Memórias de Uma Gueixa


Não vi muitos filmes nesses últimos dias, tão pouco li os livro que pretendia. As ocupações nem eram tantas, mas o fato de manter uma relação com os elementos da natureza a minha volta, o único que tive vontade de rever foi Memórias de Uma Gueixa.

Não menosprezando os outros filmes que estavam a disposição, a maior parte do tempo ia dormir "com as gainhas" (olha o literal). Mas voltando ao assunto, no caso a trama baseada em livro de Arthur Golden, que apesar de cair algumas vezes no melodrama, tem a perfeição técnica.

Não é à toa que foi indicado ainda ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, categoria que conquistou no Globo de Ouro. A trilha, belíssima, diga-se de passagem, é de John Williams, que com “Memórias de uma Gueixa” concorreu pela quadragésima sexta vez (!!!) na categoria.
A história começa nos anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial quando uma criança japonesa é separada de seus pais para trabalhar como empregada em uma casa de gueixas. Lutando a cada dia contra as pedras que aparecem em seu caminho, a maioria delas colocadas pela invejosa Hatsumomo (Gong Li, de “Eros”), a menina floresce e se torna a legendária gueixa Sayuri (Ziyi Zhang, de “O Clã das Adagas Voadoras”).

Contando sempre com a ajuda da também gueixa Mameha (Michelle Yeoh, de “O Tigre e o Dragão”), Sayuri é objeto de desejo de todos os homens da cidade, mas é assombrada pelo secreto amor que nutre por um homem que não pode ter (Ken Watanabe, de “Batman Begins”).

“Memórias de uma Gueixa” gerou muita polêmica no Japão. Afirmando que não existem atrizes japonesas com bom inglês no mercado, Rob Marshall escalou duas chinesas (Zhang e Li) e uma malaia (Yeoh) para interpretar suas gueixas. Esta opção gerou quase uma crise diplomática em terras nipônicas quando foi anunciada.

Imagine um filme sobre o carnaval carioca com atores argentinos! Num podeeeeeeeeeeeeee...


é um filme americano falado em inglês sobre a cultura japonesa das gueixas, cujo trio central de personagens é formado por atrizes chinesas e em que o Japão dos anos 20 aos 40 foi todo recriado num estúdio de Los Angeles.

E depois? Qual é o problema? Muitos protestaram, até a musa protestou. Mas não se trata de um documentário. Nem pretende ser uma biografia. É apenas uma obra de arte. Eu gostei. Não falam japonês? Fica esquisito, OK. A banda sonora e as imagens são fantásticas. O argumento é fraco? Talvez. O amor é inverosímel? Quem se importa?

É um belo filme e muito poético.

Com uma recriação do Japão dos anos 30 e 40 perfeita, “Memórias de uma Gueixa” não cansa, e não deixa espaço para dizer qual a cena mais linda e perfeita.

É isso, ando pecando mais pelos olhos...
Baile de Chiyo



Resumo Poético

Um comentário:

Hellen Gomes disse...

Eu adorei o filme...perdi as contas de quantas vezes assisti, pois sempre que passa me pego paralisada assistindo. As músicas são belíssimas e a fotografia ficou fantastica do filme.