20 março, 2008
A Falsa Carta
Orlando Maretti acrescenta: "...a primeira pista para duvidar da autoria é a insistência na citação vocativa de Deus. Pelo que se sabe, García Márquez é um escritor de esquerda, simpatizante do marxismo, amigo de Fidel Castro, militante de causas sociais. Enfim, um humanista engajado, mas nem de longe seu perfil lembra um religio
Um texto tão lindo não precisava de um tipo de promoção desse nível, que pena...
19 março, 2008
Mani
A mandioca é até hoje, insumo básico da comida típica da Amazônia emuitas são as lendas criadas em torno dela, vamos as mais conhecidas:
A lenda da Primeira Água, da mitologia da tribo Maué, nos diz que, a planta da mandioca teria sido formada pelo corpo de Iveroi, mulher do sapo Ó-Óc. Ao vê-la morta pelas artes mágicas dos feiticeiros Muricariua, seus tios a transformaram em mandioca doce.
A tapioca, segundo a lenda Maué, teria sido feita, ainda pelos tios de Iveroi, do feto que ela guardava nas entranhas.
Nas histórias contadas pelos mais velhos da tribo Pariqui, encontramos a lenda intitulada Moytima Uipurangaua (Origem da Plantação), que fala do nascimento de todas as plantas, principalmente da mandioca.
Elas teriam se originado dos ossos do mais belo espécime humano daquela tribo chamado Yacurutu.
Já entre os Mura, a mandioca proviria do corpo da irmã de Yacurutu, chamada Jati, que morrera revoltada contra a Tartaruga, a serviço de uma terrível Piaga, que a afogou.
Entre os Kêterêkô, povo Pareci, a mandioca surgiu do corpo da formosíssima jovem Atiôlo, em cujos longos cabelos o Uiarapuru vinha aninhar-se para passar a noite e, antes do primeiro albor da alva, acordar a natureza com a sinfonia de seu canto.
Como tudo passa sobre a terra, Atiôlo ou Mani um dia morreu e de seus restos mortais surgiu a mandioca. Já o povo Ipurinã atribuiu a uma criança o nascimento da planta.
A mais bonita de todas as lendas
O povo Ipurinã atribuiu a uma criança o nascimento da planta. Aliás, é a mais bonita delas todas. A filha do cacique Cauré, de nome Saíra, era a mais bela das Ipurinãtiba. Os pássaros vinham acordá-la ao amanhecer e as flores curvavam-se à sua passagem; os espinhos evitavam-na.
Um dia, porém, ela engravidou sem ter sido dada em casamento a nenhum guerreiro.
O desgosto de Cauré foi imenso! Chamou a filha Saíra e questionou-a sobre o pai da criança. Saíra emudeceu. A decisão de Cauré foi inexorável. Ela seria banida da tribo e viveria confinada em uma oca no centro da mata, de onde só sairia após a delivrance e da morte do fruto proibido.
Quando a lei imutável da natureza completou o seu ciclo, nasceu uma menina. Pele alva, olhos azuis como o mais profundo céu, cabelos louros como espigas de trigo sazonadas, causaram deslumbramento em Saíra e Cauré. Este último, ao ver a beleza da neta, esqueceu a vontade de matá-la e caiu de amores pela menina.
Cauré, Saíra e Mani (este foi o nome dado a menina) regressaram para a tribo e daí por diante o velho cacique ficava horas esquecidas em êxtase, contemplando a radiosa beleza de Mani.
Passaram-se quatro épocas das chuvas e Mani ficava cada vez mais esplendorosa.em sua formosura.
U’a manhã de sol radioso, mas silenciosa, Mani expirou, ante o desespero impotente de Cauré.Era costume da tribo Ipurinã cremar seus mortos. Cauré quebrou a tradição e enterrou Mani na entrada de sua oca.
Passaram-se quatro luas e da terra em que Mani foi enterrada nasceu uma planta que, depois de um certo tempo, desnudou-se das folhas.
Cauré julgava que as folhas fossem eternas e ficou triste pois a planta havia morrido. Resolvendo arrancá-la, ao fazê-lo, viu surgir, à guisa de raízes, grandes tubérculos radiculares. Curioso, resolveu morde-la e, ao mastigá-la, achou-a deliciosa.
18 março, 2008
Reciclar, Fluir e Tchammmmmm
A lata de refrigerante que você acabou de jogar fora pode virar matéria-prima na fabricação de uma bicicleta. E a garrafa do vinho de ontem pode se transformar em um frasco de perfume nas próximas semanas. Descubra aqui como isso é possível.
