14 junho, 2009
13 junho, 2009
Brookends
Chagall, Marc
O estilo romântico e alegórico é típico de Marc Chagall. As suas obras são visões místicas e sonhadoras, repletas de símbolos e referências à educação judaica tradicional que Chagall recebeu na Rússia. A natureza da grande maioria das suas obras é indefenível, enigmática, remetendo para o mundo dos sonhos e do subconsciente. Tendo vivido em Paris entre 1910 e 1914, foi inicialmente inflenciado pelo Cubismo, mas manteve um estilo único, desafiando a categorização da sua obra em qualquer movimento artístico. Foi um artista incrivelmente prolífero e talentoso, produzindo vitrais, mosaicos, tapecarias e cenários, além sa sua extensa obra de pintura. Marc Chagall nasceu em Vitebsk (RUS) em 1887 e morreu em Saint Paul de Vence (FR) em 1985.

Russian Village under the Moon, 1911
Oil on canvas
Bayerische Staatsgemäldesammlungen, Munich, Germany

The Betrothed - 1911
Oil on canvas
18 x 15 inches
The Pierre and Maria-Gaetana Matisse Collection, 2002
Metropolitan Museum of Art, New York

The Poet with the Birds - 1911
Oil on canvas
28 3/4 x 39 1/4 inches
Minneapolis Institute of Arts, Minnesota

Paris Through the Window - 1913
Oil on canvas
53 1/2 x 55 3/4 inches
Solomon R. Guggenheim Museum, New York

The Flying Carriage, 1913
Oil on canvas
Guggenheim Museum, New York

Birthday - 1915
Oil on cardboard
31 3/4 x 39 1/4 inches
Museum of Modern Art, New York

The Promenade, 1917
Oil on canvas
State Russian Museum,St. Petersburgo, Russia

Homage to Gogol, 1917
Watercolor on paper
39.4 x 50.2 cm
The Museum of Modern Art, New York City

Lovers with Flowers, 1927
Oil on canvas
The Israel Museum, Jerusalem. Israel

The Woman and the Roses - 1929
Oil on canvas
Museum of Fine Arts, Houston, Texas

Nude over Vitebsk, 1933
Oil on canvas
Private collection

The Vision 1924-5/circa 1937
Etching, aquatint, gouache and pastel on papersupport
368 x 267 mm
Tate Gallery, London

The Bride and Groom of the Eiffel Tower, 1938-1939
OIl on canvas
Centre Georges Pompidou, Paris, France

The Three Candles, 1938-1940
Oil on canvas
Private cllection

Madonna of the Village, 1938-1942
Oil on canvas
Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid

Songe d'une Nuit d'Eté, 1939
Oil on canvas
117 x 89 cm
Musée des Beaux Arts de Grenoble, Grenoble, France

Green Lanscape, 1949
Oil on canvas
Collection Marcus Dianer, Basle

Lovers with Daisies, 1949-1959
Oil on canvas
Private collection

The Goat and the Flowers - 1950
Gouache and ink on paper
25-11/16" x 19-5/8 inches
Colby College Museum of Art, Maine

Evening at the Window, 1950
Oil on canvas
Galerie Rosengart, Lucerne

The Blue Circus - 1950
Oil on canvas
349 x 267 mm
Tate Gallery, London

Self-portrait, 1959-1968
Oil on canvas
61,5 x 51 cm
Galería Uffizi. Firenze, Italy

Dance, 1962-1963
Oil on canvas
Private collection

The Painter and His Wife, 1969
Oil on canvas
Collection of Marc Chagall

Eve, 1972
Tapestry
Private collection

The Sun of Paris, 1975
Oil on canvas
Collection Marc Chagall

Russian Village under the Moon, 1911
Oil on canvas
Bayerische Staatsgemäldesammlungen, Munich, Germany

