terrivelmente! Ele, passou a querer destruí-la, deliberadamente! O Pinguim era um cara de extremos, completamente passional!!! Ele precisaria ter feito terapia, tbm!! Continuando o meu relato:
Pinguim diz:
Ele, pra se vingar, começou a arquitetar sua vendeta, sua desforra! Pegou ela, por um lado que ele sabia ser o calcanhar-de-Aquiles dela, qual seja: A vaidade exarcebada! O Narcisismo a flor da pele! Ela gastava horas manipulando essências, poções com o intuito de conseguir cremes de rejuvenescimento, pra manter-se sempre jovem e bonita a pele, ninguém acreditava na idade que ela tinha! Se não me engano, ela foi Dona/fundadora daAVON...
Pinguim diz:
Não vou me estender mais, vou passar pra vc, o momento em que a desgraça se abateu sobre a Bruxa, ok? Tudo começou quando ela, retornando de mais uma de suas viagens, foi procurar o Pinguim Espelho, e nem lhe deu um beijinho, um abraço, um "oi" sequer, e foi logo perguntando: "Espelho Pinguim meu, Espelho Pinguim meu: Tem alguém no mundo mais bonita, gostosa, sarada, vitaminada, mulher de negócios, Bruxa e sexy, mais bonita do que eu ??
Pinguim diz:
O cara viu ali,a chance de encetar o seu "Plano gelado e diabólico"... Envolveu a Pobre Branca de Neve na confusão, na briga de casal dele com a Bruxa, enfim, daí pra frente, vc sabe o que aconteceu, né? Não vou discutir aki,os aspectos jurídicos do divórcio, no caso, litigioso, pois o Pinguim não facilitou nem nessa hora a vida da Bruxa... Corria a boca miúda, que ele, pra aceitar a separação, levou um castelo, uma vassoura top de linha, e a criação para exportação, de Morcegos raros, que ela tinha, e que valia uma grana preta!!
Pinguim diz:
Essa lenda, é bem emblemática, e eu espero que vc se conscientes de que vc precisa dar mais atenção a Seu Pinguim Gelado, vc precisa voltar logo!! Bjos, minha Bruxa! "
“De todos os lugares do corpo que o beijo visita, geralmente o mais cantado ainda é a boca, talvez porque a carne enfim nela aflore como em si mesma, vermelha, redonda, desejável, e que ela se abra nesse ponto, como um fruto, ao meio” (Cahen, 1998).
O Beijo, 188-1889. Auguste Rodin, Museu Rodin.
Ao mencionarmos o beijo, a primeira coisa que geralmente vem à mente é o beijo dos apaixonados. Há, porém, vários tipos de beijos com seus respectivos significados. Os beijos podem ser eróticos, carinhosos, voluptosos, falsos, protocolares, sagrados, narcísicos, ou até desconhecidos em algumas culturas.
O beijo está presente em momentos marcantes da história, das artes e da literatura, como o sopro divino de Deus em Adão, o beijo de Judas em Cristo, o beijo de Drácula e os beijos dos contos de fadas. Sua origem é desconhecida, mas é aceita uma teoria evolucionista de que o beijo tenha raízes no ato das mães alimentarem os filhos boca a boca na pré-história. Por sua vez, para a Psicologia, o beijo pode estar relacionado ao ato da criança sugar o seio da mãe.
Na Bíblia, o Cântico dos Cânticos mencionava o erotismo do beijo, mostrando que não é dos tempos atuais o significado dos beijos apaixonados. Veja-se este trecho:
“Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho...Os teus lábios, noiva minha, destilam mel! Mel e leite se acham debaixo da tua língua...” (4, 10-11).
O Beijo, 1892. Edvard Munch, Museu de Arte Moderna.
O beijo na boca não poderia ser explicado apenas levando em consideração a estética, pois ele está associado também a sua própria história. Não se sabe ao certo sua origem, mas as referências mais antigas datam de 2.500 a.C., registradas nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia.
Afresco em parede de templo em Khajuraho, Índia.
Afresco de Shiva, Índia.
Em algumas culturas o beijo na boca não apresenta nenhuma malícia. Nos EUA, é comum as mães beijarem seus filhos nos lábios. Os homens persas também trocavam beijos na boca, mas somente entre os que pertenciam à mesma classe social. Se um dos homens fosse considerado inferior, o beijo deveria ser dado no rosto. Da mesma forma, entre os romanos era permitido que os nobres mais influentes beijassem-se nos lábios, enquanto os menos influentes deveriam beijar as mãos.
Fragmento de pintura em jarro grego, 520 a.C., Museu do Louvre.
