Casa de Areia










A idéia de Casa de Areia nasceu a partir da fotografia de uma casa abandonada, parcialmente soterrada pela areia, localizada no Nordeste. A história desta foto foi narrada ao diretor Andrucha Waddington pelo produtor Luiz Carlos Barreto, que já tinha a intenção de fazer um filme sobre o tema.


Casa de Areia mexe no imaginário. Explora sentimentos. Machismo. Solidão Paz. Plenitude. Solidariedade. Persistência. Crueldade. Lealdade. Todos, elementos presentes.Três boas razões que para ver ou rever Casa de Areia, filme de Andrucha Waddington:

O local, de beleza ímpar: Lençóis Maranhenses, a beleza natural e selvagem de um paraíso ecológico sem igual.

O elenco, que traz, pela primeira vez, num mesmo filme, mãe e filha – a Montenegro e Fernanda. A primeira Fernanda, (re)lembra a grandeza de ser atriz, construiu uma carreira sólida, brilhante, reconhecida nacional e internacionalmente. A Fernanda filha, é inteligente, ousada e dona de um senso de humor indiscutível e uma excelente atriz.Elas se alternam nos personagens. Fernanda Montenegro é Maria e Áurea. Fernanda Torres, idem.









A areia (o espaço) nunca pára enquanto o tempo não parece passar, cortado o contato com a civilização. “Casa de areia” tem um ritmo lento, marcando a eternidade e a monotonia do dia-a-dia de suas protagonistas. A bela fotografia de Ricardo Della Rosa (Olga) acentua esse cenário com um branco infinito, onde “o que não é chão, é céu”, nas palavras de Áurea.











Com características pouco comerciais, o diretor conta com a dupla de protagonistas para humanizar seu filme e é aí que ele tira a sorte grande. As Fernandas, mulher e sogra, dão um show, destacando que, no fim das contas, o filme é um drama simples de mulheres que querem seguir em frente.

Com um roteiro excelente de Elena Soárez , de poucos diálogos e poucas escorregadas, o diretor nos entrega uma obra de pura imagem e som, o melhor filme nacional dos últimos tempos. Acostumados com a idéia de que o espaço, um lugar qualquer, não se move - pelo menos a princípio – enquanto o tempo não pára, “andando” sempre para frente. Imagine uma situação em que ocorra o contrário: o espaço físico está em constante movimento e o tempo parece ter parado. É mais ou menos a proposta do filme.














A saga de Áurea começa em 1910, quando, em busca de um sonho que nunca lhe pertenceu, ela chega em caravana a um enorme labirinto de areia no Maranhão, Norte do Brasil. À procura de terras que o marido, Vasco, acredita serem prósperas, ela se vê condenada à vida num lugar inóspito, tendo como única companhia feminina sua mãe, Dona Maria. Grávida, e inconformada com o destino, a mulher faz de tudo para encontrar uma saída. Mas o tempo vai pouco a pouco transformando essa história embalada por profundos sentimentos, que vão do desespero à plenitude.

São 59 anos convivendo com a iminência da partida. A princípio impedida por Vasco, Áurea é obrigada a morar numa casa no alto de uma duna. Até que um dia, ao lado da mãe, ela presencia a morte do marido, soterrado na própria loucura e, num misto de dor e alívio, acredita estar livre. Mas, na verdade, virara refém da sorte.
Três gerações – Áurea, a mãe Maria, e a filha, também Maria. Em todas elas, a imensa solidão feminina e pior, a dependência da mulher à figura do homem.

Anos depois, o reencontro da anciã com a “filha da cidade”, que lhe traz de presente a música dos homens, além do sussurro do vento, do gorjeio dos pássaros e do canto do mar…

Ficha Técnica

Título Original: Casa de Areia
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2005
Site Oficial: www.casadeareia.com.br
E
stúdio: Conspiração Filmes / Globo Filmes / Columbia TriStar Filmes do Brasil / TeleImage / Quanta Centro de Produções / LocaAventura
Distribuição: Columbia TriStar Filmes do Brasil
Direção: Andrucha Waddington

Roteiro: Elena Soárez, baseado em argumento de Elena Soárez, Luiz Carlos Barreto e Andrucha Waddington
Produção: Leonardo Monteiro de Barros, Pedro Guimarães, Pedro Buarque de Hollanda,
Andrucha Waddington, Luiz Carlos Barreto, Lucy Barreto e Walter Salles
Música: Carlo Bartolini e João Barone

Fotografia: Ricardo Della Rosa
Desenho de Produção: Fernando Zagallo

Direção de Arte: Tulé Peake
Figurino: Cláudia Kopke

Edição: Sérgio Mekler


Elenco

Fernanda Montenegro (D. Maria / Áurea - 1942 a 1969 / Maria - 1969)

Fernanda Torres
(Áurea - 1910 a 1919 / Maria - 1969)
Ruy Guerra (Vasco de Sá)
Seu Jorge (Massu - 1910 a 1919)
Luiz Melodia (Massu - 1942)
Enrique Diaz (Luiz - 1919)

Stênio Garcia (Luiz - 1942)
Emiliano Queiroz (Chico do Sal)
João Acaiabe (Pai de Massu)
Camilla Facundes (Maria - 1919)
Haroldo Costa (Capataz)
Jorge Mautner (Cientista)

Nélson Jacobina (Cientista)



Trailer











Um comentário:

Claudia disse...

Pois encontrei teu blog e me encantei. Sei que precisarei de horas pra ler e ver tudo. Demais! :)
beijão,
Claudia
http://www.letti.com.br/afrodite/