The Betrothed - 1911
Oil on canvas
18 x 15 inches
The Pierre and Maria-Gaetana Matisse Collection, 2002
Metropolitan Museum of Art, New York

The Poet with the Birds - 1911
Oil on canvas
28 3/4 x 39 1/4 inches
Minneapolis Institute of Arts, Minnesota

Paris Through the Window - 1913
Oil on canvas
53 1/2 x 55 3/4 inches
Solomon R. Guggenheim Museum, New York

The Flying Carriage, 1913
Oil on canvas
Guggenheim Museum, New York

Birthday - 1915
Oil on cardboard
31 3/4 x 39 1/4 inches
Museum of Modern Art, New York

The Promenade, 1917
Oil on canvas
State Russian Museum,St. Petersburgo, Russia

Homage to Gogol, 1917
Watercolor on paper
39.4 x 50.2 cm
The Museum of Modern Art, New York City

Lovers with Flowers, 1927
Oil on canvas
The Israel Museum, Jerusalem. Israel

The Woman and the Roses - 1929
Oil on canvas
Museum of Fine Arts, Houston, Texas

Nude over Vitebsk, 1933
Oil on canvas
Private collection

The Vision 1924-5/circa 1937
Etching, aquatint, gouache and pastel on papersupport
368 x 267 mm
Tate Gallery, London

The Bride and Groom of the Eiffel Tower, 1938-1939
OIl on canvas
Centre Georges Pompidou, Paris, France

The Three Candles, 1938-1940
Oil on canvas
Private cllection

Madonna of the Village, 1938-1942
Oil on canvas
Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid

Songe d'une Nuit d'Eté, 1939
Oil on canvas
117 x 89 cm
Musée des Beaux Arts de Grenoble, Grenoble, France

Green Lanscape, 1949
Oil on canvas
Collection Marcus Dianer, Basle

Lovers with Daisies, 1949-1959
Oil on canvas
Private collection

The Goat and the Flowers - 1950
Gouache and ink on paper
25-11/16" x 19-5/8 inches
Colby College Museum of Art, Maine

Evening at the Window, 1950
Oil on canvas
Galerie Rosengart, Lucerne

The Blue Circus - 1950
Oil on canvas
349 x 267 mm
Tate Gallery, London

Self-portrait, 1959-1968
Oil on canvas
61,5 x 51 cm
Galería Uffizi. Firenze, Italy