Há alguns anos, aderi à coleta seletiva de lixo. A iniciativa contou com a ajuda da familia já que todos concordaram em não mandar para o lixo materiais que poderiam ser reciclados ou reaproveitados já que trabalho com artesanato e muitas coisas acabavam virando cestos, tijelas, abajours e etc.
Na prática, funciona assim: em diferentes sacos, separo vidro, metal, plástico, papel e lixo orgânico. O que será encaminhado para a reciclagem é lavado antes de ser descartado. Quando os sacos estão cheios, o material é colocado nas latas específicas para esse uso, em pontos de coleta da Rede Pão de Açucar.
Uma cooperativa recolhe tudo e essa não é uma atitude isolada. Atualmente, existe um grupo crescente de pessoas que adere à coleta seletiva de lixo. Prova disso é que o Brasil possui índices nesse quesito que estão à frente de muitos países europeus e dos Estados Unidos.
Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem, somos um exemplo de reaproveitamento de muitos materiais. Reutilizamos 96,2% das latas de alumínio. Também lideramos a reciclagem de garrafas PET, com 47% de reúso. Esse número é superior ao da Alemanha e ao dos Estados Unidos.
Por que tudo isso? A ação de cada um pode, sim, fazer a diferença para diminuir o acúmulo de lixo nos aterros sanitários, reduzir a exploração do meio ambiente e muitos outros motivos que poderíamos citar. Mas existe uma razão, em especial, que não podemos esquecer.
Reciclar, que significa dar novo uso a algo que já “morreu”, faz parte do ciclo da natureza – de vida e morte –, para gerar uma nova vida. Quando acumulamos garrafas plásticas, latas e embalagens de vidro em um aterro, quebramos esse movimento natural e acumulamos lixo, no sentido literal da palavra. Aderir à reciclagem é, assim, fazer o ciclo da vida fluir.
BULA PARA RECICLAR
PLÁSTICO
Reciclável
• Embalagem de alimento
• Embalagem de produtos de beleza
• Embalagem de produtos de limpeza
• Tampas
• Peças plásticas
• Brinquedo
Não Reciclável
• Espuma
• Celofane
• Embalagem a vácuo
• Fralda descartável
• Adesivo
METAL
Reciclável
• Lata de bebidas e alimentos
• Panelas
• Ferragem
• Fios elétricos
• Chapas
• Embalagem de alumínio, cobre e aço.
Não Reciclável
• Lata de aerossóis
• Lata de tinta
• Pilha normal
• Pilha alcalina
• Lata de inseticida
• Lata de pesticida
FIQUE ATENTO: as pilhas falsificadas – vendidas a preços mais baixos, muitas vezes em bancas de rua – possuem maior quantidade de metais pesados do que as feitas por fabricantes conhecidos. Os metais pesados, quando descartados, causam a contaminação do solo e dos lençóis freáticos,
PAPEL
Reciclável
• Jornal
• Papel de impressora
• Saco de papel
• Papel de escritório
• Revista
• Impressos em geral
• Papelão
• Embalagem do tipo longa vida
Não Reciclável
• Papel engordurado
• Carbono
• Celofane
• Papel plastificado
• Papel parafinado (fax)
• Papel metalizado
• Papel laminado
• Papel toalha e higiênico
• Papel vegetal
VIDRO
Reciclável
• Copo
• Frasco de remédio
• Jarras
• Garrafa
• Vidro colorido
Não Reciclável
• Travessas feitas com vidro temperado
• Espelho
• Tubo de TV
• Lâmpada
• Óculos
• Cristal
ABRACADABRA
LATAS DE ALUMÍNIO
PASSO 1: as latas são coletadas por cooperativas em escolas, supermercados e condomínios.
PASSO 2: são prensadas e empacotadas por sucateiros para facilitar o transporte.
PASSO 3: seguem para a indústria de fundição.
PASSO 4: em fornos, com temperaturas acima de 660 ºC, as latas são derretidas.
PASSO 5: saindo do forno, o alumínio derretido é transformado em lingotes (barras ou tiras de metal fundido).
PASSO 6: os lingotes são revendidos aos fabricantes de lâminas de alumínio, que, por sua vez, revendem à indústria de alumínio.
NOVA UTILIDADE: latas novas ou acessórios de carros, bicicletas e todo tipo de objeto que use alumínio no processo de fabricação.