Desde à Antigüidade, o beijo poderia ser encontrado sem significado de sexo entre pais, filhos e amigos, por demonstrar grande respeito, afeto, amizade e perdão. Os gregos são um exemplo disso, pois permitiam até a metade do século IV a.C. beijos na boca entre pais e filhos, irmãos e amigos; porém, essa prática não era realizada com intuito de saudação entre aqueles que não fossem próximos. Fora das convenções sociais ou das efusões entre parentes ou amigos queridos, o beijo conheceu na Grécia o favor dos amantes do mesmo sexo.
Terracota do séc. I d.C, de origem romana. Museu Britânico de Arte.
Em Mégara, no templo de Teócrito (século III a.C.), desenvolveu-se um concurso de beijos reservado aos homens. Aquele que imprimisse os lábios o mais suavemente sobre os do juiz voltava para casa “carregado de coroas”. O concurso ocorria na tumba de Diocles, guerreiro que havia protegido seu amado durante uma batalha, cobrindo-o com seu escudo, e dando a vida para salvá-lo. Os beijos desses homens imortalizavam a bravura do herói, recompensando-o postumamente.
No período da Renascença, o beijo na boca era tido como uma saudação. Na Inglaterra era comum o visitante beijar na boca o anfitrião, sua esposa, filhos, e até mesmo, cachorro ou gato. Na Rússia, o beijo do Czar era considerado como uma das mais altas formas de reconhecimento.
No século XV, enquanto os nobres franceses pudessem beijar qualquer mulher que desejassem, os italianos deveriam se casar com aquela mulher que beijaram em público. Na Escócia, era comum os padres beijarem os lábios da noiva no final do casamento, pois essa benção simbolizava a felicidade conjugal. Durante a festa de casamento, as noivas circulavam entre os convidados e beijavam na boca todos os homens, que em troca lhes davam algum dinheiro.
Foi a partir do Renascimento que o beijo perdeu sua função oficial e sagrada. O beijo que antes era tido como um ato de paz entre os fiéis e o clérigo, passou a ter conotação erótica. Atualmente, os fiéis católicos partilham a paz com um aperto de mão. Os únicos beijos sagrados ainda praticados são os do sacerdote durante os atos litúrgicos.
O beijo erótico é comum na cultura ocidental, árabe e hindu. Em algumas sociedades, o beijo é totalmente desconhecido, como entre os Somali, Cewa, Lepcha e Sirionó. Em outras, o beijo é repugnante, como no caso dos Tongas, do sul da África. Estes consideram os contatos boca-a-boca revoltantes, devido à possibilidade de troca de saliva.
O Beijo, 1916. Constantin Brancusi. Museu de Arte da Filadélfia.
Na linguagem dos esquimós, a palavra beijo significa cheirar, por isso, eles esfregam os narizes. Além deles, os Talmi, Ulithi e Trobriandeses praticam o gesto de roçar os narizes. No nordeste brasileiro, o beijo também tem essa conotação de cheiro.
Na cultura árabe, o clássico da literatura erótica O Jardim Perfumado, instrui que
"O beijo deve ser sonoro. Seu som, rápido e prolongado, se eleva pelo movimento da língua e a borda úmida do paladar, produzido pelo movimento da língua na boca e o da saliva provocado pela sucção. Um beijo dado na superfície dos lábios e acompanhado por um som como o que fazemos para chamar um gato, não dá nenhum prazer. Esse beijo é bom para as crianças ou quando é dado nas mãos. O beijo descrito antes, e que acompanha a cópula, provoca uma voluptuosidade deliciosa.”
Um outro tipo de beijo erótico é o beijo olfativo ou beijo-cheiro, em que o nariz é colocado próximo ao do parceiro e então se respira fortemente. Este era um dos beijos que os egípcios usavam na Antigüidade.
Fontes: GREGERSEN, Edgar. Práticas Sexuais: a história da sexualidade humana. São Paulo: Roca, 1983. CAHEN, Gérald (coord). O Beijo. São Paulo: Mandarim, 1998. DUARTE, Marcelo; BOUER, Jairo. O Guia dos Curiosos: Sexo. São Paulo: Cia das Letras, 2001.
O chinês Lao-Tzu filosofou no século 2:“Palavras em demasia se esgotam. Melhor é guardar o que está no coração”. Tamanha sabedoria, entretanto, parece ter perdido um pouco de seu sentido para nós, ocidentais. Desaprendemos o valor do silêncio e fazemos de tudo para preenchê-lo – nem que seja com discursos vazios.Ter discernimento ao falar e aprender a calar são,mais que uma meta, um caminho para a paz interior.
Uma paixão que mudou o curso da história A relação proibida do triúnviro romano Marco Antônio com Cleópatra,marcada por festas suntuosas, desencadeou uma guerra civil com milhares de mortos.
Uma das mais famosas mulheres da História, Cleópatra VII, que viveu de 68 a.C. a 30 a.C., foi o último "faraó" do Egito. Apesar de ser descrita como uma sedutora, Cleópatra era muito religiosa e chegou a iniciar os estudos para ser sacerdotisa.