Dance, 1962-1963
Oil on canvas
Private collection

The Painter and His Wife, 1969
Oil on canvas
Collection of Marc Chagall

Eve, 1972
Tapestry
Private collection

The Sun of Paris, 1975
Oil on canvas
Collection Marc Chagall
12 junho, 2009
Uma carta de amor ou As palavras que nunca te direi?
As palavras que nunca te direi (Portugal) ou Uma carta de amor (Brasil) é um filme realizado em 1999 por Luis Mandoki. Foi baseado no romance homónimo As palavras que nunca te direi (livro) de Nicholas Sparks. Teve como protagonistas Kevin Costner, no papel de Garret Blake, Robin Wright Penn, no papel de Theresa Osborne e Paul Newman, no papel de pai de Garret. Foi filmado no Maine, Chicago e Wilmington, Carolina do Norte nos Estados Unidos da América.
Após um divórcio doloroso, Theresa Osborne (Robin Wright Penn) preenche sua vida cuidando de seu filho Jason e trabalhando como pesquisadora do jornal Chicago Tribune.
Certo dia, passeando pela praia, Theresa encontra uma garrafa contendo uma carta comovente e apaixonada, assinada apenas por "G".
A poesia e o sofrimento da carta atinge Theresa e a faz dar início a uma busca pelo autor, levando-a a Carolina do Norte.
Lá ela conhece Garret Blake (Kevin Costner), um construtor de barcos que desde a morte da sua mulher, carrega consigo a tristeza de uma vida solitária, exceto pelo relacionamento com seu pai, Dodge (Paul Newman), que tenta fazer com que seu filho pare de sofrer, e encontra Theresa uma nova chance do filho encontrar a felicidade.
Comentário: O filme acaba se tornando um dramalhão a partir do momento que os símbolos retratados no livro são colocados de lado.
Blake é um homem de natureza solitária e retrospectivo. Perde a mulher cedo e um tipo de remorso passa a guiar sua vida. Remorso pelas palavras que não foi capaz de dizer e pelas que gostaria de ter dito mas não teve tempo.
As cartas expressam os sentimentos e tudo que Blake não foi capaz de demosntrar em atos e palavras, ao colocá-las em garrafas e atirá-las ao mar o que ele está fazendo é mantendo seus sentimentos aprisionados e à deriva.
Ou seja, Blake é acima de tudo um egoísta que padece de sofrimento cronico e auto-comiseração. Não aprendeu nada nem mesmo quando conhece Thereza e nos dá a impressão de que está finalmente curado.
Ao salvar as pessoas que estão naquele veleiro sob o temporal que lhes seria fatal, Blake fica para trás, supostamente dando a vida para que outros se salvem.
Mais um simbolismo.
Blake é um exímio nadador, tem experiência e conhecimento porque é um homem do mar. Ao ficar para “trás”, ele está cometendo um suicídio voluntário porque não tem mais desculpas para evitar a sua entrega pessoal a um novo amor.
Ele deliberadamente escolhe abreviar sua vida ficando na tempestade pois não sabe como viver uma vida fora da garrafa e sem estar à deriva.
Thereza é o sonho que Blake ambiciona mas não confessa, pois confessá-lo seria abdicar do seu sentir silencioso e doloroso.
Desde o inicio ela se apaixona pelas palavras que não lhe pertencem, cria uma fantasia particular. Está só e sabe que aceitar o que ele pode lhe dar é amar em abandono. Não tem tempo de descobrir se essa aceitação poderia ser sustentada sem as cobranças de praxe.
A mensagem que tirei tanto do livro quanto do filme foi a mesma em todas as vezes que vi e reli a obra. O egoismo de pessoas que não se entregam numa relação porque são incapazes de amar e viver as suas emoções sem questionamentos. Não podem ser felizes porque precisam da dor e solidão para se sentirem donos de si mesmos.
Pessoas incapazes de perder o controle de suas emoções que buscam sempre as mil razões para não vencerem seus demônios pessoais e se entregarem. São indivíduos que amam demais e sofrem mais ainda, mas que não conseguem parar de olhar para dentro de si mesmas
e enxergarem o quanto fazem ou fizeram sofrer seus pares.
No final das contas, fica um sabor a nada e abandono, todos perdem. Todos represando sentimentos confinados em garrafas à deriva de si mesmos.
Entregar-se requer coragem para correr riscos.
Risco de amar e não ser amado na mesma medida, risco de se sentir só mesmo que a pessoa amada esteja ao nosso lado e não consiga nos tirar dessa solidão, risco de perdas e ganhos
E o pior risco de todos, risco de não se arriscar que é o mesmo que passar pela vida e não vivê-la.
Sobre a escolha do título para a tradução em português Brasil e Portugal, prefiro cartas de amor a represar palavras.
Nunca correrei o risco de não dizê-las ou escrevê-las - as palavras.
Após um divórcio doloroso, Theresa Osborne (Robin Wright Penn) preenche sua vida cuidando de seu filho Jason e trabalhando como pesquisadora do jornal Chicago Tribune.
Certo dia, passeando pela praia, Theresa encontra uma garrafa contendo uma carta comovente e apaixonada, assinada apenas por "G".
A poesia e o sofrimento da carta atinge Theresa e a faz dar início a uma busca pelo autor, levando-a a Carolina do Norte.
Lá ela conhece Garret Blake (Kevin Costner), um construtor de barcos que desde a morte da sua mulher, carrega consigo a tristeza de uma vida solitária, exceto pelo relacionamento com seu pai, Dodge (Paul Newman), que tenta fazer com que seu filho pare de sofrer, e encontra Theresa uma nova chance do filho encontrar a felicidade.
