29 abril, 2007

Ao querido Gold

Pra você...

beijo babão
beijo da Isolda bruxa
beijo da Deusa do Brejo
beijo da Niña
beijo da Capitu*
beijo do gato
beijo da gata
beijo da Lee*
beijo da Patativa
E eu de presente









Afinal, hoje é seu aniversário,
pra você meus melhores votos de
um Feliz Aniversário!

28 abril, 2007

Colcha de músicas


































Alguns compositores são lembrados por uma determinada composição de sua autoria que marcou época, e, apesar de terem em seu currículo musical composições de peso, será sempre “aquela música” o seu código genético.

Outros compositores serão lembrados pelo conjunto da obra e por conseguirem emplacar sucessos de público e critica em todas as épocas durante o processo criativo e produtivo de suas composições.

Não vamos esquecer de mencionar os interpretes que, apesar de não serem os “progenitores” de letras e músicas, são as vozes que dão alma as canções que interpretam. Alguns são insuperáveis e as marcas que deixam nas canções são como impressões digitais e acabamos por não dissociar a música de quem lhe emprestou a voz.

Com as bandas a coisa complica, e a melhor forma de explicar o porque de tanta complicação é exemplificar o que quero dizer.
As composições Lucy In The Sky With Diamonds de John Lennon, Beautiful Day de Bono Vox e the Edge, são sempre lembradas como músicas do Beatles e U2..
Em terras tupiniquins , Balada do Louco de Arnaldo Baptista e Rita Lee, e a Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda do Hyldon foram um dos maiores sucessos dos Mutantes e Kid Abelha.
E para quem não sabe, Hyldon tem “apenas” no currículo As Dores do Mundo e Amor Secreto entre outros sucessos que emplacaram e é considerado, ao lado de Tim e de Cassiano, um dos principais representantes da soul music brasileira.

Sem mais lengalenga e delongas, senão vai faltar assunto para mais tarde, o que vou tentar registrar aqui é a história dessas músicas e seus protagonistas que marcaram época , das músicas que marcaram as minhas “épocas”, e falar de música, música, música...

Bem, como preferência musical é algo muito pessoal não sei se conseguirei ser imparcial, mas vou tentar e até me esforçar para falar de músicas que não são “meu estilo” e nem fazem a minha cabeça, até porque, como diz o ditado: desta e daquela (isso eu inclui) água não beberei,- não sou eu que vou dizer que esta ou aquela música eu nunca vou cantarolar.

Afinal, o coração pulsa, pulsa e tem ritmos e acordes que até o bom senso desconhece quando a razão enlouquece....

25 abril, 2007

Capitu, olhos de cigana...

Capitu (nome inspirado na personagem de Machado de Assis no romance Dom Casmurro) é um babuíno-sagrado fêmea que vive numa ilha com o seu marido Otelo (também um babuíno, cujo nome se deve à personagem de Shakespeare que mata a mulher por ciúmes).
Em frente ao casal, separado por um lago de oito metros de largura, mora Eliseu, um macaco viúvo (seu nome não foi tirado de nenhuma obra literária).

Depois de alguns anos de vida em comum, Capitu gera e dá à luz a um bebê macho que foi "batizado" com o nome de Tadeuzinho, mas nem tudo são flores na vida do casal.

Capitu, talvez cansada da monotonia que os tempos de paz e harmonia lhe trouxeram, Capitu decidiu consolar a viuvez de Eliseu e começou a trair Otelo.

Uma paixão que desafiou o perigo. Capitu, deixou para trás o terrível medo de água, os babuínos têm pavor de água e detestam ter de atravessá-la, para encontrar-se com Eliseu, o grande amor. Por muitas vezes nadava corajosamente até a ilha onde morava aquele babuíno-verde que mexia com seu coração. Na volta, enfrentava a raiva do marido Otelo, que ficava em casa cuidando do filho Tadeuzinho.

Sem cerimônia, depois de agradar o marido, ela costumava atravessar o lago e se mandar para os braços do amante. Tudo sob as vistas de Otelo. Para Capitu fazer isso, é porque o seu desejo era muito grande e mais forte que sua natureza.
Estava formado o triângulo amoroso no Zoológico de Brasília que virou notícia em todo o país. Curiosos se juntavam para acompanhar a novela...

O amor entre Capitu continuou durante muito tempo, mesmo sob os olhos de um Otelo que, com o passar do tempo, foram se enchendo de resignação.
Seu amor por Capitu, dos "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" ou "olhos de ressaca", superou a dor da traição e manteve a esperança de que um dia ela abandonaria de vez o amante e voltaria a devotar a fidelidade incondicional com a qual Otelo tanto sonhava.

A direção do zoológico, na época, comprou mais dois babuínos fêmeas, uma para pôr fim ao constrangimento de Otelo, uma aplacando a solidão de Eliseu e a outra para fazer par com Tadeuzinho, o caso de amor continuou durante algum tempo até que Capitu, do nada e sem motivo aparente já que as outras fêmeas em momento algum foram empecilho para que o affair continuasse, parou de atravessar o lago para encontrar-se com seu amor.

Sorte de Otelo, azar de Eliseu, este além de não demonstrar interesse algum pela nova parceira, começou a definhar. Mal se alimentava, vivia triste num canto, começou a ter problemas de saúde até que uma pneumonia acabou por matá-lo, tal era a debilitação de seu organismo.

Há pouco mais de um mês Capitu também viu um ataque de coração matar o marido Otelo.
Assim, a companhia da macaca na ilha se resumiu à presença de duas filhas.
O pai das crianças pode ter sido qualquer um deles, o último a nascer foi Hamlet e até onde acompanhei a história, as atenções de Capitu eram para ele e iria demorar um pouco para que ela voltasse a “pensar” em iniciar um novo relacionamento...

25 de Portugal




1/2 Soneto da Revolução


De repente do pranto fez-se o riso

E das bocas unidas fez-se o canto
E das mãos espalmadas fez-se a história
De repente da calma fez-se a coragem
Que do passado tirou sua última mordaça
E da paixão fez-se coração
E do momento esperado

Fez-se a liberdade


De repente, porque já era tempo
Fez-se de feliz o que se fez livre ...


Emprestei uns versos de Vinicius de Moraes para comemorar o 25 de Abril, um momento histórico que pude acompanhar de perto sem medos e com muita alegria.

Uma lição de vida que só o povo que se compromete de corpo e alma com seu país é capaz de nos dar...

22 abril, 2007

Aurora



Aquarela



Aquarela
Toquinho

Composição: Toquinho/Vinicius de Moraes

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul

Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
e se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar

Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)

A bailarina