VIDRO
PASSO 1: é coletado e separado por cor (verde, marrom ou transparente).
PASSO 2: o que foi selecionado é submetido a um eletroímã para a retirada de qualquer tipo de metal, como resíduo de tampas.
PASSO 3: segue para um processo de lavagem em grandes tanques com água.
PASSO 4: vai para uma esteira ou mesa para a retirada de impurezas, como pedras, outros vidros, terra, plásticos.
PASSO 5: os objetos (garrafas, frascos) são colocados em um triturador, que transforma o vidro em cacos homogêneos. Esses cacos vão para uma esteira, que os leva a um segundo eletroímã, que retira qualquer metal que ainda tenha permanecido.
PASSO 6: por último, o material é armazenado e encaminhado à indústria vidraceira, que o submeterá a temperaturas entre 1000 e 1200 ºC e irá transformá-lo em novos artefatos de vidro.
NOVOS PRODUTOS: garrafas e frascos. Também é usado na indústria de fibra de vidro e serve de matéria-prima para objetos como pranchas de surfe.
PAPEL
PASSO 1: é separado do lixo comum e vendido a sucateiros, que o enviam a depósitos.
PASSO 2: o papel é prensado, colocado em fardos e repassado a profissionais chamados aparistas.
PASSO 3: os aparistas classificam as aparas e revendem à indústria papeleira como matéria-prima.
PASSO 4: na fábrica, o papel entra em um grande liquidificador, denominado Hidrapulper, que o desfaz e mistura água para que se forme uma pasta.
PASSO 5: são aplicados compostos químicos para tirar a tinta do papel e outras substâncias.
PASSO 6: a pasta é branqueada com compostos de cloro e encaminhada às máquinas de molde do papel.
NOVOS PRODUTOS: cadernos, revistas, jornais.
GARRAFAS DE PLÁSTICO
PASSO 1: as embalagens de plástico e PET são retiradas do lixo comum.
PASSO 2: são separadas por cor e prensadas. Isso facilita o destino final do produto para que seja mantida a uniformidade de cor.
PASSO 3: em grandes trituradores, as embalagens são moídas e transformadas em flocos.
PASSO 4: passam, então, por um processo de lavagem e descontaminação.
PASSO 5: os flocos são separados e armazenados para o transporte.
PASSO 6: é distribuído para diferentes indústrias – o polímero de PET é muito versátil e pode ser utilizado em diversos segmentos.
NOVOS PRODUTOS: tapetes, carpetes, vassouras, escovas, tecidos, forrações, cordas, filtros.
PLÁSTICO RÍGIDO (baldes, cabides e outros objetos)
PASSO 1: coletado do lixo, separado e embrulhado em fardos para o transporte.
PASSO 2: passa por um processo de moagem, lavagem e secagem.
PASSO 3: entra em um aparelho chamado aglutinador, que aquece o material e o transforma numa pasta.
PASSO 4: acrescenta-se água em pequenas quantidades para aumentar sua densidade.
PASSO 5: o material é transformado em tiras, como um espaguete. As tiras sofrem um banho de resfriamento para se solidificarem.
PASSO 6: elas são picotadas até virarem grãos (pellets) e revendidas à indústria plástica.
NOVOS PRODUTOS: baldes, conduítes, acessórios para automóveis, cabides.
PNEUS
PASSO 1: retirados e coletados do lixo e encaminhados à indústria de reciclagem.
PASSO 2: o pneu é cortado em lascas e limpo em um sistema de peneiras.
PASSO 3: as lascas são moídas e passam por um tratamento químico para a desvulcanização da borracha.
PASSO 4: o produto obtido da desvulcanização é refinado em grandes moinhos.
PASSO 5: obtêm-se uma manta de borracha ou grãos.
PASSO 6: são armazenados e enviados à indústria de borrachas.
NOVOS PRODUTOS: tapetes para automóveis, solados de sapato, adesivos, passadeiras.
17 março, 2008
Pérolas Musicais
Brega e chique
Sabe aquela música que você morre de vergonha de assumir que ama? Aquela bem brega, que toca no fim de casamentos e que você canta a plenos pulmões com a desculpa de estar bêbada? Aqui na redação deixamos o pudor de lado e fomos em busca das melhores pérolas musicais. A comoção atrás das canções foi tanta que o editor-chefe do site, Endrigo Chiri, fez seu irmão passar faixa por faixa de um CD antigo da Ivete Sangalo, pelo telefone, para achar sua tão querida música (pros curiosos: "Beleza Rara"). Abaixo a seleção, obviamente nossos nomes foram ocultados para evitar o vexame.