Comentário: O filme acaba se tornando um dramalhão a partir do momento que os símbolos retratados no livro são colocados de lado.
Blake é um homem de natureza solitária e retrospectivo. Perde a mulher cedo e um tipo de remorso passa a guiar sua vida. Remorso pelas palavras que não foi capaz de dizer e pelas que gostaria de ter dito mas não teve tempo.
As cartas expressam os sentimentos e tudo que Blake não foi capaz de demosntrar em atos e palavras, ao colocá-las em garrafas e atirá-las ao mar o que ele está fazendo é mantendo seus sentimentos aprisionados e à deriva.
Ou seja, Blake é acima de tudo um egoísta que padece de sofrimento cronico e auto-comiseração. Não aprendeu nada nem mesmo quando conhece Thereza e nos dá a impressão de que está finalmente curado.
Ao salvar as pessoas que estão naquele veleiro sob o temporal que lhes seria fatal, Blake fica para trás, supostamente dando a vida para que outros se salvem.
Mais um simbolismo.
Blake é um exímio nadador, tem experiência e conhecimento porque é um homem do mar. Ao ficar para “trás”, ele está cometendo um suicídio voluntário porque não tem mais desculpas para evitar a sua entrega pessoal a um novo amor.
Ele deliberadamente escolhe abreviar sua vida ficando na tempestade pois não sabe como viver uma vida fora da garrafa e sem estar à deriva.
Thereza é o sonho que Blake ambiciona mas não confessa, pois confessá-lo seria abdicar do seu sentir silencioso e doloroso.
Desde o inicio ela se apaixona pelas palavras que não lhe pertencem, cria uma fantasia particular. Está só e sabe que aceitar o que ele pode lhe dar é amar em abandono. Não tem tempo de descobrir se essa aceitação poderia ser sustentada sem as cobranças de praxe.
A mensagem que tirei tanto do livro quanto do filme foi a mesma em todas as vezes que vi e reli a obra. O egoismo de pessoas que não se entregam numa relação porque são incapazes de amar e viver as suas emoções sem questionamentos. Não podem ser felizes porque precisam da dor e solidão para se sentirem donos de si mesmos.
Pessoas incapazes de perder o controle de suas emoções que buscam sempre as mil razões para não vencerem seus demônios pessoais e se entregarem. São indivíduos que amam demais e sofrem mais ainda, mas que não conseguem parar de olhar para dentro de si mesmas
e enxergarem o quanto fazem ou fizeram sofrer seus pares.
No final das contas, fica um sabor a nada e abandono, todos perdem. Todos represando sentimentos confinados em garrafas à deriva de si mesmos.
Entregar-se requer coragem para correr riscos.
Risco de amar e não ser amado na mesma medida, risco de se sentir só mesmo que a pessoa amada esteja ao nosso lado e não consiga nos tirar dessa solidão, risco de perdas e ganhos
E o pior risco de todos, risco de não se arriscar que é o mesmo que passar pela vida e não vivê-la.
Sobre a escolha do título para a tradução em português Brasil e Portugal, prefiro cartas de amor a represar palavras.
Nunca correrei o risco de não dizê-las ou escrevê-las - as palavras.
03 junho, 2009
Descansa Coração
performance:Fernanda Takai
Composição: Simons & Marques / Alberto Ribeiro
Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder
Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenhos os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz
LINDO
Composição: Simons & Marques / Alberto Ribeiro
Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder
Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenhos os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz
LINDO
01 junho, 2009
Tetê, o Relógio sem Tempo
Textos: Irani Alves De Genaro
Ilustração: Marcelo de Oliveira e
Irani Alves de Genaro
Tic tac, tic tac,
Olha a cara de tristinho!
Está sempre chateado
Tetê o despertadorzinho.
Também, pudera, é só ele
Que trabalha noite e dia!
Naquela casa, o coitado
É um escravo da família.
De manhã, logo cedinho,
Precisa acordar o Onório,
Senão o danado do homem
Chega tarde ao escritório
Enquanto Onório se
apronta,
Tetê acorda a empregada,
Que prepara o desjejum.
E assim ela acorda mais um.
Olha a cara da Cidoca
Preguiçosa como quê.
Mas também levanta
cedo,
Pois tem aula de balé.
E agora chegou a vez
De acordar o Fabiano,
Que toda segunda e sexta
Vai para aula de piano.
Tetê arruma os ponteiros.
Uf! Que dia azarado!
Não tenho tempo pra
nada!
Já estou ficando cansado
Queria vadiar um pouquinho
Ou então poder parar.
Ah! Como seria bom
Dormir e depois descansar
Assim pensando, dormiu.
E teve um sonho engraçado:
Sonhou que a família de
Onório
Toda tinha viajado.
Ninguém pra ir ao escritório,
Ninguém pra fazer desjejum.
Pessoas eram de pano,
Ninguém mais tocava piano.
E, na escola de balé,
Não havia quem dançar!
Tudo era triste e calado,
Pois o mundo era parado!
"Não tem vida! Não tem vida!"
Grita o despertadorzinho.
" Não quero viver assim
Desse jeito é muito ruim "
Gritando, Tetê acordou.
Vendo as crianças orando,
Tetê suspirou aliviado.
Que bom! Foi apenas um sonho!
Será que estou atrasado?
Acerta a hora de novo,


