21 março, 2012

Cazuza


Filho do produtor fonográfico João Araújo e da dona-de-casa Maria Lúcia Araújo, Cazuza sempre teve contato com a música, influenciado desde pequeno pelos fortes valores da música brasileira, ele tinha preferência pelas músicas dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, e Maysa. Começou a escrever letras e poemas por volta de 1965.

Em 1980 trabalhou com o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Lá, foi observado pelo então novato cantor/compositor Léo Jaime que o apresentou a uma banda de rock que procurava por um vocalista, o Barão Vermelho. Com o Barão Vermelho, Cazuza iniciou sua carreira de cantor.




Em 1985, Cazuza se apresentou no Rock in Rio com o Barão Vermelho. Nesse período Caetano Veloso declarou que Cazuza era o grande poeta de sua geração. Foi nesse mesmo ano que Cazuza foi infectado pelo vírus da AIDS, precipitando seu desejo em deixar a banda a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musicalmente e poeticamente.

Contrariando a sensação de fracasso que sempre acompanham artistas que abandonam suas bandas de origem para um carreia solo, Cazuza surpreende em seus álbuns solo, dos quais os sucessos de maior repercussão no público foram, sem dúvida, "Exagerado", "O tempo não pára" e "Ideologia".

A sua luta contra o HIV que veio de seu estilo de vida conturbado, trouxe o fantasma da morte para perto dele. Cazuza gravou diversas músicas quando já estava quase impossibilitado pelas complicações da doença. Ele foi o primeiro artista brasileiro a declarar publicamente ser soropositivo.

Seu último disco foi Burguesia (1989), gravado com o cantor numa cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia vendeu 250 mil cópias. Cazuza recebeu o Prêmio Sharp póstumo de melhor música com "Cobaias de Deus".

No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. No seu enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. Sobre seu túmulo está inscrito o epitáfio: "O Tempo Não Pára".

Em apenas 8 anos de carreira, Cazuza deixou 222 músicas gravadas, mais 60 inéditas, 34 para outros interpretes. Após a morte de Cazuza, seus pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza em 1990. A Sociedade Viva Cazuza tem como intenção proporcionar uma vida melhor à crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer.

Álbuns carreira solo
1985 - Exagerado
1987 - Só Se For A Dois
1988 - Ideologia
1988 - O Tempo Não Pára (ao vivo)
1989 - Burguesia
1991 - Por Aí (póstumo)
2005 - O Poeta Está Vivo - Ao Vivo no Teatro Ipanema em 1987 (póstumo)

Álbuns com o Barão Vermelho
1982 - Barão Vermelho
1983 - Barão Vermelho 2
1984 - Tema do filme Bete Balanço (Compacto)
1984 - Maior Abandonado
1992 - Barão Vermelho Ao Vivo (No "Rock In Rio I")



12 março, 2012

Casa Arrumada


Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drumond de Andrade

04 março, 2012

Pablo Neruda

Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ...

Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ...

Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ...

São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada ...

Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos ...

Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas .Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo ...

Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas...

Por onde passavam a terra ficava arrasada...

Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma.

Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro...

Levaram tudo e nos deixaram tudo...

Deixaram-nos as palavras.

28 janeiro, 2012

Hoje é assim que sinto


"Como tirar a própria roupa num dia de frio, ou derramar vinagre numa ferida, é cantar com o coração entristecido"(Provérbios 25:20).

23 janeiro, 2012

Corridinho


Também ando assim, querendo ir para longe dos lugares e das pessoas que julguei me fariam feliz. Tudo o que vejo me mostra um buraco, só enxergo o que não está ali. Calada como quando se deve estar calada, hoje a única poesia que me serve é a poesia seca e altiva de Adélia Prado.
Fica registrada aqui por nos sentirmos tão iguais.
Corridinho -
A.Prado
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelâ.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.

Cássia Eller


Nascida no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1962 e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 2001

Cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa, caracterizou-se por sua voz grave e pelo seu ecletismo musical. Interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Beatles e Nirvana.

Teve uma trajetória musical bastante variada, porém curta, em torno de dez álbuns próprios no decorrer de 12 anos de carreira. Com uma presença de palco bastante intensa, Cássia Eller assumia a sua preferência por álbuns gravados ao vivo e era constantemente convidada para participações especiais e interpretações encomendadas.

Outra característica importante é o fato de ela ter composto apenas duas canções das que gravou — “Eles” e “O marginal” —, ou seja, intérprete declarada. Vale lembrar que ela chegou a gravar dois álbuns em homenagem a Cazuza, sendo um deles apenas com músicas dele e o outro com a maioria.

Homossexual, morava com sua parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco. Teve grandes problemas com álcool e drogas. Faleceu em 29 de dezembro de 2001 por parada cardiorrespiratória, possivelmente decorrente de estresse. A hipótese de overdose como causa de sua morte, apontada inicialmente, foi descartada pelos laudos periciais do IML do Rio de Janeiro. Foi apontada então morte por erro médico, mas o inquérito foi arquivado pelo Ministério Público.
Referência: Wikipédia

Discografia:
1990 Cássia Eller
1992 O Marginal
1994 Cássia Eller
1996 Cássia Eller Ao Vivo
1997 Veneno AntiMonotonia
1998 Veneno Vivo
1999 Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo
2001 Acústico MTV
2002 Dez de Dezembro (Póstumo)
2006 Rock In Rio Ao Vivo




14 janeiro, 2012

Bruxinha e as maldades de Sorumbática



Bruxinha e Baixinho, que moram num casarão com suas três tias. Naná, uma de suas tias contou-lhes que hoje era o dia da Noite da Maldade e que nessa noite as bruxas malvadas, comandadas pela bruxa Sorumbática, saíam para a rua e cometiam as maiores crueldades.

