Kivuthi Mbuno,- Arte Africana Contemporânea



Safari Yake (On his Journey)
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
36 cm x 23 cm



Safari ya MAKE (Journey of MAKE)
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
36 cm x 23 cm



Ndovu Na Tumbiri
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
57 cm x 39 cm



Mang'oka Na Tumbiri
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
81 cm x 56 cm



Meno Ya Ndovu
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
57 cm x 39 cm



Nyumbani Kwake
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
57 cm x 39 cm



Munyau Na Nyoka
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
81 cm x 56 cm



Mzebi Ako Nyumbani
Pastel, coloured crayon and felt-tip pen on heavy paper
81 cm x 56 cm

Kivuthi Mbuno nasceu no Quénia em 1947. É um dos reconhecidos mestres da cena artística internacional. O seu trabalho esteve presente em exposições em inúmeros museus e galerias tanto na Europa - Mbuno está representado na Saatchi Collection em Londres por exemplo - como nos Estados Unidos (Center for African Art, Nova York).

Quando jovem, Kivuthi Mbuno trabalhou em safaris tendo realizado inúmeras viagens pelo interior do Quénia e da Tanzânia. Este trabalho, em íntima relação com a Natureza, a fauna e a flora, marcou-o profundamente. Em 1976, a sua relação com a família da baronesa Karen Blixen (conhecida pelo nome de plume, Isaac Dinesen) levaram Mbuno a estabelecer-se em Langata, onde passou a dedicar-se exclusivamente ao desenho. As suas viagens pelo interior do país a a vida tradicional da tribo Wakamba, de que faz parte, inspiraram-no. Kivuthi Mbuno entrega-se à Natureza e através do seu trabalho, mostra-nos o extraordinário que existe na mais comum das situações. Com um estilo preciso - utilizando tinta-da-china, lápis-de-côr e pastel - combina animais, humanos e objectos tradicionais colocando-os em espaços imensos. Este é o seu 'vocabulário'.

Os vastos territórios em África não possuem aqui nenhum dos aspectos hostis a que geralmente os associamos. Kivuthi Mbuno transporta-nos para um mundo tranquilo e luminoso onde se pode observar qualquer actividade humana. Para Kivuthi Mbuno, o 'belo' ocorre em lugares e situações onde normalmente não repararíamos. Animais (gazelas, girafas, hienas, elefantes, serpentes, aves) 'brincam' com as suas características morfológicas ( o longo pescoço da girafa, a poderosa tromba do elefante,..) neste 'mundo' onde cada um ocupa o seu lugar em harmonia com os outros animais. Apenas os humanos parecem perturbar este ambiente. No entanto, Mbuno confere-lhes características que são simultaneamente grotescas e elegantes: parecem mover-se com a mesma graciosidade que os animais que caçam.



Fonte: "Contemporary Art of Africa", A. Magnin; "Contemporary African Art from the Jean Pigozzi collection", Sotheby's

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