Começa a cantarolar.
Bom Dia ! Que belo dia !
Vamos todos trabalhar !
Moral da história:
Não pense que o bom da vida
É só dormir.... descansar....
Nada disso tem valor,
Se você não trabalhar.
22 maio, 2009
Belchior
Belchior (Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes)
Nascido em Sobral (CE), em 26 de Outubro de 1946
Belchior durante sua infância no Ceará foi cantador de feira e poeta repentista. Estudou música coral e piano com Acaci Halley. Foi programador de rádio em Sobral, e em Fortaleza começou a dedicar-se à música, após abandonar o curso de medicina. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, como Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Cirino entre outros, conhecidos como o “Pessoal do Ceará”.
De 1965 a 1970 apresentou-se em festivais de música no Nordeste. Em 1971, quando se mudou para o Rio de Janeiro, venceu o IV Festival Universitário da MPB, com a canção “Na hora do almoço”, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, com a qual estreou como cantor em disco, um compacto da etiqueta Copacabana.
Em São Paulo, para onde se mudou, compôs canções para alguns filmes de curta metragem, continuando a trabalhar individualmente e às vezes com o grupo do Ceará.
Em 1972 Elis Regina gravou sua composição “Mucuripe” (com Fagner). Atuando em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e televisão, gravou seu primeiro LP em 1974, na Chantecler. O segundo, Alucinação (Polygram, 1976), consolidou sua carreira, lançando canções de sucesso como “Velha roupa colorida”, “Como nossos pais” (depois regravadas por Elis Regina) e “Apenas um rapaz latino-americano”. Outros êxitos incluem “Paralelas” (lançada por Vanusa), “Galos, noites e quintais” (regravada por Jair Rodrigues) e “Comentário a respeito de John” (homenagem a John Lennon).
Em 1983 fundou sua própria produtora e gravadora, Paraíso Discos, e em 1997 tornou-se sócio do selo Camerati.
Discografia:
A Palo Seco (Continental - LP) (1974)
Alucinação (Polygram - LP/CD/K7) (1976)
Coração Selvagem (Warner - LP/CD/K7) (1977)
Todos os Sentidos (Warner - LP/CD/K7) (1978)
Era uma Vez um Homem e Seu Tempo/Medo de Avião (Warner - LP/CD/K7) (1979)
Objeto Direto (Warner - LP) (1980)
Paraíso (Warner - LP) (1982)
Cenas do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon - LP) (1984)
Melodrama (Polygram - LP/K7) (1987)
Elogio da Loucura (Polygram - LP/K7) (1988)
Belchior em Espanhol com Eduardo Larbanois e Mario Carrero (Eldorado/Movie Play - CD) (1993)
Bahiuno (MoviePlay - CD) (1993)
Vício Elegante (Paraíso/GPA/Velas - CD) (1996)
Auto-Retrato (BMG - CD) (1999)
Belchior, dispensa comentários e abunda suspiros e faz pensar pelo que escreve e compõe.Música para encantar e se aqui o significado da palavra belchior coubesse o que oes dicionários explicam: Alfarrabista; Pessoa que colecciona alfarrábios ou que com eles negocia.
Eu diria que ele é um MERCADOR DE SONHOS compostos de palavras e melodia.
06 maio, 2009