· “Fogo e Paixão”, O Mundo Romântico de Wando, Wando
"Você é luz, é raio estrela e luar... manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô. Você é sim, e nunca meu não... Quando tão louca me beija na boca me ama no chão”
· "Um girassol da cor do seu cabelo", Clube da Esquina, Lô Borges e Marcio Borges (só encontramos a versão do Ira!)
"Vento solar e estrelas do mar, um girassol da cor do seu cabelo..."
· “Baianidade Nagô”, Negra, Banda Mel
"Já pintou verão, calor no coração, a festa vai começar... na avenida sete, da paz eu sou tiete, na barra o farol a brilhar...”
· “Ronda”, Álibi, Maria Bethânia
"De noite, eu rondo a cidade a te procurar, sem encontrar..."
· “Borbulhas de Amor”, Pedras que Cantam, Fagner
"Quem dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar, fazer borbulhas de amor pra te encontrar......dentro de ti, um peixe!"
· "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos", Roberto Carlos, Roberto Carlos
"Debaixo dos caracóís dos seus cabelos, uma história pra contar..."
· “Amor perfeito”, Roberto Carlos, do Rei Roberto Carlos
“Então vem, que eu conto os dias, conto as horas para te ver...”
· “O Amor e o Poder”, Coração Selvagem, Rosana
“Como uma deusaaaaa, você me mantém...”
· “Alma Gêmea”, Fábio Jr., Fábio Jr.
“As metades da laranja...”
· “O Ara ketu é bom demais”, Bom Demais, Ara ketu
“Não dá para esconder o que eu sinto por você, Ara...”
· “Gatinha Manhosa”, Direto do Meu Coração pro Seu, Léo Jaime
"Um dia, gatinha manhosa, eu prendo você no meu coração... Quero ver você fazer manhã então, presa no meu coração..."
· “Estoy Aquí”, Pies Descalzos, Shakira
“Estoy aquí, quierendo te...”
· “Dancing Days”, Caia na Gandaia, As Frenéticas
“Na nossa festa vale tudo, vale ser alguém como eu, como vocêêêê!”
· “Beleza Rara”, Beleza Rara, Banda Eva
“Hoje sou feliz e canto, só por causa de você...”
16 março, 2008
Memória, Suspiro e Intenção.
Instalação no Museu Ferroviário, ES
Esta foi a resposta de HILAL SAMI HILAL (descendente de família síria, nasceu em 1952 em Vitória quando questionado sobre o cenário que preparou para o desfile da AcquaStudio no Fashion Rio – MAM
Hilal trabalha basicamente com a fibra de algodão, vinda dos trapos. Ele derrama a massa, obtida com a mistura de água, sobre a superfície lisa. Retirada como pele, a matéria se estrutura em uma trama de fibras. O resultado: tapetes voadores bordados?
Trapo de algodão com pós de alumínio e ferro (3mx2m) e detalhe
Referências recorrentes em seus trabalhos (desde 1986) são as trocas entre contrastes – oriente x ocidente, passado x presente, corpo x alma, o visível x o invisível. Suas quase transparências – no limite de uma sombra – dançam uma espécie de balé imaginário. Rendas, então?
O recurso que ele utiliza de expô-las distanciadas da parede, facilita a sensação de profundidade, e – por que não – da própria fragilidade das obras.
Efeito de iluminação e sombra produzido pelos spots, que podem lhe proporcionar diferentes leituras.
Em resumo, Hilal apresenta uma linguagem refinada, baseada no silêncio e na contemplação.
São estas mesmas qualidades que encontramos no trabalho do arquiteto WALTER GOLDFARB, outro “bordador”, carioca, nascido em 1964. Mas, ao contrário de Hilal, sua obra não tem referências nos contrastes, mas nas citações de obras clássicas, com um resultado surpreendente.
Quando se questiona uma pintura, questionamos seus autores.
E Goldfarb os tem questionado sob diversos pontos de vista.
Nesta obra acima, por exemplo, “Lição de corte e costura I”, releitura dos holandeses barrocos, ele borda “The lacemaker” de Vermeer (1632-1675), inserida no mais que famoso quadro de Rembrandt (1606-1669), “Lição de Anatomia”, pintado em carvão e têmpera sobre lona crua.
