Romeu e Julieta (em dois tempos)

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A mais grandiosa história de amor que o mundo já conheceu teve uma admirável e incrível adaptação nesse filme de Franco Zeffirelli, que adapta o romance tragicamente belo de William Shakespeare com fidelidade e maestria.

É uma transposição literal do livro para as telas , sem cometer o pecado da infidelidade, transpondo tanto os personagens, quanto os diálogos, da forma que Shakespeare os escreveu.

Zeffirelli fez uma competente escolha. É puro romance no qual encontramos personagens fortes, dos quais ganham contornos ainda mais elegantes e realistas nas mãos de Zeffirelli.

Ele dirige maravilhosamente seu elenco, todos impecáveis, mas com destaque para a jovem dupla de atores que fazem Romeu e Julieta.

Sempre que leio o romance as formas que os personagens assumem no meu consciênte são os de Olivia Hussey e Leonard Whiting.

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Depois de 28 anos após ser adaptado para os cinemas nas mãos de Franco Zeffirelli com maestria, fidelidade e equilibrio, o conto romântico e trágico de Shakespeare ganha nova vida e fôlego nas mãos ousadas de Baz Luhrmann, sendo ousadia a palavra chave.

De início ao fim, parece que o filme vai explodir na tela, sensacional e grandioso, é um espetáculo audaz e ousado que coloca a dupla de apaixonados no século XX, um tempo moderno onde as espadas são substítuidas por armas e as famílias rivais são grandes empresas na cidade.

Baz mantem os diálogos originais de Shakespeare, não os modificando e tal escolha prova sendo ainda mais valiosa, já que o filme nunca desrespeita o valor inestimável da obra original, mas se mantém livre para fazer releituras diferentes e inspiradas. Baz cria um visual tremendo e belíssimo, incluindo direção de arte espetácular, mas o mais digno de aplausos é a trilha sonora, provavelmente uma das melhores do cinema, incluindo canções compostas originalmente para o filme, como a final, de Radiohead.

Leonardo DiCpario e Claire Danes não decepcionam e apesar de inferiores à dupla do filme de 1968, estão muito bem e produzem o resultado esperado: uma quimica de vanguarda.

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