O blog Mapa do Meu Nada mudou para:
http://apalavrarepresada.blogspot.com/
Por enquanto mantenho o mesmo dominio, caso a capacidade para posts assim o permita.
Beijos
http://apalavrarepresada.blogspot.com/
Por enquanto mantenho o mesmo dominio, caso a capacidade para posts assim o permita.
Beijos
05 maio, 2009
ainda mais...

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR! "
Clarice Lispector
O Homem a nível de motorista

O Homem- braço pra fora
O Homem-braço pra fora dirige com uma das mãos e a outra fica pro lado de fora. Geralmente ele vem com o acessório “guimba” entre os dedos. Seu banco costuma ser reclinado. Ele está sempre com um jeitão meio relaxadão, meio folgadão, com o braço pra fora, a guimba soltando fumaça. Anda sem olhar pros lados, pro retrovisor. Ele é mais ele, é espaçoso, chega em casa se joga no sofazão, joga o chinelão pra cima, coça o sacão e relaxa. Folgadão, relaxadão.

O Homem-roda presa
O Homem-braço pra fora dirige com uma das mãos e a outra fica pro lado de fora. Geralmente ele vem com o acessório “guimba” entre os dedos. Seu banco costuma ser reclinado. Ele está sempre com um jeitão meio relaxadão, meio folgadão, com o braço pra fora, a guimba soltando fumaça. Anda sem olhar pros lados, pro retrovisor. Ele é mais ele, é espaçoso, chega em casa se joga no sofazão, joga o chinelão pra cima, coça o sacão e relaxa. Folgadão, relaxadão.

O Homem-roda presa
Esse é todo presinho, faz coco com dificuldade, tem cistite de vez em quando, toma uns remedinhos, se contorce todo pra dar uma ré, olha pra lá, olha pra cá, olha pra lá, olha pra cá, retrovisor, olha pra lá, pra cá. O sinal abre, ele está lá, grudado no volante, olho esbugalhado, olhando pra cima, pra frente, pra cima. Engata a primeira, o carro morre, ele nervoso, liga o carro, não pega. O sinal fecha e ele está lá, todo preso. E isso se reflete em toda uma vida. O Roda presa não sai do lugar, não toma iniciativa, não deslancha, tem que ser empurrado.
O Homem-pode passar
Todo bonachão, gentil, ele percorre 10 metros, vê uma velhinha fora da faixa, diminui e gesticula com um sorrisão “pode passar”. Cruzamento Garcia Davila com Barão da Torre. Ele não fecha o cruzamento ( achou estranho? No Rio de Janeiro todos fecham os cruzamentos, só o Pode passar deixa o outro passar)