Já em “Orla Carioca”, além dos bordados, do carvão e da têmpera, Golfarb aplica pigmentos de ouro e prata.
Inspirado no austríaco Klimt (1862-19180), pude observar que o artista mixou outras duas referências: “Moving water”, para o movimento ondulante dos corpos, e “Beethoven frieze”, no desenho das imagens femininas.
Tanto Hilal quanto Walter bordam obras vivas de grandes formatos, onde convivem memória, suspiro e intenção.
Os ateliês dos artistas Hilal e Goldfarb.
14 março, 2008
13 março, 2008
Os Miseráveis
Les Misérables (Os miseráveis) é uma das principais obras escritas pelo francês Victor Hugo no século XIX, também autor de “Os Trabalhadores do Mar” e “O Corcunda de Notre Dame” entre outras obras, que narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática em 5 de junho de 1832 através da história de Jean Valjean.
No tribunal de Faverolles, França, Jean Valjean é condenado a passar 10 anos nas galés, por roubar comida. Após cumprir a pena é posto em liberdade condicional, sendo que se não se apresentar regularmente descumprirá os termos da condicional e ficará preso por toda a vida.
Logo Valjean se sente marginalizado por todos que encontra, pois carrega o “passaporte amarelo” que o identifica como um ex-presidiário. Valjean só é ajudado pelo bispo Bienvenu , mas em vez de se mostrar grato ele rouba toda a prataria do bispo. Logo é preso, pois as peças de prata tinham o brasão do bispo. Quando Valjean é levado pelos soldados até a presença de Bienvenu, este diz que deu a prataria para Valjean e ainda diz que ele esqueceu de levar os castiçais.
Esta demonstração de bondade faz Valjean voltar a crer nas pessoas. Após alguns anos, Valjean torna-se um próspero empresário, o prefeito da cidade e um homem respeitado pela sua bondade, chegando até mesmo a adotar Cosette . Ele é realmente um pai, em parte para se redimir de ter se expressado mal e ter deixado Fantine , a mãe de Cosette, ter sido despedida da sua fábrica, que ficou em razão disto com a saúde muito abalada e ter perdido por anos a guarda da filha.
Um dia Valjean vê um aldeão preso embaixo de uma carroça pesada, e com uma força que parece ser sobre-humana, a levanta usando suas costas, o que permite que homem seja salvo. O chefe de polícia do local, Javert , que cumpre a lei ao pé da letra sem a menor clemência, assiste este feito, que o faz lembrar que um prisioneiro de galé que ele encontrou uma vez. Ele investiga o passado do prefeito e o identifica como Jean Valjean, um criminoso procurado pois nunca se apresentou para cumprir os termos da condicional.
Porém fica confuso quando um prisioneiro retardado que será julgado afirma ser Jean Valjean. Quando o julgamento estava em andamento alguns prisioneiros afirmam que ele é Valjean, mas o verdadeiro Jean Valjean, que estava no tribunal, diz que o acusado é inocente, pois ele é Jean. Isto fará Javert iniciar uma caçada sem tréguas para prender Valjean, pois a lei tem de ser cumprida.
História de uma Gata
História De Uma Gata
Chico Buarque
Composição: Enriquez/Bardotti - versão: Chico Buarque
Jumento: Querem saber? Me sinto melhor agora que somos três.
Gata: Quatro!
Cachorro: Que? Quem está aí?
Gata: Sou eu, estou aqui na árvore, miau, eu sou uma gatinha.
Cachorro:Au au
Gata: ui ai
Jumento: Para, cachorro. 1ª lição do dia, o melhor amigo do bicho é o bicho. E você gata desce da arvore.
Gata: Depende do programa.
Galinha: Nós vamos à cidade, vamos fazer um cocococonjunto você também sabe cantar a sim, infelizmente...
Todos(menos a gata): Infelizmente? ? ?
Gata: Porque fazer um som não foi nada jóia pra mim.
Jumento: Perdão como disse?
Gata: Porque cantar um musica me custou muitíssimo, miau.
Todos(menos gata): Conta.
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
História de uma Gata e os Saltimbancos
História De Uma Gata
Chico Buarque
Composição: Enriquez/Bardotti - versão: Chico Buarque
Jumento: Querem saber? Me sinto melhor agora que somos três.
Gata: Quatro!
Cachorro: Que? Quem está aí?