Ao anoitecer, Sorumbática consegue entrar no casarão, transforma as tias em estátuas e rouba o cristal azul da sorte de Naná. Bruxinha e Baixinho estavam escondidos e nada sofreram e agora precisavam arrumar um jeito de desfazer aquele terrível feitiço.

Bruxinha e Baixinho descobrem que o único que poderia ajudá-los era Drauf, um sábio gnomo, que morava na floresta. Bruxinha cheia de coragem pega sua varinha e eles saem em direção à floresta. Depois de passarem por diversos perigos conseguem, enfim, encontrar o gnomo e pedir-lhe ajuda. O gnomo diz a eles, que deveriam ir até o castelo de Sorumbática, pois a única forma de desfazer o feitiço era pegar de volta o cristal azul da sorte que estava com ela

Quando chegam ao castelo se deparam com um dragão enorme e muito mal-humorado, pois estava há mil anos sem dormir. Então Baixinho lembra-se dos conselhos do gnomo e começam a cantar uma cantiga de ninar e o dragão pega no sono.

Ao entrarem no castelo, encontram sete bruxas que começam a cantarolar charadas e ameaçam jogá-los no caldeirão, se eles não souberem as respostas. Após pensarem, com inteligência e sabedoria, conseguem decifrar as setes charadas e, anotando-as em um pedaço de papel, mostram as respostas e as bruxas vão embora

De repente, a sala escurece e se ouve uma gargalhada terrível: era Sorumbática. Bruxinha e Baixinho lembram-se então do segundo conselho que o gnomo lhes deu e mostram o papel com as respostas das charadas e como as bruxas podem ver no escuro Sorumbática lê o papel e desmaia. Os dois, mais que depressa pegam o cristal e saem correndo, pois ao nascer do sol, as tias virariam geléia. Lembram-se então do terceiro conselho e ao verem Xispi, o coelho mais veloz da floresta, pegam uma carona e conseguem chegar em casa antes do nascer do sol

Bruxinha coloca o cristal no pescoço de sua tia e o feitiço se desfaz. Todos se abraçam muito.
E Sorumbática até hoje não se lembra de nada que aconteceu

E no papel? O que estava escrito que fez com que Sorumbática desmaiasse? NÓS AMAMOS SORUMBÁTICA, ELA É MUITO LEGAL. As bruxas são assim mesmo: quando ouvem palavras de carinho e amor, não sabem o que fazer e então desmaiam.

"BRUXINHA E AS MALDADES DE SORUMBÁTICA
Eva Funari

06 janeiro, 2012

O Piano






Na época vitoriana, quando a Nova Zelândia estava há pouco tempo sendo colonizada, para lá se muda Ada McGrath (Holly Hunter), um mulher que quando tinha seis anos de idade resolveu parar de falar. Ela vai na companhia de sua filha, Flora (Anna Paquin). O motivo de ter ido para lá é que Ada se casou com Stewart (Sam Neill) em um casamento arranjado, já que ela nem conhecia seu noivo.








Ada imediatamente antipatiza com Stewart quando ele se recusa a transportar seu amado piano. Stewart negocia o instrumento e o passa para George Baines (Harvey Keitel), um administrador da região. Atraído por Ada, Baines concorda em devolver o piano em troca de algumas lições no instrumento, que Ada daria para ele. Mas estas "aulas" se tornam encontros sexuais cada vez mais intensos, onde Baines pagava Ada com uma ou mais teclas do piano, sendo que o pagamento estava relacionado à intensidade de intimidade proporcionada. Porém, logo esta situação sai do controle, gerando trágicas conseqüências.O Piano 2010-05-22 Francisco Título original: (The Piano)

Lançamento: 1993 (Nova Zelândia)

Direção: Jane Campion

Atores: Holly Hunter, Harvey Keitel, Sam Neill, Anna Paquin.

Duração: 121 min

Gênero: Drama

02 janeiro, 2012

O segredo



Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela….

Um dia nós percebemos que as mulheres tem instinto “caçador” e fazem qualquer homem sofrer…

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável…

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples…

Um dia percebemos que o comum não nos atrai…

Um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom…

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você…

Um dia saberemos a importância da frase:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas…”

Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso…

Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí­ já é tarde demais…

Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito naquele momento.

Não existe hora certa para dizer o que sentimos se quem estiver te ouvindo não te compreender, não te merecer…

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras…

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

“Cada um que passa em nossa vida passa só, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram por acaso…”

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas…
É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Mário Quintana

30 dezembro, 2011

Brincar de Casinha



Quando era pequena uma das brincadeiras preferidas das meninas era brincar de casinha, nãoa minha favorita mas era muito bom.



A diversão era a cozinha da tal casinha, não sei porque não chamavam de brincar de comidinha, fazia mais sentido.



Uma beleza! Nós "comiamos" de tudo que era feito. Simulavamos algumas briguinhas, tal e qual acontecia em cada casa, mas tudo era resolvido sem grandes problemas e sem a interferência de um "pai", pois esse sempre estava no trabalho. Afinal os meninos estavam sempre disputando uma "pelada" no campinho de várzea que ficava próximo.



E pensar que o tal "campinho" virou uma praça por onde passam milhares de pessoas todos os dias que trafegam pelos luxuosos escritórios que al foram erguidos nos últimos anos.



Aquela brincadeira inocente de criança virou realidade e não é nada fácil brincar de casinha de verdade!

Tem alguém querendo jogar queimada,brincar de pique-esconde ou pega-pega?

A bailarina