O Homem-Speed Racer
Ziiiiim, lá vem ele. RRIIIRRIIRRII freia. Aproxima, gruda na bunda do outro e VUM ultrapassa. Você descabelada, segura no “putaqueopariu” ( aquele acessório que fica em cima da porta do passageiro aonde você se pendura enquanto ele faz as peripécias ao volante). O pior disso tudo é que enquanto vocês levam quinze minutos pra chegar lá, sua amiga, que namora o Homem-Segurança, leva 50 minutinhos de puro deleite, curvas suaves..bom esse tipinho está lá embaixo. Voltando ao Homem-Speed, ele se acha, mas o melhor do Homem-Speed é o irmão dele, mais cool, mais na dele. Se tem alguém que pode falar que MATCH 5, 6, é o corredor X.

O Homem-Rubinho
Uma promessa, todo mundo quer que ele se dê bem, muitos têm pena do infeliz e te empurram o Homem-Rubinho. “Ah fica com ele, é um cara legal, tão bonzinho.” Engraçado que ninguém o leva pra casa e até te olham com cara feia quando você esculacha o Homem-Rubinho. “Oh o que é isso, o Homem-Rubinho tem o seu valor, ninguém calibra um motor como ele“. Vai calibrar a mãe!
O Homem-Parei na contramão
O cara que não está nem aí pra ninguém. O “outro” simplesmente não existe pra ele, você então, minha amiga, não é nada mais que um par de faróis ou um cano de descarga, uma rebimboca, um nada. Sabe quando você está a 60 Km por hora, numa rua tranqüila e um filho da mãe entra de repente bem na sua frente e anda a 40? É o Homem-Parei na contramão, porque ele também costuma parar. Vai à Farmácia? Tem vaga, ótimo, não tem, tudo bem, ele para bem na frente da farmácia, sai do carro tranquilamente, compra o Viagra dele, você no banco do carona querendo sumir debaixo do tapete e volta na maior, passa a primeira e vai embora. Até o próximo objeto de interesse que o faça simplesmente reduzir e parar, seja aonde for.
O Homem-Segurança
Curvas suaves, ele começa na primeira e termina na quinta, tudo como manda o figurino. Ele tem ABS, não se preocupe que ele freia de mansinho. O Homem-segurança faz na hora certa, só ultrapassa com segurança, você chega lá bonita, com a pele ótima. Tem uma versão muito concorrida que é o Homem-Segurança com blindagem. Esse não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro. É proteção total. A barra de proteção lateral dele é um espetáculo. Ele costuma ser superprotetor de carter. A cama dele é king daquelas cheia de air bags por todos os lados com fronhas cheirosas da trousseau. Ah pára.
O Homem-Tunado
Teve uma infância complicada, era um garotinho recatado, cheirava a xixi na escola. Pela saco. Cresceu, conseguiu comprar um Escort XR3 1.8 e colocou dentro dele todas as frustrações de um ensino fundamental. Você está ali toda bonita na rua tomando seu suco e ele passa com um grave que faz seus peitos dançarem. O Homem-Tunado vem também com a versão luz roxa acoplada, o que o torna um Tunado completinho. Se você é um tipo garota-fruta, uma melancia, jaca ou mesmo uma jenipapo, pode se dar bem com ele. Acende o estroboscópio do rapaz, e bota o twiter pra gritar. UHUUUUU!

O Homem e o Monstro
“Oi amor, boa noite, você está linda, entra aí.”Você entra, ele te dá um beijo. Deu a partida no carro, o bofe se transforma e vira um monstro enlouquecido. Fora do carro é um fofo, uma pessoa equilibrada. Dentro ele surta geral e parte pra briga com todo mundo. A perua que está distraída no sinal. Ele abre aporta e parte pra cima dela com uma barra de ferro, xinga velhinhos de 80 anos de filhadaputa, dá o dedo pra todo mundo. Os batimentos do Homem e o Monstro vão de 90 a 300 em um segundo. Basta ouvir a injeção eletrônica pra ele se revoltar. Pode crer que vai rolar uma ejaculação precoce.
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