Gata: Sou eu, estou aqui na árvore, miau, eu sou uma gatinha.
Cachorro:Au au
Gata: ui ai
Jumento: Para, cachorro. 1ª lição do dia, o melhor amigo do bicho é o bicho. E você gata desce da arvore.
Gata: Depende do programa.
Galinha: Nós vamos à cidade, vamos fazer um cocococonjunto você também sabe cantar a sim, infelizmente...
Todos(menos a gata): Infelizmente? ? ?
Gata: Porque fazer um som não foi nada jóia pra mim.
Jumento: Perdão como disse?
Gata: Porque cantar um musica me custou muitíssimo, miau.
Todos(menos gata): Conta.
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
08 março, 2008
Teste Cerebral
girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do
cérebro. Se, no entanto, você a vê girar no sentido anti-horário, utiliza
mais o lado esquerdo do cérebro. Faça a experiência...
O teste é realmente sensacional. Comecei vendo o giro no sentido horário.
Quando começo a formular mentalmente questões matemáticas (que usam o lado
racional do cérebro, o esquerdo), imediatamente ela muda o sentido de giro
para anti-horário. Se eu começo a cantar, nova mudança para o sentido
horário (cantando você usa o lado direito, subjetivo, artístico).
O mais interessante nessa fórmula que encontrei é que consigo ver o instante
em que ela pára e muda o sentido de giro. E as alternâncias provocadas pelos
focos em temas objetivos e subjetivos sempre funcionam conforme indicado no
primeiro parágrafo.
Dica do Carlos Alberto Teixeira, o CAT do caderno "Informática Etc...."
do "O GLOBO"
Amelinha
Nascida em Fortleza (CE) em 21/07/1950
A cantora cearense lançou o primeiro disco em 1977, Flor da Paisagem, produzido pelo conterrâneo Raimundo Fagner, o mesmo que a incentivava a cantar em seus primeiros shows e posteriormente a deixar o Ceará ainda no início dos anos setenta. Mudou-se para São Paulo para cursar uma faculdade de comunicação.
De voz forte e afinada, em 1975 o jornalista Tárik de Souza a chamou de "a Gal Costa dos cearenses".
Entre os seus melhores trabalhos estão os disco 'Frevo Mulher' lançado em 1978, com as músicas “Dia branco” (de Geraldo Azevedo e Rocha), “Que me venha esse homem“ (de David Tygel e Bruna Lombardi), “Coito da Araras” (de Cátia de França) “Santa Tereza” (de Fagner e Abel Silva) com as participações do próprio Fagner e de Geraldo Azevedo.
Em 1980, a Rede Globo voltou a utilizar a fórmula dos festivais de música realizando o MBP 80. Foi muito bom para Amelinha que ficou com o segundo lugar do festival interpretando “Foi Deus quem fez você”, de Luiz Ramalho. A música acabou sendo a mais executada nas emissoras de todo o País e o compacto (formato da época) vendeu mais de um milhão de unidades.
Entre muitas músicas interpretadas por Amelinha estão os sucessos “Gemedeira” (de Robertinho de Recife), “Flor da paisagem” (Robertinho de Recife e Fausto Nilo), “Tolo na colina” (versão de Zé Ramalho para “The fool on the hill”, de Lennon e McCartney) e “Felicidade” (de Gonzaguinha).
Mais tarde, em 1982, Amelinha volta aos primeiros lugares das paradas, cantando o tema de abertura da série global Lampião e Maria Bonita, “Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”. Permaneceu mais de 30 semanas, entre os 50 LPs mais vendidos daquele ano.
Em 1984, mudanças na vida pessoal e profissional. Separada do marido e seu principal produtor Zé Ramalho, passou a trabalhar com produção de Mariozinho Rocha, acompanhada pela galera do Roupa Nova.
Retorna à cena somente em 1994, gravando uma coletânea com os mais famosos momentos do forró. Em 1999, realiza uma turnê por todo o Brasil, interpretando canções inéditas, ao lado dos antigos sucessos.
Discografia:
1977 — Flor Da Paisagem
1978 — Frevo Mulher
1980 — Porta Secreta
1982 — Mulher Nova, Bonita e Carinhosa faz o Homem Gemer sem Sentir Dor
1983 — Romance da Lua, Lua
1984 — Água e Luz
1985 — Caminho Do Sol
1987 — Amelinha
1994 — Só Forró
1998 — Amelinha
2001 — Vento, Forró e Folia