Sabia Matemática e falava muito bem nove línguas, além de ser boa governante e muito popular entre o seu povo. Casou com o seu irmão mais novo, Ptolomeu, e tornou-se a amante do general romano Júlio César. Depois da morte deste, outro general romano, Marco Antônio, partiu para o Egito para consolidar o poder de Roma.
Os dois se apaixonaram esse romance escandalizou toda a sociedade romana, além de causar preocupação aos seus políticos que temiam perder poder que tinham sobre o Egito. No entanto, Marco António e Cleópatra casaram-se e planejaram a conquista de Roma. No ano 31 a.C., o general romano Octávio destruiu as forças militares do casal na batalha do Actium.
Na noite que precedeu a morte de Marco Antônio, os clamores de uma multidão em regozijo e os sons harmoniosos de instrumentos de música espalharam-se por Alexandria. Essa multidão invisível atravessava a cidade e o barulho se estendia de ponta a ponta. "É o sinal", comentavam os alexandrinos, "de que Dioniso abandonou Marco Antônio, que sempre quis se assemelhar a ele."
Pela manhã, Cleópatra refugiou-se com duas de suas amas no mausoléu. Ordenou que trancassem a porta e dissessem a Marco Antônio que se matara. O general entendeu que ele também devia morrer. Atingiu o ventre, mas não faleceu de imediato. Neste momento, chegou o secretário de Cleópatra anunciando que ela continuava em vida. Marco Antônio, agonizante, pediu para ser levado ao mausoléu. "Cleópatra apareceu à janela", contou um servo, "mas não conseguiu abrir a porta. Pela janela, desceu uma corda à qual amarramos Marco Antônio. As três mulheres, puxando a corda com as mãos, alçaram com muita dificuldade nosso general moribundo e coberto de sangue."
Cleópatra recebeu-o e, estendendo-o ao solo, rasgou suas roupas, arranhou seu peito e suas faces, abraçou o moribundo chamando-o de seu senhor, seu esposo e seu imperador. Marco Antônio pediu uma taça de vinho, bebeu e, num último suspiro, aconselhou a Cleópatra que salvasse sua vida se pudesse fazê-lo de maneira honrada.
Otávio, imediatamente informado da morte de Marco Antônio, temia que Cleópatra ateasse fogo ao mausoléu. Queria-a viva para carregá-la em triunfo a Roma. Dois de seus amigos, Proculeio e Galo, foram encarregados de fazê-la sair da sepultura. Enquanto Galo encetava as conversações, Proculeio empurrava uma escada contra o muro, entrando na torre pela janela. Cleópatra foi trancafiada no palácio sob a guarda de um liberto de Otávio. Pálida, magra, o rosto e o peito feridos, febril com a infecção dos ferimentos que infligira a si mesma, a rainha do Egito não era mais que sua sombra quando Otávio decidiu-se a visitá-la. Uma última vez, Cleópatra tentou seduzir um general romano. Em vão. Informada de que preparavam o navio que devia conduzi-la a Roma com os filhos, pediu para voltar ao mausoléu. Trouxeram-lhe uma refeição suntuosa e depois ela trancou-se com as duas amas. Numa mensagem, pediu a Otávio para ser enterrada junto com Marco Antônio. Compreendendo o que se passara, Otávio enviou a guarda em toda diligência. Tarde demais: Cleópatra estava morta.
Entre aqueles que primeiro entraram na tumba, estava Olympos, médico particular de Cleópatra: "Eu sabia", confiou, "que já há várias semanas nossa rainha decidira morrer. Em minha presença, testou, nos condenados à morte, várias espécies de veneno. Queria encontrar aquele capaz de provocar uma morte rápida, suave e sem alteração do corpo. Quando entrei no mausoléu, ela repousava sobre um leito de ouro, vestida com seus hábitos reais e carregando nas mãos as insígnias de poder macedônias e egípcias. A seus pés, Iras, a cabeleireira, expirava, e Charmion arranjava o diadema de sua senhora antes de morrer ela também. Não pude determinar a causa do falecimento das três mulheres, mas vi no braço de Cleópatra duas pequenas picadas. Sabia que a rainha sempre levava no cabelo um alfinete contendo veneno. Pensei também na mordida de uma víbora. Com efeito, um guarda me contou que, durante a refeição, um camponês veio trazer à rainha uma cesta de figos que podiam, talvez, ocultar uma serpente. Mas eu não encontrei nesse local hermeticamente fechado nem alfinete de cabelo nem víbora alguma".
Cleópatra tinha 39 anos quando escolheu ir ao encontro do amado na morte. Compungido com sua fidelidade, Otávio autorizou seu enterro junto a Marco Antônio no mausoléu real. Uma só sepultura reuniu para a eternidade esses dois terríveis amantes, cujo romance transformou o curso da história do mundo romano.
Imagem: Morte de Cleópatra, 1881 Quadro de Juan Lura (1857-1899), pintor filipino